domingo, 2 de novembro de 2014

Se alguém como o Luciano Huck postasse o que eu coloco em meus blogues, o Brasil mudaria radicalmente

O brasileiro tem um cacoete de não dar atenção às boas ideias. A não ser que elas venham de alguma pessoa ou instituição que tenha prestígio ou seja defendida por ampla maioria. Caso contrário, a ideia morre, mesmo se for bem sucedida.

Eu escrevo meus blogues na esperança de que os erros que percebo na sociedade brasileira se resolvem. O povo brasileiro acabou consagrando muitos erros por causa da falta de hábito de usar o discernimento e da submissão á mídia e às regras sociais. O brasileiro é um povo muito social. Todas as suas convicções e seu modo de divertir sempre focam o lado social, fazendo com que muita gente passe a pensar coletivamente, acreditando apenas nas ideias que a maioria acredita. Além disso a maioria segue aqueles que adota como líderes.

Eu não passo de um cidadão comum. Não sou famoso nem consagrado. Não tenho características que me façam ser uma pessoa carismática, formador de opinião ou alguém que possa ser seguido. Desde a minha infância, nunca liderei brincadeiras. Os colegas nunca riam das minhas piadas. Apesar de ter o discernimento  ideal para um líder (e que muitos não têm), eu não possuo outra qualidade ideal para a liderança: carisma. 

Carisma é a capacidade de conquistar outras pessoas de forma automática. O carismático consegue formar a opinião alheia e manobrar a mente dos outros, justamente por causa deste carisma. O carisma facilita a confiança e faz com que os outros se rendam ao carismático, transformando tudo que este diz em lei e defendendo-o sempre que necessário. O poder de persuasão de alguém com carisma chega a ser inacreditável, dependendo de quem seja.

Mesmo assim continuo escrevendo os meus blogues, mesmo sabendo que eles só agradam a quem já pensava como eu. Para um reles mortal convencer as outras pessoas a admitirem seus erros e mudarem ideias consagradas, aprendidas durante muitos anos, é tarefa quase impossível, geralmente dada a quem tem carisma. mas como naquele ditado que diz: "Deus dá asas a quem não sabe voar", normalmente quem tem o poder de mudança, nunca quer mudar. Muitos carismáticos se beneficiam da estabilização de muitos erros consagrados pelos costumes e crenças da sociedade.

Mas já imaginou se alguém como Luciano Huck, defendesse em seu programa ou nas postagens do Twitter que escreve, as ideias que posto nos meus blogues ou no Facebook? A sociedade brasileira mudariam com certeza, já que Huck tem um poder de persuasão garantido pelo carisma e prestígio. Só que ele não está interessado em mudar nada, já que se beneficia das coisas como estão.

Até mesmo a fama de bonzinho dele não é verdadeira, já que não faz a verdadeira caridade, além de se manter um dos homens mais ricos do país. É uma imagem criada pela mídia. Se já não confio mais na caridade paliativa de um "santo" como Chico Xavier, imagine a de alguém como Luciano Huck, que tem em sua lista de amigos íntimos, empresários e políticos corruptos ou defensores de ideias retrógradas. Huck quer mesmo que as coisas continuem como estão. Bom para ele.

Como eu falei, continuo a escrever e criticar o nosso falido sistema que, para a maioria só tem acertos. Os brasileiros, iludidos pela mídia, pela religião e pelos valores em que acreditam, pensam que o país só está se evoluindo e que somos a sociedade mais justa do mundo - quando a realidade prática de nosso cotidiano mostra o contrário. Eu não tenho o poder de mudar nada, nem a mente das pessoas que acreditam nestes erros e mentiras, consagrados por muitas décadas. Mas pelo menos represento um facho de luz, uma esperança para aqueles que, cheios das mentiras que a mídia "cospe" em suas caras, espera ler algum texto que lhes abra a mente e as faça perceber dos erros que garantem a perenidade de tantas injustiças e incoerências que estamos cansados de ver por aí.

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