quarta-feira, 3 de junho de 2015

O amor é uma ilusão

Ninguém sabe exatamente o que é amor. É apenas uma palavra linda que todos ainda insistem em pronunciar, como a palavra "paz", que carrega uma semântica poderosa de valor positivo, mas que não possui um significado exato para toda essa gente.

Esse negócio de justificar qualquer formação de casais usando o amor, é na verdade uma ilusão, como outras quaisquer. No Brasil, principalmente, as pessoas convencionaram em associar a sua felicidade a ilusões. A incapacidade de resolver os problemas cotidianos, seja voluntariamente ou não, as obriga a sair a procura de fugas, criando um mundo a parte, irreal, onde tudo é bom e todos são perfeitos e felizes. É aí que o romantismo besta começa a aflorar.

Mas na realidade, no caso dos relacionamentos afetivos, nota-se que esse romantismo é falso e ilusório. Acreditar na suposta força de amor traz conforto as pessoas, mas a realidade mostra o contrário, relacionamentos que começam por interesses materiais (sejam financeiros ou não) ou simplesmente a necessidade de agradar a sociedade, com o objetivo de angariar outros benefícios materiais. De qualquer forma, a palavra "amor", é usada em vão, só para dar um caráter nobre aos relacionamentos que começaram de maneira bem mesquinha.

É claro que sim o amor. Mas são poucos os capazes de sentir. Normalmente ele é mais notado entre os solitários e carentes. Como se a falta de companhia pudesse ajudar a desenvolver melhor a sensibilidade. Como se a solidão, favorecendo o tempo livre para o auto-conhecimento, pudesse dar a oportunidade de uma pessoa desenvolver a sensibilidade, algo quase impossível para quem vive ocupado com relacionamentos atrás de relacionamentos.

A sociedade atual no seu todo ainda não se encontra em condições de entender o verdadeiro amor. Por enquanto, ela pega o nome emprestado e classifica as outras sensações que ainda conseguem sentir. Mas ainda vai demorar bastante para que possamos ver os anúncios publicitários de Dia dos Namorados pararem de fazer propaganda enganosa com um sentimento nobre, de que a sociedade só conhece o nome.

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