terça-feira, 25 de novembro de 2014

As Redes Sociais não me dizem muito

Participo de redes sociais de desde 2005, quando entrei no Orkut. Lamento dizer que a iniciativa só me trouxe decepções. Me deu muitas decepções com seres humanos, mostrando que a nossa espécie está longe de se libertar dos instintos e a sobrevivência ainda é a única e total preocupação, em detrimento da evolução intelecto/moral.

As redes sociais na verdade deveriam servir para conhecer novas pessoas através de afinidades e para manter contato com pessoas conhecidas que não costumamos ver pessoalmente.

Mas pelo jeito as redes sociais servem mais para que desocupados mostrem seu estranho orgulho por futilidades que nada servem a não ser para atrofiar ainda mais o já atrofiado senso crítico.

Ringue digital

Venho notado também que as redes sociais tem servido também para muitas discussões violentas, já que nenhuma das partes envolvidas admitiu erro no ponto de vista defendido. Mais um motivo para mostrar a agregada utilidade de "desfile de vaidades" que as redes sociais estão mostrando, infelizmente.

Paraíso dos burros

Cansados de tanto trabalho, graças a uma excessiva carga horária imposta por nossas leis, os brasileiros decidiram que na hora do lazer o cérebro deveria "descansar" e aí vemos um verdadeiro desfiles de asneiras inacreditáveis que só não são vistas como gafes porque já fazeem parte do repertório já arraigado de crenças de nossa sociedade subdesenvolvida, sobretudo intelectualmente.

As redes sociais se transformaram numa espécia de "paraíso dos burros", onde gente sem noção, sem os sensos crítico e do ridículo (mesmo com diplomas e mais e diplomas de nível superior - infelizmente, questionamento e bom senso não são ensinados na escola), encontram a oportunidade de expor as suas dubitáveis crenças, se tornando astros, com direito à muitos aplausos após o seu showzinho de bobagens e de horrores que infelizmente ditam as atuais regras da sociedade.

Avanços existem, mas são muito raros

É claro que existem ilhas de conscientização nas redes sociais, mas com repercussão bastante reduzida. A maiorias das pessoas prefere a futilidade e despreza a evolução intelectual considerando-a como "coisa de gente chata". Comunidades e postagens com maior futilidade tem muito mais membros e seguidores que as intelectualizadas. Uma pena.

Está ainda para chegar o dia em que as redes sociais serão melhor utilizadas em prol da melhoria intelectual e moral da humanidade. Por enquanto fiquemos com o show de bobagens que assola o país, esperando que os fãs da futilidade aprendam com os prejuízos gerados pelos seus próprios erros.

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