sexta-feira, 12 de junho de 2015

A paquera em tempos de ódio anti-humano

Ultimamente temos tido o infeliz modismo do ódio humano. No desespero de defender valores e interesses que não eram questionados antes da internet, os conservadores, sejam de quaisquer tipos, encenaram de criar uma espécie de ódio anti-humano, resultado na crença falsa de que as outras pessoas querem nos prejudicar. Se a lei dizia que todos são inocentes até prova ao contrário, hoje a situação é bem oposta. Temos que provar que não somos mal intencionados.

E hoje, no Dia dos Namorados, me ponho a pensar: e como está sendo a paquera nesses tempos? O feminismo e o machismo se tornaram reciprocamente odiosos e os pretendentes não estão chegando a um acordo que possa mantê-los unidos. Em casais é cada vez mais comum o fato de que um dos membros te que ceder, abrir mão de suas convicções para agradar ao outro, que não cede de qualquer jeito.

O limite do que é e do que não é indecoroso

As mulheres inventaram um tal de "chega de fiu-fiu". Em tese parece uma boa ideia, pois pretende punir as cantadas indecorosas. Mas o que é "cantada indecorosa"? Conta a lenda que esta campanha nasceu quando as mulheres começaram a ser paqueradas por homens não-brancos de origem pobre o que me leva a desconfiar dessa campanha. Quem se dará mal nesta situação?

As mulheres não são nada pudicas. Quando elas querem sabem ser bem safadinhas. O problema é que a "safadeza" tem hora certa e tem limites éticos. Saber qual é este limite é o desafio para qualquer homem, o que só os mais espertos têm a capacidade de entender.

Agora a paquera não pode mais ser feita em qualquer lugar. As regras de conquista ficaram mais duras. nas ruas as mulheres estão cada vez mais sisudas e insensíveis. E há uma contradição nas regras que permitem a liberdade na paquera, pois apesar de exigirem um respeito ético, as mulheres estipulam que - pasmem - apenas lugares destinados a bebedeira sejam considerados adequados para a paquera.

Deixa ver se eu entendi. É indecoroso paquerar em lugares como bibliotecas, salas de espera, transportes, em jardins floridos e em praças tranquilas. Respeitoso é paquerar em boates, com aquela gente bêbada caindo em cima de você, luzes piscando no breu total, som muito alto e muita algazarra. Sinceramente as mulheres são realmente complicadas. Quem conseguir entender o que se passa nas cabeças das mulheres merece o prêmio Nobel da Paz.

Todos vão se ferrar com novas regras de paquera, homens e mulheres

Até acho e temo que as novas regras de paquera vão cometer uma injustiça. E das mais graves. Quem vai se ferrar são os caras bem intencionados que paqueram de maneira respeitosa e gentil, mas não correspondem aos estereótipos do homem considerado "atraente. Os pilantras que fazem cantadas vulgares continuarão fazendo, só que nas boates, lugares permitidos para este tipo de coisa.

Resultado, os homens já não querem mais tomar a iniciativa das paqueras. Muitos nem frequentam mais boates quem vai a boate quer algo serio? Paciência...), dando às mulheres, ainda assíduas frequentadoras de noitadas, a ilusão de que "esta faltando homem". Pesquisas mostram que abaixo dos 5 anos a maioria é masculina, cerca de 5 homens para cada mulher. Eu falei homens, não galãs. Homens já são maioria em sites de paquera, o que pode confirmar o dado. 

O comportamento apático das mulheres também mostra que homens não fazem falta. Mulheres agem como se fosse fácil arrumar homem, embora em suas conversas digam o contrário. Mas com o tempo isso, pode mudar, pois o novo comportamento das mulheres nas paqueras está afastando os homens.

O que será que as mulheres terão que fazer para escapar da vindoura e inevitável solidão? Somente elas poderão responder.

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