terça-feira, 30 de agosto de 2016

Porque as pessoas quando mudam, é quase sempre para pior?

Estou profundamente magoado com a humanidade nos últimos tempos. Realmente a humanidade fracassou. E fracassou porque quis fracassar. Nos recusamos a evoluir em troca da satisfação de instintos mais mesquinhos. Aos poucos vamos negligenciando a nossa capacidade de raciocinar e sentir e voltamos ao primitivismo do reino animal. Cada dia isso fica mais evidente.

Fico me perguntando porque quando mudamos é quase sempre para pior? Porque na infância somos tão espontâneos, inteligentes e sensíveis e ao chegar já na adolescência nos livramos dessas qualidades sob a desculpa de entrarmos na concorrente lute pela sobrevivência? Será que para sobreviver é necessário ser maldoso e burro? Talvez seja, pois muitos "vencedores" nesta luta quase sempre injusta são comprovadamente maldosos e burros.

E não pense que estou apenas me referindo a pornografia, consumo de drogas e violência. Quase toda a sociedade está decadente de uma forma ou de outra. os religiosos, tão metidos a corretos nunca param de comprovar o que ateus omo eu vivem dizendo: que a moralidade das religiões é uma farsa criada apenas para servir de escudo quando as ilusões alegadas pela fé irracional forem questionadas. Interessante que todos que cometem algum tipo de atrocidade tem algum tipo de fé, mesmo que seja em ideologias político-econômicas de caráter nocivo como o fascismo e o Capitalismo, ou em personagens fictícios de jogos eletrônicos.

Toda a sociedade está falida. Até mesmo que propões melhorá-la se limita a medidas paliativas que não acabam com problemas, mas servem de compensação e consolação, ensinando a conviver com o problema do lado. É o que fazem quase todos quando se lembram de solidariedade, caridade, responsabilidade social e outros nomes lindos dados a atitudes que na prática resolvem quase nada. Muitas ONGs e pessoas fazendo caridade há muitos anos para tudo ficar como está. Se a caridade não melhorava coletividade é porque ela está sendo feita da maneira errada.

A onda de direitismo que cresce no país só veio para cerejar o bolo fecal da ignorância do povo brasileiro, que chega a ser pior do que a mundial. É o mundo todo está decaindo, mas o Brasil pretende acelerar a sua decadência. A impressão que tenho é que a burrice do brasileiro é uma vocação. A comemoração histérica do ouro no futebol em véspera da instalação de uma nova ditadura no país serve de um bom exemplo como ainda somos ignorantes e pueris. A brincadeira vem sempre em primeiro lugar. O dever, se der faz, se não der, se dane.

Outra coisa a observar é que estamos recuperando conceitos e costumes de tempos remotos. A nossa educação continua voltada exclusivamente ao mercado de trabalho. Pais e educadores jogam um para o outro a responsabilidade de formar a personalidade de uma criança, acabando no final com nenhum dos dois realizando a tarefa, que é infelizmente "cumprida" pela mídia mentirosa e tendenciosa e por amigos mal-intencionados.

 A cultura em geral retoma as características vigentes em 1945, guardadas as diferenças de atualização. Nos rádios toca-se uma espécie de teeny bop pseudo-erótico, tipo de música hegemônica entre os jovens de hoje em dia. Não se fazem mais letras inteligentes, salvo uma e outra exceção. Quase todos fazem música, cinema e outras manifestações artísticas por motivos financeiros, não hesitando em corromper suas obras em prol do lucro garantido.

Muitos fatores servem como comprovação de que estamos decaindo como seres humanos. Para completar essa decadência, estamos entrando em uma nova ditadura no Brasil. Nos EUA, mesmo não sendo o favorito, o empresário retrógrado Donald Trump consegue atrair muitas pessoas para o seu eleitorado. Governantes pelo mundo afora, salvo em nações mais evoluídas como as da região da Escandinávia, já demonstram incapazes de resolver problemas cotidianos.

Estamos falindo. Mas ha uma solução. Drástica para a grande maioria de pessoas: mudar de jeito. Ser mais racional e mais sensível, é esse o desafio. Nos livrar de crenças e parar de estabelecer conceitos com base na confiança depositada no emissor. Pessoas sempre mentem, evidência, não.

Mas como as pessoas, insistentemente teimosas por não querer sair de suas zonas de conforto, continuam agindo como sempre agiram, não esperemos melhorias para os próximos, digamos, 50 anos. A humanidade está falida mas só ela tem a poder de decisão para sair desta falência.

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