terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Porque pessoas diferentes são consideradas "loucas"?

Dizem os biólogos que seguir a maioria é uma estratégia de sobrevivência. Além do fato de que a união faz a força, há benefícios que dependem de decisões alheias (como namoro e emprego) e a adequação a regras impostas pela sociedade favorecem a aquisição destes benefícios. 

Por isso que muita gente faz coisas de validade duvidosa quando elas são praticadas pela maioria. O importante não é fazer estas coisas, mas favorecer um bom contato com os outros, para aquisição de direitos e garantia da sobrevivência humana.

Mas a racionalidade humana faz com que certos indivíduos se recusem a fazer certas coisas, por discordar delas. Frequentemente, estas pessoas são rotuladas de loucas, provocado o afastamento de outras pessoas que enxergam a recusa de obediência a padrões como uma ameaça. Porque isto ocorre? Temos uma explicação para isso.

A primeira coisa a ser lembrada é o conceito de "tá no sangue" para algo que é praticado ou seguido pela maioria das pessoas. O fato de algo ter uma adesão maciça de pessoas dá uma ilusão de algo biológico, instintivo, pré-programado no cérebro das pessoas. Fica a impressão que uma atitude extremamente popular faz parte da essência humana e sinaliza que "o cérebro está funcionando direito". A adequação a padrões ainda é estigmatizada como normalidade cerebral.

Como a adequação a padrões é considerado como sinal de normalidade, pessoas que se recusam a aderir a padrões de ideias, gostos e atitudes automaticamente despertam suspeitas de loucura, dificultando a interação social, criando um círculo vicioso que pode prejudicar quem não está socialmente inserido.

Talvez seja até este medo em ser confundido como "louco" que faz com que muita gente faça coisas que não goste de fazer, mas que são altamente populares, para agradar aos outros e se sentir incluído socialmente.

Mas é realmente por causa da ilusão de que seguir padrões é sinal de normalidade cerebral que pessoas diferenciadas são tidas como aberrações ou portadores de loucuras. Mas basta a humanidade se informar mais e descobrir que, pelo contrário, abir mão de padrões é sinal de maior racionalidade e de manifestação de individualidade, para que este preconceito desapareça e a diversidade de gostos, ideias e costumes seja respeitada.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

"Homens de bem" são bandidos e devem ser tratados como tais

Agressões nunca são o melhor caminho para resolver divergências. E quem agride não está a fim de conversar e não raramente isso serve de comprovação da ignorância do agressor, que geralmente não possui argumentos lógicos para justificar o pensamento que está sendo questionado pelo lado agredido. Mas de qualquer forma, agressores sempre são nocivos, e devem ser tratados como algo nocivo.

Nem vem com esta desculpa de que estão "defendendo a honra" ou o que quer que seja. Quem não sabe dialogar deve ficar calado e procurar se informar para criar uma justificativa racional que possa ser exposta em uma conversa madura e sadia. Agredir, mesmo sob a desculpa esfarrapada da "defesa" nunca é um caminho aceitável e atenta contra a dignidade humana. E pela lei, quem atenta contra a dignidade humana merece punição.

Não param casos de membros da pseudo-elite desejando mal e até mesmo a morte de esquerdistas e de pessoas que não correspondam ao perfil que lhes agrada (em geral o perfil branco-cristão-hétero-capitalista). Um novo tipo de crime de colarinho branco que nasce do preconceito e da ganância de nossas classes média e alta, muito mal educadas por pais negligentes e escolas direcionadas apenas a formar mentes para o mercado de trabalho.

Além de um neurocirurgião, um procurador e um deputado, vomitaram seu nojo pelas pessoas que não corresponderam as suas expectativas. O tal neuro-cirurgião chegou a sugerir a interrupção do procedimento para que "o capeta abraçasse Dona Marisa", desejando a morte dela. Mal sabe o neuro-cirurgião que gente como ele que o capeta gosta de abraçar.

Isso acontece porque os membros das pseudo-elites se sentem livres no governo de direita para poderem exalar seus preconceitos na tentativa de proteger de forma agressiva os privilégios que possuem, impedindo que os mais necessitados - tratados pela pseudo-elite como "sub-humanos" - possam ter acesso a eles.

Mas noto que o sistema está muito bonzinho com estes moralistas sem moral. Quem prejudica os outros intencionalmente, deve ser tratado como bandido e responder como bandido, sendo punido de acordo com os termos da lei. 

Essa noção de impunidade que a sociedade dá aos "Homens de Bem" é que permite que estas pessoas sem alma nem piedade ajam desta forma, provavelmente sonhando em um mundo onde somente eles existam, para que os bens fiquem apenas nas mãos destes. É a ganância convertida em sadismo, uma prova incontestável de que a humanidade está ainda em seu estado primitivo. 

Os exotéricos que pensavam que chegaríamos numa nova era erraram os cálculos. Ainda estamos nos tempos das barbáries e tão cedo não sairemos dela.