domingo, 29 de janeiro de 2017

A onda de ódio e a dificuldade nas relações humanas

Existe um ditado que diz que "o homem é o lobo do homem". Nunca isso fez tão sentido como agora. Graças a má qualidade de nossa educação, a pais irresponsáveis que fazem filho sem saber como criá-los e a submissão a mídia sobretudo a televisiva, causaram um estrago gigantesco na personalidade de mais de 85% dos brasileiros e o resultado dessa negligência educacional aparece nesta onda de ódio burro que vemos hoje em dia.

Curioso que estamos em pleno século XXI, em que os futuristas do passado, quase com unanimidade, previam ser uma era de muitos avanços sobretudo humanos. Estaríamos mais inteligentes e altruístas. Só que a onda de ódio não somente soterrou este mito de evolução como também mostrou que somos exatamente os mesmos do final do século XIX. Ou seja, os avanços do século XX não nos serviram para nada. Teremos que aprender tudo de novo.

E não pense que esta onda de ódio se limita a preconceitos direitistas contra a esquerda e contra classes oprimidas. A onda de ódio está até em alguns supostamente progressistas. Gente que bate no peito "eu amo a humanidade" desejando também a eliminação de outras pessoas, ao invés de estabelecer um diálogo. Até porque somente indivíduos inteligentes estão dispostos ao diálogo.

Feministas se tornaram misândricas e toleram os homens apenas quando eles lhes dão dinheiro e proteção. Tratam os homens como se fossem todos estupradores. Impõem regras de convívio, incluindo as paqueras, de uma forma que apenas os homens que justamente não correspondem ao nocivo perfil machista, paguem pelos erros (dos outros). Os machistas continuam impunes.

Sites de diversos tipos agem com truculência quando termos são violados, mesmo que por um simples mal entendido (como aconteceu comigo, que estou com IP bloqueado, sem saber como desbloquear). Algo que seria fácil de resolver com uma simples troca de emails (eles sabem minha conta), onde os motivos seriam expostos, equívocos explicados e surgiria uma oportunidade de negociação favorável para ambos os lados.

Mas o ser humano prefere resolver tudo na porrada, na punição alheia. Perdemos a capacidade de nos imaginar no lugar do outro, preferindo fazer com nossos adversários justamente o que não gostaríamos que fizessem conosco. Ficam naquela de "não vai acontecer comigo", como se os do "lado do bem" fossem perfeitos, sem imaginar que a punição desejada ao outro, pode se virar contra quem se acha perfeito e invencível.

Mas esta onda de ódio tem um lado bom, por incrível que pareça. Levará o ser humano a cometer barbáries tão nocivas que a opinião pública ficará incomodada de tantos atos perversos cometidos em suposta defesa da honra e voltará a ser vergonhoso o costume de desejar mal ao outro ou punir de forma precipitada sem ao menos entender o que está s passando.

De qualquer forma, retomamos os instintos animais, incluindo ao de nos defendermos de forma agressiva e precipitada. Será que teremos que voltar ao começo e aprendermos novamente o que significa sermos humanos?

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