domingo, 17 de maio de 2015

O Milagre de Anne Sullivan. Filme baseado na história real da surdocega Helen Keller

ESPREMENDO A LARANJA: Sempre fui fascinado pela história desta garota que nasceu, cega, surda, muda mas superou tudo isso e se tornou uma das maiores personalidades de seu tempo, uma intelectual que não viu limites em seus sentidos, servindo de exemplo para toda a humanidade.

Tenho o filme citado em DVD e amei. É muito bem feito e com atuações bem fortes, executadas com absoluta competência pelas duas protagonistas. Gostaria de poder comprar a biografia (que anda meio carinha nas livrarias), embora tenha lido parte dela.

O Milagre de Anne Sullivan. Filme baseado na história real da surdocega Helen Keller.

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 25/11/2012  - Blogue Turismo Adaptado

O Milagre de Anne Sullivan (The Miracle Worker) é um filme dos Estados Unidos de 1962, do gênero drama biográfico, dirigido por Arthur Penn, e baseado no livro The Story of my Life, de Helen Keller e na peça teatral de William Gibson.

O filme relata a história de uma menina cega. Não só cega, mas muda. E como se não fosse demais, era uma menina surda, muda e cega. O nome dela era é Helen Keller, de sete anos, filha de proprietários de terras. Keller não sabia o que era mundo e não sabia como interpretá-lo, e apesar disso tudo, ela precisava muito se expressar.

O filme é muito complexo, mas ao mesmo tempo é humano demais. Um filme que mostra como o ser humano não está seguro sobre as coisas que a vida pode aprontar. O Milagre de Anne Sullivan é um retrato psicológico, mostra-nos como não sabemos lidar com  com limites físicos e a realidade de um ser humano. O filme é um pouco agressivo no sentido de mostrar as dificuldades de se viver em um mundo silencioso e escuro, como o de Helen, e que não há como ignorar a dor de uma garotinha.

A menina não conhece o mundo à sua volta, mas sabe do que precisa para viver e acaba por se tornar uma tirana em sua casa, já que sua família lhe dava todas as liberdades como uma “inválida”, como achavam que Helen era. A menina tinha o total domínio em sua casa, então, portanto controlava o comportamento de seus familiares; ela não entende como é ser educada e muito menos como escutar um não.

A Helen recebe uma orientação de uma pessoa com suma importância, que é Anne Sullivan, uma professora. Ela é uma mulher que era cega (fez nove cirurgias nos olhos) e usa óculos escuros para proteger-se do sol, acostumada a conviver com cegas e cegos, mas ao se deparar com Helen, entende que ali está o maior desafio da sua vida: o desafio de explicar a uma menina como viver no mundo e como entende-lo, e seu maior objetivo era que todos a tratassem como uma pessoa normal.. Para isto entra em confronto com os pais da menina, que sempre sentiram pena da filha e a mimaram, sem nunca terem lhe ensinado algo nem lhe tratado como qualquer criança.

Ao conhecer Anne, o pai de Helen transpareceu um enorme preconceito dizendo: “… eles esperam que uma cega ensine a outra”. Como explicar a uma menina que terra é a terra? Que fome é vontade de comer? Como mostrar a árvore para uma menina, que não consegue vê-la? Como ensinar a menina comer com garfos e facas, se a menina não sabe nem o que é educação? Como ensinar a menina o que é o amor? São essas as perguntas que Anne se faz durante o filme todo.

A relação que as personagens travam entre si foge completamente da esperada por todos que assistem ao filme: ao contrário de amor e compreensão de imediato, Anne se torna uma megera na vida de Helen. Anne demonstra que a única forma de ensinar Helen a ser gente, é a tirando de seu pedestal, a destronando de seu império, criado pela dó e pena que seus pais tinham, e mostrar o que é a realidade para a garotinha.

A realidade não é bonita. Comer no prato não é fácil, saber indicar as coisas e seus significados é quase impossível. Anne resolve criar um método de comunicação entre elas: o tato seria o alfabeto. O tato serviria como o meio de comunicação, fazendo com que Anne e Helen desenvolvam uma sequência de palavras associadas aos gestos das mãos. O primeiro contato de Helen com o alfabeto no tato em libras foi no momento em que Helen encontra uma boneca na mala de Anne e descobre que ela possui a mesma forma de seu rosto.

Durante anos, Hellen Keller tem comportamento selvagem e indisciplinado. O estimulo da comunicação através de um dos sentidos (tato) com Anne Sullivan a incentiva a utilizar o tato como o elo entre ela e o mundo; desenha palavras na mão da menina a fim de que ela compreenda a relação entre as palavras e seus significados. O tato passa a ser a via pela qual a menina “enxerga” o mundo, até que, em um momento, compreende realmente a linguagem. A partir daí, aprende o alfabeto Braille e aos dez anos começa a falar.

As cenas são definitivamente emocionantes, como por exemplo, quando Helen começar a correr e encostar-se às coisas , perguntando para Anne como era o nome delas, árvore, chão, degrau e professor. Uma das cenas mais lindas.

O filme conta a história da persistente professora do título, contratada para ensinar Hellen que fica surda e cega aos 18 meses de vida.  A força de vontade, vocação e fé de Sullivan é tanta que nada parece ser obstáculo para ela, nem mesmo os próprios pais de Hellen, com quem vive entrando em conflito Em 1904, formou-se com louvor, e foi a primeira aluna cega e surda e terminar um curso universitário.

Enfim, o filme carrega uma mensagem de dor, conquista e apoio que poucos filmes apresentam ter. O milagre de Anne Sullivan é um dos mais bem filmes produzidos e virar as costas para uma obra rara dessas, é, no mínimo, ignorância imperdoável.

“Nunca se deve engatinhar quando o impulso é voar” – Helen Keller


sábado, 16 de maio de 2015

Indiano cria microscópio mais barato do mundo

Uma invenção que pode salvar vidas ao identificar possíveis micro-organismos nocivos à saúde humana,  pode finalmente ser criada e a baixíssimos custos.

O bioengenheiro Indiano Manu Prakash criou o miroscópio mais barato do mundo, o Foldscope. As peças são impressas em papelão, e depois são destacadas e montadas como um origami, precisando apenas de uma bateria similar a dos relógios e de uma pequena lambada para funcionar.

O custo total é de cerca de R$1,50 e o equipamento é muito útil nas horas que se precisa de um diagnóstico imediato que possa ser feito a baixo custo. Ele pode ser montado em apenas sete minutos.

Prakash garante que o  microscópio não sofre danos, podendo até cair de grandes alturas e ser pisado. A praticidade da montagem do equipamento garante a sua fabricação em série.

Esse cara sim, é um dos que merecem nossa admiração. Uma pequena revolução que é de extrema utilidade para a ciência e a medicina mundial.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Cientistas buscam diagnóstico eficiente de transtorno de atenção

ESPREMENDO A LARANJA: Eu mesmo sou um portador de TDAH. Tenho muitos problemas relacionados com a minha escassez de atenção. Eu me esforço para compensar isso, mas é um sufoco. Creio até que meu amadurecimento tardio tem muito a ver com isso.

Mas prefiro não tomar remédios por medo dos efeitos colaterais. Vou vivendo, mesmo limitadamente. Pelo menos tenho conseguido até agora, já que minha dificuldade de atenção até agora não gerou nenhum dano grave.

Cientistas buscam diagnóstico eficiente de transtorno de atenção

09 de junho de 2010 • 15h06 • atualizado às 15h09 site Terra

Estou diante de um console de plástico cinza que lembra uma cabine de piloto de avião. Toda vez que me mexo, um pequeno refletor em uma tiara improvisada na minha testa alerta um dispositivo de monitoramento infravermelho que aponta para mim de cima de um monitor de computador.

Vendo a tela, eu devo clicar em um mouse toda vez que vejo uma estrela com cinco ou oito pontas, mas não estrelas com apenas quatro pontas. É uma tarefa realmente simples e tenho diploma de graduação.

Então por que sempre erro? Na metade da sessão, com duração de 20 minutos, me vejo clicando em várias estrelas de quatro pontas, enquanto suspiro, xingo e bato o pé a cada novo erro, enviando informações ainda mais desfavoráveis ao aparelho através de faixas de monitoramento ligadas às minhas pernas.

O Dr. Martin H. Teicher, psiquiatra de Harvad e inventor do teste, tem uma explicação para minha situação difícil. "Temos algumas evidências objetivas de falha na atenção", ele disse ¿ em outras palavras, um caso "muito sutil" de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, ou TDAH (de fato, já tinha recebido esse diagnóstico três anos antes).

Eu não apenas cliquei demais onde não deveria, ou não cliquei onde deveria, mas pequenas mudanças no movimento da minha cabeça, monitorado pelo detector de movimento do aparelho, sugeriam que eu tendia a mudar estados de atenção, de focada na tarefa a distraída, passando por impulsiva.

A invenção de Teicher, o Sistema Quociente TDAH, é apenas um dos vários esforços contínuos para encontrar um indicador biológico - evidências biológicas nítidas - para este transtorno tão elusivo.

A maioria dos pesquisadores considera o TDAH um déficit genuinamente neurológico que, se não for tratado, pode arruinar não apenas os boletins escolares, mas também vidas. No entanto, a busca por evidências objetivas ganhou uma nova urgência nos últimos anos.

Muitos críticos dizem que o transtorno está sendo descontroladamente superdiagnosticado por médicos que empurram medicamentos controlados em associação com a indústria farmacêutica, estimulados por uma cultura de pais extremamente ansiosos e educadores complacentes.

Esses críticos afirmam que o tratamento padrão - medicamentos estimulantes como Ritalina e Adderall - trazem um alto risco de efeitos colaterais e abuso em crianças cujos problemas de atenção podem não ter causa biológica.

Mesmo assim, apesar dos perigos do diagnóstico falho, a forma mais comum de detectar o distúrbio não tem relação direta com a biologia. Em vez disso, os pacientes - junto com seus pais e professores, no caso das crianças - são solicitados a responder um questionário sobre sintomas dos quais a maioria dos mortais acaba sofrendo cedo ou tarde. Você (ou seu filho) muitas vezes comete erros bobos? Você muitas vezes não ouve quando falam com você diretamente? Você muitas vezes não acompanha instruções que lhe são dadas?

Este método, similar à forma como os médicos diagnosticam doenças mentais, é tão subjetivo que as respostas, e os diagnósticos, podem depender do quanto um paciente, um pai ou professor está se sentindo angustiado em determinado dia. Além disso, pais e professores, e até pai e mãe, podem discordar, obrigando o médico a escolher em quem acreditar.

Tudo isso explica por que um teste objetivo se tornou o "Santo Graal" para muitos pesquisadores, disse Stephen Hinshaw, diretor do departamento de psicologia da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Mesmo assim, ele e outros especialistas não estão convencidos de que algum teste desenvolvido até agora tenha se mostrado melhor do que o método predominante do questionário.

Muitos psicólogos que oferecem testes abrangentes em crianças com problemas de aprendizagem não diagnosticados incluem algumas variações do Teste de Desempenho Contínuo, uma avaliação por computador que mede o nível de distração; é similar à invenção de Teicher, mas sem o detector de movimentos.

Enquanto isso, no sul da Califórnia, o Dr. Daniel G. Amen construiu um império comercial com sua declaração de que consegue detectar o TDAH com um scanner de cérebro usando uma tecnologia chamada Spect, para tomografia computadorizada de única emissão de fóton - uma alegação ainda não confirmada em relatórios revisados por pares e testes clínicos.

Em contraste, Teicher relatou testes da eficácia de seu teste no Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry. A FDA (Food and Drug Administration) aprovou as vendas do dispositivo em 2002, e várias seguradoras, incluindo Aetna e Blue Cross, agora cobrem o teste, de acordo com Carrie Mulherin, vice-presidente da BioBehavioral Diagnostics, empresa de Westford, Massachusetts, que fabrica o sistema de Teicher (e paga royalties ao pesquisador; o preço de tabela é US$ 19.500).

Até hoje, mais de 70 clínicos em 21 estados compraram ou fizeram leasing de um sistema Quociente, disse Mulherin. O Dr. M. Randall Bloch, psiquiatra de Walnut Creek que demonstrava o programa para mim, faz leasing do aparelho desde setembro, enquanto considera comprá-lo. "Acho o dispositivo ótimo", ele disse. "Seria muito bom ter mais objetividade".

Além do pagamento do leasing, Bloch paga à BioBehavioral Diagnostics US$ 55 para cada paciente que realiza o teste, enquanto cobra das empresas seguradoras até US$ 200. Embora afirme que não diagnostica o transtorno apenas com base na pontuação do teste, ele encontrou no sistema uma forma útil de definir o diagnóstico com pacientes ou pais de pacientes relutantes em recorrer à medicação.

O sistema Quociente também ajudou Bloch a desmotivar pacientes que alegaram ter problemas de atenção, mas que, ele suspeita, estavam simplesmente interessados em tomar estimulantes por diversão, ou na esperança de se tornarem mais produtivos.

Dá para saber quando eles tentam brincar com o teste¿, ele me disse, apontando para um gráfico colorido na minha própria avaliação indicando estados de atenção. O verde quer dizer atento, o amarelo é impulsivo, vermelho é distraído e azul é "desligado". Muito azul pode levar à suspeita de que alguém está errando de propósito.

Eu fiz alguns verdes, vermelhos e amarelos, mas não tive nenhum azul no gráfico. "Você trabalhou duro", disse Bloch, em tom de aprovação. "É como eu lido com isso", murmurei.

Teicher disse que o sistema Quociente oferecia uma forma eficiente de descobrir a dose e o tipo de medicamento mais apropriado para tratar os problemas de atenção.

"Os estimulantes trabalham muito rápido", ele explicou. "Então, depois de testarmos uma criança, podemos dar uma dose a ela e esperar 90 minutos. Se ela responder ao medicamento, seu desempenho melhorará muito. Caso contrário, podemos trazer a criança na semana seguinte e tentar uma medicação diferente. Este é um processo que normalmente leva meses ou anos".

O segredo do sistema, ele disse, é o que ele suspeita que no final acabe sendo confirmado como um indicador biológico válido para TDAH: um controle instável de movimentos de cabeça e postura, particularmente enquanto se presta atenção em uma tarefa tediosa.

No último outono, os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos concederam a Teicher uma verba de US$ 1 milhão do pacote federal de estímulos para se aprofundar na busca por um teste ou indicador biológico definitivo para o transtorno. Ele planeja focar sua pesquisa em três estratégias de investigação: seu sistema Quociente, exames de ressonância magnética para compara fluxos de sangue em diferentes regiões cerebrais, e o ActiGraph, um monitor de atividade amplamente usado por pesquisadores da área médica.

James M. Swanson, psicólogo do desenvolvimento e pesquisador da atenção na Universidade da Califórnia, em Irvine, elogiou a pesquisa de Teicher, mencionando sua preocupação em relação à necessidade de um teste objetivo para detectar o transtorno. Mas ele questionou se o sistema Quociente produz diagnósticos mais confiáveis do que o questionamento obstinado do médico a pais e professores de crianças, e também se esta é uma forma apropriada de descobrir a dose certa de medicação.

"Essencialmente, é uma tarefa tola e maçante", ele disse, referindo-se ao sistema Quociente. "Você quer medicar seu filho para que ele preste atenção a tarefas chatas e maçantes?"

Enquanto saía do escritório de Bloch com minha avaliação impressa, refleti sobre algumas questões. Quanto dessa suposta dificuldade de atenção está enraizada no meu cérebro, e quanto se origina de uma cultura que diariamente me treina para mudar bruscamente meu foco do e-mail para ligações no celular? Preciso de Ritalina ou de um retiro de meditação - ou simplesmente um trabalho mais interessante, ou talvez crianças mais tranquilas?

Katherine Ellison, jornalista da Califórnia, é autora de "Buzz: A Year of Paying Attention," a ser publicado em outubro nos Estados Unidos.

sábado, 2 de maio de 2015

O médico que fez uma cirurgia em si mesmo

ESPREMENDO A LARANJA: Esse impressionante caso de auto-cirurgia foi relatado em um dos sites que eu visito e me impressionou bastante pela coragem e e iniciativa do médico que, numa situação de risco e sem qualquer outro profissional para socorrê-lo, ele tendo o conhecimento que tinha, resolveu arriscar e operou a si mesmo, num bem sucedido caso de auto-cirurgia, talvez o único de que eu tenha ouvido falar.

Leonid Rogozov, um cirurgião herói

Por Admin em Curiosidades. 19-02/2010 Extraído de Metamorfose Digital
Em 29 de abril de 1961 um médico da 6ª Expedição Antártica Soviética, Leonid Rogozov, com 27 anos, sentiu febre e uma dor intensa no lado direito da barriga. Não tendo nenhuma possibilidade de chamar um avião e sendo o único médico na estação "Novolazarevskaya", o cirurgião fez uma operação de remoção do apêndice nele mesmo com anestesia local auxiliado por um engenheiro e um meteorologista da estação.

Em 1959, Leonid Rogozov graduado em medicina foi imediatamente aceito para fazer a residência como cirurgião. No entanto, os seus estudos foram postergados por algum tempo devido à viagem  à Antártida em setembro de 1960 como médico da expedição soviética à estação Novolazarevskaya.

Durante esta expedição aconteceu um evento que fez com que o médico de 27 anos se tornasse famoso no mundo todo.

No 4º mês do inverno, Leonid apresentou sintomas inquietantes: fraqueza, náuseas, febre e dor na região ilíaca direita. No dia seguinte, sua temperatura subiu ainda mais. Sendo o único médico na expedição composta por 13 pessoas, Leonid diagnosticou a si mesmo com apendicite aguda. Não havia aviões em qualquer das estações mais próximas, além disso, as condições meteorológicas adversas não permitiriam de forma alguma sair dali. A fim de salvar o membro doente da expedição polar era necessária uma operação de urgência e a única saída era operar a si mesmo.

Na noite de 30 de abril de 1961, o cirurgião foi auxiliado por um engenheiro mecânico e um meteorologista. Um entregavam a ele os instrumentos cirúrgicos necessários e ou outro segurava um pequeno espelho sobre sua barriga para que melhor enxergasse.

O médico fez uma anestesia local com solução de novocaína seguida de uma incisão de 12 centímetros na região ilíaca direita com um bisturi. Entre a visão do espelho e o tato ele removeu o apêndice inflamado e injetou antibiótico na cavidade abdominal. Mas não foi nada fácil, 30 ou 40 minutos após o início da operação Leonid sentiu um incipiente desmaio com o formigamento e vertigem que percorreu todo seu corpo obrigando o cirurgião a fazer algumas pausas para descanso. No entanto, à meia-noite a operação com duração de 1 hora e 45 minutos havia terminado. Cinco dias depois a temperatura normalizou, em dois dias os pontos foram retirados.

Em São Petersburgo, Museu do Ártico e na Antártida há uma exposição dos instrumentos cirúrgicos usados por Leonid Rogozov naquela operação.

O astronauta-piloto, um herói da União Soviética, German Titov escreveu em seu livro "O meu planeta azul":

"Em nosso país uma exploração é a própria vida...

... nós admiramos o soviético Boris Pastukhov médico que injetou-se com uma vacina experimental antes de aplicá-la nos doentes, temos inveja da coragem do médico soviético Leonid Rogozov que fez uma operação de remoção do próprio apêndice nas piores condições de uma expedição na Antártica.

Às vezes eu reflito sobre isso na solidão e me pergunto se eu poderia fazer o mesmo e apenas uma resposta vem à minha mente: 'Eu daria o meu melhor ...'"

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