quinta-feira, 11 de maio de 2017

Polarização tem o objetivo de desunir os brasileiros e impedir melhorias reais para o Brasil

O Brasil vive um período triste na sociedade brasileira. A polarização política desenterrou o conflito de classes existente, mas nunca assumido em nossa sociedade, estigmatizada como cordial, pacífica e afetuosa. 

De um lado, os chamados "coxinhas", defensores das classes dominantes. De outro, os "mortadelas", "petralhas" ou coisa parecida, defensores das classes populares. De nenhum lado, os que querem que toda a sociedade brasileira entre em um acordo, que procure beneficiar o maior número de pessoas. Vivemos em uma guerra civil ainda não-declarada.

Para as classes dominantes, é muito bom que a sociedade brasileira esteja polarizada. Isso impede que a população se una e combata os problemas reais do país. Mantendo a população desunida, impede-se de ver milhões de pessoas invadindo sede de empresas, congresso, sede de governos, etc. As lideranças se sentem tranquilas com a desunião da população, que ficará bem ocupada arrancando os cabelos uns dos outros, enquanto os líderes continuam à vontade impondo suas decisões gananciosas.

Ninguém está preocupado com o progresso da sociedade brasileira. Pelo contrário. Por motivos ideológicos, na tentativa idiota de defender um dos lados, lança-se mão até de retrocessos, pois o que importa é derrotar o lado oposto. Mas ninguém se senta em frente diante do outro para ouvir as partes e negociar uma melhoria que seja para toda a população. 

Ao invés disso, tomam atitudes que servem mais para exaltar o lado do qual pertencem. Direitistas exaltando e legitimando a ganância, enquanto esquerdistas fazendo apologia às drogas e estimulando para que as mulheres vendam seus corpos. Interessante que os dois lados preferem defender erros do que propor acertos, saindo no pau um contra o outro enquanto o país se afunda, com a população junto.

Ficou praticamente impossível conversar pacificamente sobre política com as pessoas. cada um interessado em defender o seu lado e atacar o outro. Até as críticas feitas a políticos comprovadamente errados são feitas de forma subjetiva, usando motivos moralistas do que técnicos. Por exemplo: criticar Aécio porque ele supostamente cheira pó e não por ser um político incompetente e corrupto.

O analfabetismo político e a confiança que a população ainda deposita na mídia oficial - controlada e patrocinada por magnatas interessados em arruinar o país - tem desunido a população. Até que o diálogo comece a dar sinais de que quer aparecer, ainda vamos continuar nos xingando, cada u desejando que políticos e o país sejam como cada um quer, mesmo que se tornem nocivos a boa parte da população. Mas quem defende apenas o seu lado, pouco está se lixando para o outro. 

"Farinha pouca, o meu pirão, primeiro!": este deveria ser a nova frase a ser escrita na bandeira do Brasil.

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