terça-feira, 11 de novembro de 2014

Sempre existe homem para uma mulher que não é vulgar

É confortável para a maioria das pessoas, sobretudo os brasileiros, acreditar que o Brasil não é varonil, de que a maioria é feminina e que as melhores é que ficam sozinhas. A vitória de uma mulher na Presidência da República, poderá reforçar essa ilusão, que está muito longe da verdade.

Já foram feitos estudos que concluíram que o Brasil é o país dos casados. As mulheres normalmente são educadas para casar. Vivem a juventude inteira se preparando para casar e ser mães. Como se a vida delas se resumisse a isso. Depois de casadas e com bebês já nascidos, aí elas pensam em outros projetos de vida, de preferência ignorando o inútil marido (cuja única função é dar dinheiro e proteção a "donzela"), mesmo mantendo um relacionamento de fachada, projetos que são secundários para uma mente educada a acreditar que casamento é sinônimo de felicidade.

Uma observação. Ainda não sei porque os homens topam casar com essas mulheres. Nem sei porque homens casam, se a vida de casado não combina com a vida de machista. Eu nem sei porque homens, machistas, não-românticos, que gostam muito mais de futebol e cerveja do que de mulher (casa com o Neymar, !), topam entrar naquilo que eles consideram uma cilada. Ainda vou escrever sobre isso, pois é mais fácil descobrir a fórmula da Coca-Cola do que saber porque os homens (que não são sensíveis, como eu) se casam.

Mas a crença de que a maioria (e as melhores) das mulheres está sozinha é arraigada em nosso país. Aí vão chegar a mim e dizer: "Marcelo, morrem muitos homens em nosso país". Ah, é? Sabe quem é que morre em nosso país? Os pobretas. Rico não morre ("vaso ruim não quebra", diz a sabedoria popular) Homens pobres não são os meus concorrentes na vida afetiva. É como se eu fosse jogador de ténis, preparasse para uma partida contra um tenista croata e me dissessem: "Marcelo, fique feliz. A equipe de natação da Croácia foi impedida de participar da olimpíada" Natação? Mas eu sou tenista!

Antes que me acusem de fascista (olha só quem fala, sociedade fascista!), nada tenho contra as pobres (elas também tem seus pretendentes, pois morre um, vem outro no lugar), mas conhecendo o nível cultural das mesmas, concluí-se que meu casamento com uma pobreta é um relacionamento fadado ao fracasso, pela falta de afinidades. Afinidade e atração são dois quesitos indispensáveis para o sucesso de um relacionamento e tolo é aquele que discorda disso. Ideal que cada um casasse com pessoas semelhantes em aparência, nível cultural, idade, situação econômica, gostos, ideias, etc. Mas as mulheres só casam com homens superiores a elas (mais altos, mais velhos, mais ricos, etc.), assim não dá!

É fácil uma mulher conquistar um homem. basta ela ser bonita, simpática e bom nível cultural. É difícil um homem conquistar uma mulher. Elas fazem inúmeras exigências. Os trouxas pensam que as conquistam pela "força do amor", porque são lindos e bondosos. Tolice. Convém lembrar que na enorme lista de exigências, caráter e beleza facial são considerados atributos desejáveis, mas dispensáveis.

Os privilegiados (mais fortes/altos, mais ricos, mais espertos) não sabem porque são privilegiados e preferem não querer saber, já que estão "em vantagem". Eles conquistam as mulheres porque conseguem satisfazer as exigências delas. Isso mesmo. O importa é ser provedor/protetor. O desempregado é a versão masculina da mulher feia. Além disso, o cara tem que ter um comportamento que transmita segurança, boa situação financeira e esperteza, capaz de se safar dos mais intrincados problemas.

Esse negócio de que mulher está preferindo nerds é modismo. Os "nerds" que elas gostam são só os falsificados, os barrigudos barbudos bebedores de cerveja e fãs do Neymar, que só porque ficam meia hora na frente de um computador, se acham discípulos do Lewis Skolnick e fãs do Devo (embora maior parte deles desconheça ou odeie Devo). Os nerds verdadeiros costumam perder no atributo "protetor".

Burras e vulgares estão em baixa. Eles querem as inteligentes.

As mulheres que tem classe e inteligência estão arrumando homens com facilidade. Foi-se o tempo em que as burras eram mais cobiçadas. Está havendo um imenso contingente de mulheres de classe, independentes, formadas em faculdade, cultas e de boas referências culturais, que são muito bem casadas.

É estranho saber disso, se lembrarmos que o machismo não acabou e ainda é forte. Minha hipótese, ainda não confirmada, é que os homens escolhem as classudas porque, sendo cultas, tem uma vida mais movimentada. As jecas, tem aquela mentalidade "dona-de-casa", considerada monótona, cafona e acomodada para a maioria dos homens. As vulgares (as "boazudas" tipo as "mulheres-fruta" e similares) pagam mico pela falta de pudor. O jeito é ficar com as cultas, que sabem se comportar em público e se divertem da melhor maneira.

E caras como eu, pacatos e desengonçados? Ficamos com o que sobre, certo? Errado. Como é que vou me unir com quem não me atrai e nem se afina comigo?

Tudo bem, eu aceito a solidão. Mas parem de mentir sobre a situação sócio-afetiva no país. Brasil é um país VARONIL: homens já são maioria. Trabalhei no IBGE e sei que existem mecanismos (talvez não propositais) que escondem homens das estatísticas. Além disso, o país é a pátria dos casados, tendo pouca gente livre e disponível. Com pouca variedade fica difícil escolher.

Para quem quer uma vida afetiva bem sucedida, deve batalhar antes dos 25 anos. Depois disso, perde o direito de escolha. É como naquela liquidação que tem um prazo, o cara chega depois do prazo e para ele só sobra os produtos quebrados, danificados. Quem quer uma fruta estragada? Ninguém.

Portanto chega de mentir, não me arrumem baranga para mim, me deixem em paz e assumam a realidade. Não dá para explicar fatos com lendas, fábulas. Fábulas são boas em historinhas para criança. Mas a realidade é completamente diferente. Ah, se é.

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