quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Ignorantes e desconfiados, conservadores não querem qualidade de vida. Querem moral e satisfação de expectativas

Não adiantou cerca de 14 anos de progresso sócio-econômico. Confiante na campanha publicitária de difamação lançada pela sempre confiável - mas nem sempre verdadeira - mídia oficial, as pessoas de mentalidade conservadora fecharam os olhos para os avanços do país nos anos de gestão petista e resolveram trazer de volta os velhos direitistas do passado que arruinaram o país, para "reconstruir o país".

Incapazes de criar uma solução nova, que dispensasse o retorno a tempos nebulosos, as pessoas entenderam que as forças políticas que sã comprovadamente falhas, são as melhores para o país. Muitos nem se referem à políticos, mas sim a classes como empresários. Ignora a população que justamente estes sempre foram os principais responsáveis por arruinar o país. Chamaram os demolidores para reconstruir a casa.

Se pensam que colocar empresários nas gestões é novidade, podem tirar o cavalinho da chuva. Graças a nossa ignorância política que nos impede de dialogar com a esquerda, exigindo melhor atuação dos esquerdistas, retornamos aos mais tempos remotos da Velha República. A esquerda sempre será a melhor opção de gestão para qualquer nação e voltar ao velho direitismo significa voltar aos velhos problemas que acreditamos estar eliminados em nosso país.

Mas isso não importa para quem é conservador. O que interessa a eles é uma gestão moralizada e a satisfação das expectativas que a sociedade possui. Não interessa muito a melhoria na qualidade de vida ou no fim das injustiças sociais. Garantir o bem estar particular desses conservadores e apresentar uma gestão que se encaixe com os estereótipos de honestidade e eficácia, já é o suficiente. 

Isso explica porque as pessoas mais conservadoras (que ignoram muitos aspectos da realidade cotidiana) aceitam a PEC 241, a eliminação de direitos e até o sadismo contra aqueles que não se encaixam em seu conceito de "gente". 

Por não terem sido educados com o senso de humanidade, senso de coletividade e conhecimento político-econômico, preferem que as coisas aconteçam de forma mais simplória, como nas obras de ficção, com um super-líder decidindo o que deve ou não ser feito.

Assim caminha o nosso país para uma reedição atualizada da Velha República, responsável por muito retrocesso que travará o país na sua perpétua condição de país sub-desenvolvido. Um Haiti de luxo e um pouco mais pomposo e alegre.

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