segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Laura Nyro ganha disco tributo

Laura Nyro, minha cantora favorita, é uma cantora subestimadíssima. Dona de uma capacidade única de criar canções simultaneamente impactantes e doces, indo do jazz, passando pelo soul até chegar ao rock, tendo como peculiaridade a mudança brusca de ritmos em cada uma das suas composições. 

Pouco conhecida pelo mundo e totalmente desconhecida no Brasil, Nyro influenciou muita gente conhecida, como Elton John, Tori Amos, Todd Rundgren, Fiona Apple, Regina Spektor, entre outros.

Eis que Nyro ganha um cd tributo, Map The Treasure: Reimagining Laura Nyro (Sony Classical), organizado por um músico de jazz (gênero de que Nyro desenvolveu seu estilo vocal), Billy Childs, com participação de várias cantoras e alguns músicos famosos. Apesar de creditado a Childs, o cd  tributo parece uma coletânea, graças a participantes tão heterogêneos.

O Cd já abre com uma soprano, Reneé Flemming, com particpação mais que especial do violoncelista franco-americano de origem chinesa Yo-yo Ma, que já é garantia de qualidade na gravação. A música escolhida por ela foi New York Tendaberry, belíssima faixa título do álbum de Nyro em que ela homenageia a cidade onde nasceu e cresceu.

Segue com a maravilhosa The Confession, do álbum clássico Eli & The 13th Confession , de 1968, um dos álbuns que mais gostei de ouvir (e que me apresentou ao maravilhosíssimo trabalho de Nyro) e incluído no livro 1001 álbuns para ouvir antes de morrer. A gravação desta faixa no álbum de Childs foi feita pela desconhecida - pelo menos para mim - Becca Stevens.

Mas há cantoras conhecidas no tributo, onde apenas vozes femininas foram utilizadas. Desde a cantora folk Rickie Lee Jones (que escolheu Been on a Train), a cantora de country-rock Shawn Colvin (Save the Country) e a jazzista moderna Esperanza Spalding (Upstairs by a Chinese Lamp) também gravaram faixas, além de outras cantoras, com destaque para a interpretação de Susan Tedeschi para a poderosa e comovente Gibson Street.

Ouvi trechos. É um belo disco, feito à altura do trabalho de Laura Nyro, embora não consiga compensar a ausência da cantora, que faleceu em 1997 por causa de um câncer de ovário, deixando um triste hiato na música em geral. É um tributo respeitoso que também serve para apresentar o trabalho de extrema qualidade musical composto por Nyro, às gerações mais jovens.

Você pode ouvir o disco tributo neste link.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Neste Natal, pensemos nos solitários

Para muitas pessoas (felizmente não para mim - todo ano passo os festejos com familiares), o Natal é uma época solitária. Famílias e amigos se reúnem diante de uma ceia para festejarem os rituais natalícios e quem mora sozinho ou tem pouco contato com amigos e parentes que moram longe. E também temos hospitalizados, indigentes, entre outras pessoas que estão isoladas por diversos motivos e que nesta época sentem bem mais tristeza do que a alegria que seria adequada a época.

É muito triste para qualquer um se sentir sozinho - tanto é que a maioria dos brasileiros se submete às regras sociais impostas pelos costumes e pela mídia, justamente para não perderem o acesso à amizades - já que o ser humano é um ser social. E muitos dos benefícios que obtemos, em destaque emprego e namoros, são concedidos por outras pessoas.

Pensemos nesta noite naqueles que estão solitários, sem visitas, sem alguma demonstração de carinho. Para estes, um presente de Natal nada mais é do que um a demonstração sincera de afeto.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A admiração e o respeito para com as pessoas que erram

Já notaram que pessoas que são exemplares, que se esforçam para evoluir, são mais patrulhadas que as pessoas que erram? Que pessoas de índole duvidosa costumam ser respeitadas? Que trolleiros ou pessoas mal intencionadas não são impedidas de arrumar amigos? Que verdadeiros cavalheiros vivem solidão crônica enquanto verdadeiros cafajestes n]ao param de conquistar mulheres?

Um fenômeno estranho, derivado da falta de valores sólidos que caracteriza nossa sociedade atual, tem acontecido com frequência: o respeito e a tolerância com maus, incompetentes e ignorantes. Ter defeitos passou a ser uma qualidade e por mais estranho que pareça, essa ideia faz sentido. 

Muitos famosos e não famosos que cometem erros tem sido cada vez mais respeitados e admirados. Ser injusto, cruel e ignorante não impede mais alguém de ter amigos e cônjuges. Incompetentes tem sido cada vez mais contratados pelas empresas só porque conseguem se comportar de forma esperada nas entrevistas de empregos. Homens burros e mal intencionados têm contraído matrimônio com cada vez mais frequência. 

É correto valorizar pessoas incapazes de agregar e solidificar algum valor evoluído na sociedade? Claro que não é correto, pois estimula a estagnação intelectual e moral da sociedade. 

Parece que todos confundem respeitar o defeituoso com aprovar o defeito. O ideal seria que as pessoas que tem índole e intelecto duvidosos ouvissem os conselhos de pessoas mais virtuosas e se livrassem dos defeitos. Mas ao invés disso, não somente as pessoas defeituosas se tornam respeitadas e admiradas como também seus defeitos passam a se converter em qualidades, dado o prestígio social de quem comete erros.

Mas outra coisa que acontece é que sabendo que erros cometem, as pessoas ficam tranquilas por achar que tal pessoa errada não irá cometer erros piores. Um exemplo: um marido que trai sua esposa com frequência, acredita a sua esposa, não irá violentá-la, pois seu pior defeito é simplesmente traí-la. Então, tolera-se a traição, pois ela não parece danosa a esposa, por mais incômoda que pareça.

Enquanto para muitos, os errados não parecem ameaçadores, os não-errados despertam desconfiança. Baseada na crença de que ninguém é perfeito, a ausência de grandes defeitos parece esconder defeitos graves. É como se uma pessoa virtuosa escondesse uma discreta personalidade psicopata, coisa que muitas vezes só existe nas mentes das pessoas excessivamente desconfiadas. 

Por isso que muitas pessoas preferem ficar com os errados: se ninguém é perfeito e os erros deles são esses, talvez não haja erros piores. 

Para a sociedade atual, os corretos são os "verdadeiros errados"

É um pensamento preconceituoso, pois se esquecem muitos que há pessoas dispostas a eliminar seus defeitos. Há gente que quer se evoluir. Mas a ideia de imperfeição humana - frequentemente esquecemos que erros são sinal de imaturidade, com o amadurecimento, defeitos desaparecem - nos faz fugir dos corretos e nos aproximar dos errados.

Esse preconceito contra os corretos é algo que deverá sumir com o amadurecimento da sociedade. Quando formos capazes de entender que, apesar de humano, o ato de cometer erros é um sinal de falta de compreensão do que acontece ao redor, vamos começar a ver que é possível sim, eliminar os nossos defeitos, nos preparando para sermos capazes de melhorar cada vez mais a nossa sociedade. Pois somente eliminando os nossos defeitos é que vamos eliminar os problemas, as injustiças e os danos. 

Pois esses problemas, mesmo que não percebamos, se originam de nossos defeitos. Se tudo está errado, é porque ainda fazemos tudo errado. Corrijamos nosso caráter e nossa compreensão da realidade, se quisermos consertar o mundo ao nosso redor.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Saber inglês é escudo contra falsas informações

Para muitas pessoas no Brasil, a única fonte de informação que conseguem receber/entender é a local, por causa da ausência de barreira linguística. Com isso há um grande limite de fontes que pode distorcer qualquer informação a ponto de, inclusive, transformar qualquer mentira em verdade.

Além disso, o não entendimento do idioma inglês, somado com os mitos construídos pela mídia local pode fazer com que um artista medíocre estrangeiro seja tratado como o máximo da genialidade por aquele que não consegue entender o idioma natal do tal ídolo.

Dois casos me inspiraram a escrever este texto, observando o perigo de uma informação mal interpretada pela incapacidade de uma pessoa de entender um idioma que é considerado desde anos a linguagem oficial do mundo.

Um é a mania exagerada dos brasileiros de classificarem produtos do hit parade norte-americano como "mestres da música". Outro é o excessivamente divulgado, mas falso sucesso de Michel Teló no exterior.

A qualidade dos produtos não está na arte

A música comercial, criada nas gravadoras, foi feita apenas como entretenimento. Não tem compromisso com arte ou intelectualidade. Foi feita apenas para distrair as pessoas e ganhar dinheiro com isso. Suas características são planejadas após pesquisa publicitária e resultam numa sonoridade padronizada a cada época, obedecendo as regras exigidas pelo mercado das paradas de sucesso. Suas músicas são pré-planejadas para o sucesso garantido.

A música comercial representa o que podemos chamar de "fast food musical", já que é algo que agrada, que seduz, mas não traz melhorias , lições ou algo que possa mudar a vida de alguém ou da sociedade. Como fast food, serve apenas para satisfazer o paladar, no caso, auditivo. Como um delicioso hambúrguer que não alimenta.

Mas a falta de informação do povo brasileiro, a falta de acesso a uma cultura verdadeira, somada ao desconhecimento do idioma inglês e da submissão à mídia oficial, fazem com que, carentes da verdadeira cultura e verdadeira arte, coloque esse fast food musical no lugar, se esquecendo de que como nomes comerciais, produzidos, pré-planejados, não possuem espontaneidade, nem obrigação de oferecer arte superior ao público alvo, que muitas vezes tem senso artístico atrofiado.

Se entendessem inglês, poderiam checar as letras - normalmente vazias de conteúdo - já que servem apenas de fundo para o ritmo, verdadeiro protagonista da música comercial, pois, como falei, a música comercial não possui compromisso com a arte superior. E não se assustem: isso faz parte da música comercial, interessada apenas nos lucros com a diversão alheia.

Sabendo inglês, os brasileiros poderiam ainda se informar mais sobre os nomes comerciais, endeusados pela mídia brasileira como "mestres da arte musical", mas que na verdade não passam de empregados de grandes produtores, a executar a função de meros geradores de diversão, sem preocupação alguma de melhorar a vida de quem quer que seja, com seu fast food musical.

O sucesso internacional de Michel Teló é conversa fiada para aumentar popularidade no Brasil

Outra vantagem de se saber inglês, é que podemos verificar as informações por um número maior de meios, fugindo do monopólio midiático local, interessado em hiperbolizar qualquer informação a ponto de promover os produtos locais como se fossem melhores do que são.

Está se espalhando pelo país a notícia do suposto sucesso internacional do cantor brega Michel Teló. Para quem não sabe inglês e se encontra refém da mídia local, certamente cairá direitinho na lábia da nossa mídia oficial, acreditando que o sucesso dele é estrondoso.

Mas quem sabe inglês, tem a oportunidade de verificar em sítios estrangeiros que o sucesso atribuído a ele pelo mundo a fora é muito falso, se reduzindo a poucos brasileiros espalhados pelo mundo, que divulgam aos seus amigos, como foi feito pelos jogadores brasileiros do Real Madrid, famosos pelo mau gosto musical. Além disso, o público estrangeiro, melhor instruído, encara Teló como uma mera bobagem feita apenas para causar risada, nunca levando a sério por isso.

Saber inglês é importante para que além de estarmos mais informados sobre o que realmente acontece pelo mundo, conhecer o que pensam na verdade os "mestres" da música, frequentemente rotulados de gênios simplesmente porque frequentam assiduamente a grande mídia, graças a seu sonzinho mediano feito para vender, com letras que nada falam sobre coisa nenhuma, que são servem mesmo para fazerem as pessoas cantarolarem enquanto assistem a última coreografia da moda.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

As novas religiões do Brasil

O povo brasileiro tem preguiça de raciocinar. Não que não tenha capacidade para isso, mas é porque acha que raciocínio só deve ser utilizado no emprego e nos estudos. Nas horas vagas, para a maioria, é melhor descansar o cérebro e se esconder nas ilusões. E para isso, nada melhor que aceitar cegamente valores consagrados pela sociedade e que não param de ser difundidos pela grande mídia, tão interessada em submeter as pessoas.

E nesse festival de credulidades, onde ideias, costumes, preferências, convicções, se consagram não por serem realmente boas e úteis, mas por que a crença as define como tal. Como ninguém quis verificar se tudo isso realmente confirma o que parece, os brasileiros preferiam aceitá-las cegamente, baseando-se no prestígio de quem as difunde ou na adesão da imensa maioria da população. No Brasil, erro cometido pela maioria é considerado acerto. Para eles é melhor assim.

Inspirado na credulidade, que é típica das religiões que, sem exceção, difunde lendas fictícias como se fossem fatos reais e condiciona a aceitação disso como motivo de salvação, resolvi fazer uma lista de novas "religiões", com ideias cegamente aceitas pela sociedade e repetidas como mantras, como se a crença nelas pudesse trazer a salvação. Pelo menos a salvação fictícia, aquela que traz uma alegria provisória imersa em vários tipos de ilusão.

Vamos à novas religiões do Brasil.

FUTEBOLISMO

É, na verdade a maior religião (sem aspas) do país. Ganha em seguidores até dos poderosos catolicismo e das inumeráveis variações do protestantismo. O fanatismo é tanto que, em seu principal campeonato, ocorrido de 4 em 4 anos, o país todo para, como se uma entrada de uma bolinha em uma trave pudesse trazer a prosperidade a a dignidade que deveriam vir de forma mais concreta. 

O fanatismo também transformou essa religião em obrigação social, condenando o não-adepto ao isolamento social e ao rótulo de "antipático", na melhor das hipóteses, claro. Há rótulos bem piores que é melhor nem citar. 

Nesta religião, os jogadores são os santos, os técnicos os sacerdotes e os cartolas os deuses. E as partidas verdadeiras missas que fazem a população largar tudo para poder assistir. Afinal, é uma obrigação para eles, fazer o quê?

CAPITALISTISMO

Você não leu errado. É isso mesmo: Capitalistismo. A adoração a capitalistas. Já repararam que ninguém fala mal de capitalistas? Falam mal de políticos, mas não falam mal de empresários, executivos, etc.? Se esquecem que os políticos mais corruptos são empresários "nas horas vagas" e que a carreira política serve para aumentar ainda mais o poder e o patrimônio que já é grande nas mãos deles. O povo brasileiro deve estar realmente precisando de emprego, para insistir em puxar saco de capitalistas.

O povo brasileiro, tradicionalmente masoquista, se alegra, mesmo sem saber, do salário mínimo que recebe, ainda escravocrata e que nunca satisfaz as necessidades garantidas pela Constituição Federal. Empresários, mesmo sendo exploradores explícitos, são idolatrados, obedecidos, admirados. Ninguém quer saber da trajetória deles, preferindo acreditar na lenda de que "todos sofreram para chegar aonde estão". É lindo ver todo mundo, até mesmo os donos do poder,  posar de "coitadinhos".

Os capitalistas são os grandes sacerdotes de um sistema que se caracteriza pela má distribuição de renda e pela manipulação do pensamento social. São ditadores implacáveis que por não usarem armas  de fogo, são considerados doces democratas por uma sociedade crédula que nem sabe que é objeto de chacota de seus "mestres" quando estes se trancam às quatro paredes de seus refrigerados escritórios de luxo. 

MICHAEL JACKSONISMO

O brasileiro ainda mantém o cacoete infeliz de achar que tudo que os EUA faz é melhor que o que fazemos. Acreditam que a cultura - de mercado - produzida por eles é perfeita, pelo simples fato de ter sido exportada para quase todos os países. 

Os muitos ídolos lançados pelo pop comercial estrangeiro, nascidos das provetas dos escritórios de gravadoras e produtoras, são tratados como verdades absolutas, como se fossem artistas puros, até como intelectuais a serviço do esclarecimento mental de toda a sociedade. Pudera, ninguém traduz suas letras para perceber as besteiras que eles cantam em inglês. Ou besteira escrita em inglês é sabedoria? 

Ninguém percebe também todo o trabalho sujo que é feito para transformar alguém medíocre e sem vocação artística em um ídolo. Como nos dois casos anteriores - e isso a caracteriza como religião - as pessoas preferem assimilar o que acontece com estes ídolos como lenda, preferindo ignorar fatos. São capazes de achar que um medíocre ianque é mil vezes melhor que um gênio brasileiro, só porque acredita que a nacionalidade do tal ídolo lhe dá um poder superior a nós, eternos terceiro-mundistas. Balela! 

Música ruim ou mediana existe em todo o lugar e não é porque um ídolo mediano é difundido como "gênio" que signifique ele ele seja gênio de fato. Pode ser um mito construído. Desligando os holofotes vira pó. Igual aos "santos" de qualquer religião, alheios aos fatos da realidade.

BRTISMO

As grandes cidades já não comportam tantos problemas, principalmente os de trânsito. É cada vez maior o tempo de ida e chegada de cidadãos de vários lugares aos seus lares. Algum planejamento deveria ser feito para resolver isso. Aí um belo dia, um arquiteto curitibano teve uma ideia de criar um sistema, que mais tarde foi batizado de BRT (Trânsito Rápido de ônibus, em inglês), instalado em sua cidade natal. De início até melhorou, mas recentemente mostrou falhas. 

Com os grandes eventos esportivos que o Brasil irá sediar (como se a população inteira do Globo Terrestre pudesse pairar por aqui em nossas plagas), cismaram em instalar no país todo o sistema de Curitiba, se esquecendo que nem todos os municípios possuem as mesmas características da capital paranaense. E aí da-lhe demolições de casas, reservas florestais, obras caríssimas com direito a desvios de verbas, para implantar algo que na verdade deveria ser apenas um aspecto de qualquer projeto de mobilidade urbana, mas é tratado como se fosse o principal por alguns, e até como "O Projeto" por outros. Se esquecem até da questão que, se não houver redução dos automóveis, o BRT não passará de mero enfeite.

Essa adoração ao BRT não leva em conta outros aspectos de mobilidade que são automaticamente esquecidos, graças a beleza e a imponência do sistema de belos veículos articulados rodando em vias ainda mais belas. E aí, os problemas não relacionados com o BRT se mantém inteiros, provando a inutilidade do sistema curitibano que na verdade poderia ter sido substituído por um profundo estudo de remanejamento das linhas de ônibus que já existem. Mas isso não aparece, não tem a pompa necessária para fazer as pessoas gritarem "Oh!". Fioquemos com o "santo" BRT e mantenhamos os outros problemas de mobilidade. A beleza dos articulados serve de maquiagem para a feiúra de nossa mobilidade urbana.

Existem outras religiões. Mas estas são as mais fanáticas. Quando os "deuses" destas caírem, veremos que tudo não passou de mera credulidade. Meras lendas tomadas como fatos da realidade.