terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A retomada da barbárie

Estou completamente pasmo com o que vem acontecendo nos últimos anos. Pasmo e triste. Eu sou humanista. Cresci acreditando que a humanidade se evoluiria e chegaria no século XXI disposta a amar mais, se solidarizar mais. Utopia, pois acontece o oposto. 

Estamos nos desaprendendo a amar. O ódio brutal passou a ser justificado como "defesa" seja lá do que for. Pessoas com raiva babando e sadismo na flor da pele se auto-rotulam "de bem" desejando mal ao próximo, enxergado como "ameaça" só porque discorda do ponto de vista do odioso.

Esta onda de ódio cresce a ponto de pessoas de direita - sim, só a direita fornece o "embasamento teórico" para um pensamento tão odioso -  se transformarem em verdadeiros animai selvagens na forma humana. Hoje se deve muito bem medir palavras e omitir pontos polêmicos em conversas com outras pessoas, sob o risco de ser linchado ou até morto.

Os extremistas de direita viraram uma nova forma de bandidagem. Sim, são bandidos, longe do estereótipo, mas com a mesma intenção de prejuízo alheio que os marginais xingados nos telejornais mais policialescos. Não adianta se auto-rotularem "homens de bem" bradando falsas lições de moralidade se desejam que o outro se ferre. Extremistas de direita são bandidos e merecem ser vistos como tais.

Mas não reajamos com violência. Bandidos merecem pena. Odiosos merecem pena. Não baixemos ao nível rasteiro deles, perpetuando a luta garo-e-rato até não acabar mais. as leis devem ser severas com os extremistas de direita, que por enquanto agem tranquilos na impunidade, zombando da justiça, achando que esta é um a propriedade privada dos direitistas.

Enquanto a lei não tomar alguma atitude para coibir este extremismo de direita, tempos difíceis se instalam irresponsavelmente. Temos que tomar muito cuidado, pois as bestas feras, ignorantes e sedentas de ódio, além de prontas para o ataque mais danoso, podem estar do nosso lado, sorrindo, em um ambiente aparentemente acolhedor.

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