sábado, 21 de março de 2015

Depressão masculina: um tabu a ser rompido

Homens são estimulados a esconder suas emoções, sobretudo quando estão tristes. Para a sociedade, o normal é um homem alegre, auto-confiante, corajoso e otimista. Mesmo em um mundo injusto, exigente e excludente. Quando não há motivo para alegria e otimismo, o comportamento que a sociedade permite a homem é a agressividade. Mas a agressividade é quase sempre um mau negócio.

Esquece a sociedade que homens não são máquinas de proteção e sustento. São pessoas, seres humanos. São dotados de emotividade e tem o direito de manifestá-las. Costumo dizer que se os homens chorassem mais, bateriam menos. Assumir publicamente as mágoas ajudariam muito na redução da violência.

Enquanto escrevo este texto, sinto uma grande depressão. Talvez ela me fez fazer esse desabafo. O motivo, na verdade, é um conjunto de fatores. Não vou ficar me alongando sobre o que me fez entrar e depressão, mas a constante decepção com os seres humanos e a recusa desses em resolve problemas crônicos contribuem muito para que eu me sentisse assim. E o pior que daqui a dois dias é meu aniversário. Era para estar alegre, mas não estou.

Recentemente um galã do seriado de terror Supernatural (que não assisto - não curto obras que mostrem monstruosidades, aberrações e deformidades faciais), Jared Padalecki, cuja imagem ilustra esta postagem, que faz um dos protagonistas, admitiu ter passado por uma fase de depressão. Isso o levou a se tornar um dos maiores ativistas anti-depressão, participando intensamente de campanhas e de entidades que estimulem o combate à depressão e que orientem sobre a prevenção a suicídios.

Já pensei muitas vezes em me matar. Mas desde que eu descobri que o "Espiritismo" praticado no Brasil é uma farsa, ganhei mais vontade de viver. Me matar seria a alegria dos pseudo-espíritas (devotos da tríade Bezerra-Chico-Divaldo, todos falsos profetas da pior espécie), que criminalizam o suicídio e vivem alegando que a verdadeira felicidade está no sofrimento, o que considero um absurdo de alta gravidade. Tinha mais vontade de me matar quando estava no "Espiritismo" do que agora.

Livre deles, pelo menos consegui melhorar minha auto-estima. Posso estar na pior depressão como estou agora (por causa da minha índole altruísta), mas pelo menos estou auto-confiante. Viver de mentiras é uma boa forma de nunca tentar resolver os problemas e esse "Espiritismo" pirata me proporcionou boas doses de falsidade e ilusão.

Prefiro a atitude de Padalecki, que usou a sua experiência pessoal para ajudar os outros de maneira sincera. E é um galã, um macho. Para mim a verdadeira coragem está em assumir publicamente suas emoções. Ser agressivo com um machão não leva a nada. Se algo vai mal, vá ara u canto vaio e chore. Eu fiz muito isso (fiz ainda há pouco) na minha vida. Depois respire fundo e pense de que maneira pode resolver a causa da depressão. Não consegue? Deixe para resolver depois e ocupe sua mente. É difícil, mas dá certo. 

E a sociedade que não para de criar motivos para que mitos entrem em depressão: respeite o direito dos homens chorarem e reclamarem. Nunca dá para ficar sorrindo de verdade diante de problemas.

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