terça-feira, 22 de setembro de 2015

Pausa para Estudos

Infelizmente, terei que dar uma boa pausa nas postagens inéditas deste e dos blogues associados. É que entrarei em um novo concurso e não terei tempo para postar nada aqui. 

Desculpem o transtorno e agradecemos a paciência. Continuem relendo as postagens antigas e prestigiando este blogue. Esperamos voltar em novembro próximo com novas e inéditas postagens. Até lá!


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Cientistas descobrem mutação genética que previne Alzheimer

ESPREMENDO A LARANJA: Um importante passo para a prevenção e para a cura desta doença terrível que leva muitos idosos a demência que os inutiliza por completo, impedindo de curtir esse restinho da vida que deveria ser de descanso saudável e lúcido.

Cientistas descobrem mutação genética que previne Alzheimer

11 de julho de 2012 • 16h15 - BBC Brasil
  
Cientistas islandeses descobriram uma mutação genética que protege contra o Mal de Alzheimer e o comprometimento cognitivo causado pelo envelhecimento, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista científica britânica "Nature".

Uma equipe do centro "deCODE Genetics" de Reykjavik (Islândia), liderado por Kari Stefansson, estudou o genoma completo de 1.795 islandeses e descobriu uma mutação no gene APP, que reduziria em até 40% a formação da proteína amiloide em idosos saudáveis.
Esta proteína é uma substância insolúvel que se acumula no cérebro dos pacientes formando placas e que é responsável pela aparição do Alzheimer, uma doença sofrida por um quarto dos maiores de 90 anos.

"Pelo que sabemos até agora, (esta mutação) representa o primeiro exemplo de uma alteração genética que confere uma proteção forte contra o Mal de Alzheimer", afirma Stefansson em seu artigo. 

Esta mesma mutação frearia a deterioração cognitiva dos idosos sem Alzheimer, por isso os pesquisadores acreditam que os dois transtornos compartilham os mesmos ou similares mecanismos.

O estudo mostrou que a função cognitiva dos idosos de 80 a 100 anos portadores dessa mutação funcionava muito melhor que a daqueles que não a tinham.
Stefansson considera que o Alzheimer poderia representar o caso mais extremo de deterioração da função cognitiva relacionado à idade.

Até o momento, os cientistas descobriram 30 mutações no gene APP, 25 das quais se consideram causadoras da doença em idades avançadas, mas esta é a primeira vez que se detecta uma mutação relacionada com a aparição do Alzheimer em idosos.
Mais de 5% dos maiores de 60 anos sofrem de algum tipo de demência e, em dois terços dos casos, se trata de Alzheimer.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Paciente em estado vegetativo se comunica em ressonância

ESPREMENDO A LARANJA: Esta descoberta vai revolucionar a maneira de entender o comportamento do cérebro, este órgão tão útil para nós e ainda cheio de mistérios a seres descobertos. Também pode revolucionar a maneira de nos comunicarmos e até de entender a espiritualidade, já que para que houvesse a comunicação com um corpo nestas condições, o espírito prova estar atuante.

Doente que estava em estado vegetativo mostra “estar bem” com exame neurológico

13.11.2012 - 13:47 - Do jornal português Público

Os exames de ressonância magnética podem ajudar a avaliar o estado de consciência de pessoas que sofreram danos cerebrais durante acidentes Os exames de ressonância magnética podem ajudar a avaliar o estado de consciência de pessoas que sofreram danos cerebrais durante acidentes (New England Journal of Medicine)

Durante anos os médicos pensavam que Scott Routley estava num estado vegetativo. Agora, este doente canadiano conseguiu comunicar através de exames de ressonância magnética e mostrou estar bem.

Apesar de Routley continuar a ter as características que estão associadas aos doentes em estado vegetativo, esta descoberta mostra que está consciente, refere o investigador britânico Adrian Owen, que liderou a equipa no Instituto Cérebro e Mente, na Universidade do Ontário Ocidental, no Canadá.

“Scott foi capaz de mostrar que tem uma mente consciente, que pensa. Fizemos vários exames e o padrão de actividade do cérebro mostra claramente que está a escolher responder às questões. Acreditamos que ele sabe quem é e onde está”, disse o cientista à BBC, que nesta terça-feira vai passar um programa sobre situações semelhantes que andou a acompanhar.

Há 12 anos, o doente canadiano teve um acidente de carro que provocou danos profundos no cérebro. Apesar de os familiares defenderem que ele tinha consciência e podia comunicar mexendo o polegar ou fazendo movimentos com os olhos, a equipa médica nunca acreditou.

Os doentes em coma podem passar para um estado vegetativo em que abrem os olhos, têm os ciclos normais de sono e de vigília, mas não têm consciência do seu redor e não dão sinais nenhuns de comunicação.

Para Adrien Owen este é um momento único. “Perguntar a um doente uma informação que seja importante para ele é um objectivo que temos há muitos anos. No futuro, podemos perguntar o que é que pode ser feito para melhorar o seu bem-estar. Pode ser qualquer coisa como entretê-lo ou mudar as horas a que é alimentado ou que a higiene é feita”, explica. 

Imaginar jogar ténis   

As respostas de Scott Routley não foram simples “sim” ou “não”. Para a técnica de ressonância magnética funcionar, os médicos pedem aos doentes para pensar em duas actividades distintas, imaginar-se a jogar ténis ou a caminhar por casa. Este esforço imaginativo tem duas representações diferente no cérebro e é detectado pela ressonância magnética que lê o fluxo de sangue rico em oxigénio em regiões diferentes do cérebro. Depois, estabelece-se que uma das imagens é um “sim” e a outra é um “não”.

O médico que seguia Routley há dez anos explica que os exames mudam todas as avaliações feitas previamente sobre o estado do canadiano. “Ele tinha o quadro clínico de um doente vegetativo típico”, disse Bryan Young, neurologista do Hospital Universitário de Londres, Ontário, no Canadá. “Fiquei muito impressionado e surpreendido que fosse capaz de mostrar estas respostas cognitivas no exame de ressonância magnética”, admitiu, citado pelo diário britânico Guardian.

Young referiu ainda que esta técnica de Adrien Owen deveria passar a constar nos livros científicos. O cientista já tinha publicado um estudo que mostrava a capacidade desta técnica em 2010, na revista The New England Journal of Medicine.