segunda-feira, 15 de junho de 2015

Entramos em Recesso

A partir de hoje este blogue e os blogues associados entrarão em recesso. Além de eu ser obrigado a dar esta pausa por causa de minha vida pessoal, vou aproveitar para rever a distribuição de postagens e a estrutura de blogues, além de decidir um novo visual, mais moderno e de acordo com a maioria dos sites mais visitados. Desculpem o transtorno e continuem lendo as postagens mais antigas. Obrigado pelo prestigio e até breve!


sábado, 13 de junho de 2015

A silenciosa dor afetiva dos homens

As mulheres muitas vezes adoram reclamar da falta de homens, mesmo que esta falta não aconteça. A mulher, educada para posar de coitada, para atrair proteção alheia tem esta atitude como forma de se manter incluída socialmente. Já os homens, pelo contrário, não possuem esse direito, mesmo quando estão na pior.

Ainda mais quando o assunto é vida afetiva, a coisa piora. Segundo as regras sociais, um homem assumir publicamente que tem dificuldades afetivas serve de atestado de incapacidade, mesmo que os defeitos presumidos não existam de fato. É como um homem dizer para a sociedade: "eu não presto, não me queiram para namorado". Isso é mau porque os homens que tem real dificuldade para conquistar mulheres ficam privados de qualquer ajuda.

Todos conhecem aquele ditado "Homem não chora". Significa que os homens tem que passar a imagem de bem sucedidos 24 horas por dia, nem que em suas vidas tudo esteja errado e que tenham que se virar sozinhos para resolver seus problemas. O que acaba por estagnar esses problemas, já que muitos destes não são resolvidos sem ajuda alheia.

Mas porquê a sociedade ainda insiste em reprovar as reclamações masculinas? Quando posto alguma coisa sobre as minhas dificuldades afetivas no Facebook, sinto um silencioso clima de reprovação. Como se eu de repente tivesse cometido um crime. É crime pedir ajuda para resolver problemas afetivos? Talvez seja.

Mas porque sofrer calado? Isso tem demonstrado um grave erro há séculos. A experiência mostra que ao ter reprimido o seu direito de reclamar, o homem parte para a ignorância, cometendo os mais variados tipos de violência, gerando danos e até mortes. Não seria melhor chorar em um canto e depois pedir ajuda? Bom para ele e para toda a sociedade.

Sobre a sociedade, ela faz uma ideia errada dos homens que tem dificuldades afetivas. Vamos reconhecer, vivemos em uma sociedade burocrática, que cria regras e exigências para que alguém possa obter benefícios. Quem se dá bem é aquele que cumpre as regras e a satisfação dessas exigências. E quem não se adapta, como fica?

Tenham paciência com quem tem dificuldade. Ao invés de reclamar ou de acusar de defeitos que não se sabe se tem ou não, porque não ajudar o homem com dificuldades. Tenho absoluta certeza que um homem que é compreendido em sua dor e recebe ajuda, será uma pessoa bastante útil para a sociedade ao querer retribuir a ajuda recebida, nem que seja apenas com a simpatia ou com a gratidão.

É errado querem condenar um homem porque ele não é "forte" nem "bem sucedido". Todos nós temos ganhos e perdas durante toda a vida. O que deve ser feito é livrar das perdas. E a primeira atitude a fazer para isso é admitir que as perdas existem.

Um homem que pose de infalível com certeza está mentindo. E poderá agredir quem o conteste, caso ele não assuma seus problemas e procure ajuda.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

A paquera em tempos de ódio anti-humano

Ultimamente temos tido o infeliz modismo do ódio humano. No desespero de defender valores e interesses que não eram questionados antes da internet, os conservadores, sejam de quaisquer tipos, encenaram de criar uma espécie de ódio anti-humano, resultado na crença falsa de que as outras pessoas querem nos prejudicar. Se a lei dizia que todos são inocentes até prova ao contrário, hoje a situação é bem oposta. Temos que provar que não somos mal intencionados.

E hoje, no Dia dos Namorados, me ponho a pensar: e como está sendo a paquera nesses tempos? O feminismo e o machismo se tornaram reciprocamente odiosos e os pretendentes não estão chegando a um acordo que possa mantê-los unidos. Em casais é cada vez mais comum o fato de que um dos membros te que ceder, abrir mão de suas convicções para agradar ao outro, que não cede de qualquer jeito.

O limite do que é e do que não é indecoroso

As mulheres inventaram um tal de "chega de fiu-fiu". Em tese parece uma boa ideia, pois pretende punir as cantadas indecorosas. Mas o que é "cantada indecorosa"? Conta a lenda que esta campanha nasceu quando as mulheres começaram a ser paqueradas por homens não-brancos de origem pobre o que me leva a desconfiar dessa campanha. Quem se dará mal nesta situação?

As mulheres não são nada pudicas. Quando elas querem sabem ser bem safadinhas. O problema é que a "safadeza" tem hora certa e tem limites éticos. Saber qual é este limite é o desafio para qualquer homem, o que só os mais espertos têm a capacidade de entender.

Agora a paquera não pode mais ser feita em qualquer lugar. As regras de conquista ficaram mais duras. nas ruas as mulheres estão cada vez mais sisudas e insensíveis. E há uma contradição nas regras que permitem a liberdade na paquera, pois apesar de exigirem um respeito ético, as mulheres estipulam que - pasmem - apenas lugares destinados a bebedeira sejam considerados adequados para a paquera.

Deixa ver se eu entendi. É indecoroso paquerar em lugares como bibliotecas, salas de espera, transportes, em jardins floridos e em praças tranquilas. Respeitoso é paquerar em boates, com aquela gente bêbada caindo em cima de você, luzes piscando no breu total, som muito alto e muita algazarra. Sinceramente as mulheres são realmente complicadas. Quem conseguir entender o que se passa nas cabeças das mulheres merece o prêmio Nobel da Paz.

Todos vão se ferrar com novas regras de paquera, homens e mulheres

Até acho e temo que as novas regras de paquera vão cometer uma injustiça. E das mais graves. Quem vai se ferrar são os caras bem intencionados que paqueram de maneira respeitosa e gentil, mas não correspondem aos estereótipos do homem considerado "atraente. Os pilantras que fazem cantadas vulgares continuarão fazendo, só que nas boates, lugares permitidos para este tipo de coisa.

Resultado, os homens já não querem mais tomar a iniciativa das paqueras. Muitos nem frequentam mais boates quem vai a boate quer algo serio? Paciência...), dando às mulheres, ainda assíduas frequentadoras de noitadas, a ilusão de que "esta faltando homem". Pesquisas mostram que abaixo dos 5 anos a maioria é masculina, cerca de 5 homens para cada mulher. Eu falei homens, não galãs. Homens já são maioria em sites de paquera, o que pode confirmar o dado. 

O comportamento apático das mulheres também mostra que homens não fazem falta. Mulheres agem como se fosse fácil arrumar homem, embora em suas conversas digam o contrário. Mas com o tempo isso, pode mudar, pois o novo comportamento das mulheres nas paqueras está afastando os homens.

O que será que as mulheres terão que fazer para escapar da vindoura e inevitável solidão? Somente elas poderão responder.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Céu terrestre é fotografado do espaço



Uma belíssima imagem foi fotografada do espaço. É o céu azul de nosso planeta, numa faixa azul-claro que pode ser observada contornando o planeta. Foi tirada por um astronauta da Estação Espacial (ISS).

Quem tirou, o fez com uma sensibilidade impar. Foto bela e emocionante.

sábado, 6 de junho de 2015

Homens com profissões prestigiadas se dão melhor na vida afetiva

Vamos amadurecer e reconhecer: o amor ainda não é desse mundo. O amor, para a maioria, virou uma palavra bonita que todos sentem prazer em pronunciar. Já o sentimento em si, ah, como está tão ausente...

Casais ainda se unem por interesses. Não só financeiros como sociais, já que solitários, mesmo quando voluntários, não costumam ser bem vistos. É preciso estar casado para agradar a uma sociedade que colocou na sua inerte cabecinha que "estar casado" é sinônimo de "ser valorizado", quando a lógica mostra que nem sempre isso é verdade.

E quanto mais prestígio social se tem, mas forte é a obrigação de estar sob um matrimônio. Há cobrança, mas há facilidades também, já que pessoas prestigiadas tem obstáculos à vida afetiva arrancados de seu caminho.

Os homens que são profissionais prestigiados que o digam. Profissionais liberais (advogados, engenheiros, médicos e similares), diretores de diversos tipos, empresários, executivos, etc., que por serem versões humanas do mito dos "Machos Alfa", sempre se deram melhor socialmente e sobretudo, afetivamente. Classicamente são profissionais prestigiados que possuem o direito, para eles irrecusável, de escolherem as mulheres com quem vão se envolver. Normalmente pegam as melhores, as mais intelectualizadas, elegantes e, claro, lindas e de bom gosto. As outras ficam para o restos dos homens, menos prestigiados.

E sinceramente, nunca ouvi falar de profissional prestigiado que viva chorando rotineiramente porque não consegue conquistar uma mulher. Porque se ele é um profissional prestigiado ele CONSEGUE, SIM! Ao menos que a religião dele proíba de se casar ou que ele seja gay. Se bem que, no Brasil, há muitos gays enrustidos que acabam se casando com mulherões, só para agradar a sociedade, fazer o quê?

E graças a isso, observa-se duas coisas: profissionais prestigiados que não conseguem ficar sozinhos e profissionais comuns que tem que se contentar com as mulheres que aparecem.

Mas que tanta magia os profissionais prestigiados exercem nas mulheres? Se lembrarmos que vivemos numa humanidade atrasada, ainda bastante instintiva, perceberemos o fato de que as fêmeas ainda procuram um protetor/provedor. E ninguém melhor que um profissional prestigiado para exercer essa função.

A vida afetiva numa sociedade injusta, tem que ser igualmente injusta. Não importa se há homens apaixonados. Importa é que hajam homens dispostos a proteger e sustentar as suas mulheres, como nos velhos tempos de irracionalidade animal. Dispostos como os profissionais prestigiados, excelentes profissionais, seres humanos medíocres e maridos da pior qualidade.

Ainda temos que aprender muito. Até lá, continuaremos batendo cabeça por aí. Inclusive na vida afetiva.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O amor é uma ilusão

Ninguém sabe exatamente o que é amor. É apenas uma palavra linda que todos ainda insistem em pronunciar, como a palavra "paz", que carrega uma semântica poderosa de valor positivo, mas que não possui um significado exato para toda essa gente.

Esse negócio de justificar qualquer formação de casais usando o amor, é na verdade uma ilusão, como outras quaisquer. No Brasil, principalmente, as pessoas convencionaram em associar a sua felicidade a ilusões. A incapacidade de resolver os problemas cotidianos, seja voluntariamente ou não, as obriga a sair a procura de fugas, criando um mundo a parte, irreal, onde tudo é bom e todos são perfeitos e felizes. É aí que o romantismo besta começa a aflorar.

Mas na realidade, no caso dos relacionamentos afetivos, nota-se que esse romantismo é falso e ilusório. Acreditar na suposta força de amor traz conforto as pessoas, mas a realidade mostra o contrário, relacionamentos que começam por interesses materiais (sejam financeiros ou não) ou simplesmente a necessidade de agradar a sociedade, com o objetivo de angariar outros benefícios materiais. De qualquer forma, a palavra "amor", é usada em vão, só para dar um caráter nobre aos relacionamentos que começaram de maneira bem mesquinha.

É claro que sim o amor. Mas são poucos os capazes de sentir. Normalmente ele é mais notado entre os solitários e carentes. Como se a falta de companhia pudesse ajudar a desenvolver melhor a sensibilidade. Como se a solidão, favorecendo o tempo livre para o auto-conhecimento, pudesse dar a oportunidade de uma pessoa desenvolver a sensibilidade, algo quase impossível para quem vive ocupado com relacionamentos atrás de relacionamentos.

A sociedade atual no seu todo ainda não se encontra em condições de entender o verdadeiro amor. Por enquanto, ela pega o nome emprestado e classifica as outras sensações que ainda conseguem sentir. Mas ainda vai demorar bastante para que possamos ver os anúncios publicitários de Dia dos Namorados pararem de fazer propaganda enganosa com um sentimento nobre, de que a sociedade só conhece o nome.