sábado, 29 de novembro de 2014

O Clima afeta o humor humano

Durante a caminhada semanas atrás, me pus a pensar. Ainda estava ensolarado, mas como costuma chover no sudeste, pensei: porque as pessoas entristecem quando o sol não aparece?

O clima influencia muito o humor humano. É fácil perceber que países com clima tropical costumam ser mais alegres e países mais frios, costumam ser mais tristes. Isso explica o alto grau de suicídios nos países do hemisfério norte, mesmo com a excelente qualidade de vida que oferecem à população. Se a vida está boa nos países desenvolvidos, porque muitos se matam?

Simples: o ser humano é um ser social. Chuva, neve, tempestades de todo o tipo, obrigam as pessoas a se isolarem. É por causa desse isolamento que ocorre a tristeza, e por consequência, o suicídio.

Em localidades de clima ensolarado, nota-se uma maior alegria, já que o sol convida a todos a saírem de casa, ter contato com outras pessoas e visitar lugares desejados, espantando a monotonia e a solidão.

Por isso que países pobres, mesmo com péssimas qualidades de vida, a população se sente mais alegre. Pois nada, nem uma vida abastada, substitui uma companhia agradável e útil.

Realmente, ninguém gosta de se sentir sozinho. A solidão é o pior mal. Pior que qualquer coisa.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Brasileiros confundem entretenimento com arte

O motivo de muitas brigas envolvendo fãs de determinado ídolo é a exagerada importância que os seus fãs dão a ele, baseados exclusivamente no gosto pessoal. Como se a importância cultural de um artista dependesse de uma simples preferência subjetiva ("ele tem valor cultural por que gosto dele", diria algum fã). Alguns até tentam justificar de maneira pomposa, mas se percebe claramente que o gosto pessoal, além do sucesso nas paradas e a vendagem (que é um quesito econômico e não cultural)de cds, videos, ingressos, etc..

Na verdade isso se dá graças a clássica confusão entre diversão e arte, entretenimento e cultura. Temos a mania de aumentar a importância de tudo ligado ao lazer. Futebol é patriotismo, Novelas refletem a vida real, esporte é Educação, e música de mercado é arte, cultura.

Nos EUA, existe o que os intelectuais chamam de cultura de massa. A definição é deles, pois definir algo gerado pelos meios de comunicação, com intenções puramente mercadológicas (olha a Economia aí, gente!) como "cultura", soa bem estranho.

A cultura de massa (mass culture), se caracteriza por alguns aspectos, por exemplo, na música:

- musicas padronizadas
- sua música é pensada para o sucesso induzido, não apenas sucesso consequente
- o visual tem mais importância que a sonoridade
- letras falam basicamente sobre dança ou sobre relacionamentos
- há a presença de dançarinos em concertos, que possuem status de "músicos"
- atitude exagerada (ou carola demais ou junkie demais)
- falta de espontaneidade, gerada pelo sucesso obrigatório

Para quem não entendeu, o que difere o sucesso induzido do consequente é que o induzido é pré-planejado, o que gera uma garantia. O fã não admira naturalmente, ele é induzido a admirar. O ídolo é calculadamente projetado para seduzir o público. No consequente, não há essa planejamento. O ídolo faz o que ele acha que deve fazer e o sucesso pode vir ou não. O método do sucesso induzido dá muito certo em sociedades com gente de baixa instrução, como no Brasil, onde até jovens de nível superior possuem nível intelectual baixíssimo, já que nossso sistema educacional não prioriza a inteligência e sim a memória.

Esse sucesso induzido passa a gerar uma crença de que a arte é assim, por costume. Como pessoas não-esclarecidas (mesmo as não assumidas, viu, "sabidões"?) não contestam nada (só contestam os contestadores) , aceitando as coisas como são, acabam por definir como "arte" a mass culture, já que é o que chega até ela. E tome "Michael Jackson é gênio" pra lá, "Funk é movimento cultural" pra cá e assim a cultura vai se nivelando por baixo.

E a verdadeira cultura, onde fica? Virou "erudita", coisa de "intelectual" (pejorativamente falando). Como se "intelectual" não fosse o mais inteligente, mas o mais metido, dotado de uma sabedoria "artificial", gerada pelos meios acadêmicos. Para muitos, a verdadeira inteligência é a que eu me refiro como "burrice". O jogador Neymar que o diga.

E desta forma, muita confusão acontece, pois quem defende os ídolos postiços e descartáveis da mass culture , por acreditar que eles representam a "verdadeira cultura", teima em não pesquisar a verdadeira cultura, se submetendo as regras impostas pelos empresários de gravadoras, rádios e redes de televisão, sedentos pelo lucro fácil que um artista-postiço pode gerar.

A diversão é algo válido, mas não foi feito para ser levado a sério. Serve para os momentos de ócio, para dar umas sacudidas no esqueleto e descartar depois. É burrice ficar defendo entertainers, como se eles pudessem transmitir sabedoria.

Michael Jackson salvou o mundo? Madonna também? Ivete Sangalo dá lições de sabedoria? Alexandre Pires vai fazer revolução? Guns'n'Roses é rebelde? Restart também? Britney Spears idem? Justin Bieber ibidem? Nada disso. Nenhum deles e muitos parecidos com eles, faz nada além de divertir as pessoas, do mesmo modo que mágicos ou palhaços em um circo. Acreditar que eles representam a autêntica cultura mundial é ofender a arte, é achar que a arte tem que ser medíocre e transitória, feita para embalar bebedeiras e amassos de namorados.

Sinceramente, as pessoas precisam ler mais cobre cultura e arte, ao invés de ficar ouvindo pitacos de apresentadores de televisão, que não estão nem aí para sabedoria populares estão muito mais interessados em engordar cada vez mais a sua obesa conta bancária, felizes por saber que a "fábrica de idiotas não para de funcionar".

terça-feira, 25 de novembro de 2014

As Redes Sociais não me dizem muito

Participo de redes sociais de desde 2005, quando entrei no Orkut. Lamento dizer que a iniciativa só me trouxe decepções. Me deu muitas decepções com seres humanos, mostrando que a nossa espécie está longe de se libertar dos instintos e a sobrevivência ainda é a única e total preocupação, em detrimento da evolução intelecto/moral.

As redes sociais na verdade deveriam servir para conhecer novas pessoas através de afinidades e para manter contato com pessoas conhecidas que não costumamos ver pessoalmente.

Mas pelo jeito as redes sociais servem mais para que desocupados mostrem seu estranho orgulho por futilidades que nada servem a não ser para atrofiar ainda mais o já atrofiado senso crítico.

Ringue digital

Venho notado também que as redes sociais tem servido também para muitas discussões violentas, já que nenhuma das partes envolvidas admitiu erro no ponto de vista defendido. Mais um motivo para mostrar a agregada utilidade de "desfile de vaidades" que as redes sociais estão mostrando, infelizmente.

Paraíso dos burros

Cansados de tanto trabalho, graças a uma excessiva carga horária imposta por nossas leis, os brasileiros decidiram que na hora do lazer o cérebro deveria "descansar" e aí vemos um verdadeiro desfiles de asneiras inacreditáveis que só não são vistas como gafes porque já fazeem parte do repertório já arraigado de crenças de nossa sociedade subdesenvolvida, sobretudo intelectualmente.

As redes sociais se transformaram numa espécia de "paraíso dos burros", onde gente sem noção, sem os sensos crítico e do ridículo (mesmo com diplomas e mais e diplomas de nível superior - infelizmente, questionamento e bom senso não são ensinados na escola), encontram a oportunidade de expor as suas dubitáveis crenças, se tornando astros, com direito à muitos aplausos após o seu showzinho de bobagens e de horrores que infelizmente ditam as atuais regras da sociedade.

Avanços existem, mas são muito raros

É claro que existem ilhas de conscientização nas redes sociais, mas com repercussão bastante reduzida. A maiorias das pessoas prefere a futilidade e despreza a evolução intelectual considerando-a como "coisa de gente chata". Comunidades e postagens com maior futilidade tem muito mais membros e seguidores que as intelectualizadas. Uma pena.

Está ainda para chegar o dia em que as redes sociais serão melhor utilizadas em prol da melhoria intelectual e moral da humanidade. Por enquanto fiquemos com o show de bobagens que assola o país, esperando que os fãs da futilidade aprendam com os prejuízos gerados pelos seus próprios erros.

sábado, 22 de novembro de 2014

Entre 40 países analisados, Brasil é o segundo pior em Educação. Os fatos comprovam. E países não analisados podem empurrar Brasil para mais baixo ainda

Diz a sabedoria que pessoas mentem, mas evidências não. E são evidências que mostram que o Brasil vai muito mal, o pior possível na Educação.

Uma pesquisa feita por uma consultoria britânica, a pedido de uma instituição de ensino, listou 40 países de acordo com o seu desempenho na educação, baseando em vários aspectos. Resultado: o Brasil ficou em penúltimo lugar, perdendo apenas para a Indonésia.

Podem até dizer que entre os países não consultados - que são muitos - estão nações com sistemas educacionais piores que os nosso. Pode ser, se levarmos em conta a infra-estrutura das escolas e o salário dos professores. Mas no quesito de preparo do ser humano, é difícil que haja um pior que o nosso.

Nosso sistema educacional, na verdade, não existe para formar pessoas, embora assuma isso no discurso vazio. Ele existe, na verdade, para servir de obstáculo para o alcance da carreira profissional. Como não há emprego para todos, o jeito é filtrar pretendentes aos cargos ou aumentar as exigências, usando como desculpa hipócrita de que os candidatos "não tem qualificação suficiente". Não estava preparado o suficiente para uma função, coloque em outra, ora.

Além do mais que em nosso cotidiano, observando o comportamento de nossa população nos momentos de lazer e as suas opiniões a respeito de religião, esporte, política, cultura e costumes, dá para perceber facilmente que o discernimento é algo ainda bem puco utilizado pela nossa população, acostumada a acreditar em tudo que a maioria e pessoas prestigiadas lhe dizem, mesmo que seja pura mentira. Sinal claro de Educação fracassada.

Nunca esperem por melhorias reais na educação. Sempre é bom lembrar que melhorias na Educação, no Brasil, são premitidas somente as superficiais ou as estruturais (reformas e construções de escolas, doação de material e pagamento de professores). Melhorar profundamente, estimulando o intelecto dos alunos é ruim para os poderosos, já que povo inteligente é povo indomável, questionador.

Para a população, pode até ser que a colocação do Brasil nesta pesquisa seja uma má notícia. Mas para os políticos e os Grandes Empresários, é um grande alívio. Um sinal de que uma insurreição vinda das massas é uma utopia prestes a nunca se realizar em nossa sociedade.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Racismo é bem pior do que se imagina

Tive a feliz oportunidade de ler um livro que recomendo a todos que querem saber realmente como o racismo é um erro, pior do que se imagina. O livro é O que é Racismo, da série Primeiros Passos de autoria de Joel Rufino dos Santos. Em resumo, ele revela que a origem do racismo está na necessidade da sociedade competitiva de se criar um "defeito" para tentar diminuir concorrentes nos momentos de disputa em épocas de grande competitividade.

O racismo, para mim é uma inutilidade deplorável, um sistema baseado na ignorância e na falta de respeito ao ser humano. Como pode uma mera cor de pele separar tanta gente boa? Como alguém de pele escura, com tantas qualidades (incluindo a própria pele, já que esta é mais resistente ao sol que a pele clara), pode sofrer por causa de um detalhinho. Que grande diferença um homem negro com um homem branco? São seres humanos do mesmo jeito!

Cientistas sensatos descobriram recentemente que o conceito de raça é um equívoco. O ser humano não se divide por raças. Para se considerar uma raça, tem que haver uma série de particularidades biológicas que não existem na espécie humana. 

Além disso, existe genótipo (o código genético contido nos cromossomos) e fenótipo (características externas resultantes do código genético). Um indivíduo considerado branco pode carregar em si um código genético referente a um negro e vice-versa. Ou seja, não dá para classificar. A confusão é tanta, que nos Estados Unidos não existe o conceito de mulato. Negro para eles é qualquer descendente de negro, seja de que cor tiver.

Por essas e outras, eu prefiro considerar a cor como mero detalhe e considerar a verdadeira "raça": a raça humana. Devemos acabar com esse preconceito idiota e valorizar nossos amigos torradinhos que são tão bons quanto todos nós e nos trazem grandes lições de vida, além de enriquecerem - e muito - a nossa cultura. Um mundo colorido é muito mais bonito.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Homens gostam de conquista difícil porque... é mais fácil!

Não. Eu não enlouqueci e nem escrevi errado. Foi justamente esse título que você leu. Os homens, em sua maioria preferem que o processo de conquista de uma mulher seja difícil, por ser mais fácil. Mais fácil por ser difícil? Como assim? 

Simples. Parece antítese mas não é. Mas antes de explicar isto, quero lembrar que a dificuldade na conquista faz parte do dogma machista e dá origem ao ódio que eles - e a sociedade também - tem ao que eles chamam de "mulher fácil". 

Outra coisa é o estranho masoquismo que os machistas preferem ter, já que transformando a conquista num jogo, rende estresse e a incerteza do alcance do objetivo. Mas eles não ligam, já que em muitos casos, depois da conquista, preferem ou largar a mulher ou viver num casamento de aparências, para agradar a sociedade e posar de vitoriosos com o "troféu" adquirido.

Porque é simples criar dificuldade na conquista? Porque diminuem a concorrência, eliminando aqueles que não são capazes de enfrentar as tais "dificuldades" desse jogo de conquista. Os mais "fracos", e os incapazes de satisfazer as regras exigidas no processo e de enfrentar os obstáculos colocados, já são descartados logo de início, deixando o caminho livre para os "fortes" ou qualquer um que satisfaça as exigências, sozinhos nesta "batalha" pela conquista da "fêmea". E é aí que mora a facilidade de impor dificuldades.

Resultado: para os menos capazes, ficam reservadas as "fêmeas" menos interessantes, geralmente carentes e com fortes defeitos, enquanto os outros, "vencedores", exibem os belos troféus de suas "suadas" conquistas. É assim no mundo animal, foi assim na minha vida e é assim neste sistema machista. 

Até quando a humanidade vai evoluir e parar de exigir joguinho para que alguém possa ter uma companheira, eu não sei. Mas essa injustiça toda está muito longe de acabar. Infelizmente.

Only The Strong Survive, não é o que dizem?

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Muitas vezes temos que desistir dos sonhos para sermos felizes

Você já deve ter ouvido falar do provérbio "Nunca desista de seus sonhos". Sabemos do otimismo quase exagerado daqueles que adoram dar conselhos, muitas vezes se esquecendo do contexto social em que vivemos, onde conquistar os sonhos normalmente é muito mais difícil do que se pode imaginar.

Nem todos os sonhos podem ser realizados. gente que se casa com a mulher que não está apaixonado, pessoas que trabalham em empregos que nada tem a ver com seu talento, prêmios que não são o que se espera, entre muitas outras coisas, representam soluções que compensam sonhos perdidos, mas não os substituem de fato.

Na verdade, mitos de nossos sonhos exigem algum contexto para ser realizado. E não raramente, esse contexto mexe com interesses alheios e pode significar prejuízos a terceiros. Se um cara está apaixonado por uma mulher comprometida, não vai ele tentar matar o companheiro da mulher amada  para que seu sonho possa ser realizado. Este exemplo meio cruel mostra os limites que temos que observar na hora de realizar um determinado sonho. E neste caso e em muitos, é melhor mesmo desistir de realizar o sonho e partir para uma compensação.

E aquele emprego que parece feito para você, que além de bem remunerado tem tudo a ver com o seu talento e sua vocação? E se não existir vagas para entrar nele? O jeito é tentar pesquisar a própria personalidade e descobrir algum outro talento que sirva para uma outra oportunidade mais acessível. É o melhor a fazer num mundo cada vez mais competitivo, onde a maioria das pessoas são egoístas, excessivamente exigentes e também hipócritas, mentindo o tempo todo.

E que calem os otimistas: sabe o que acontece com as pessoas que nunca desistem de seus sonhos? Elas se matam. Isso mesmo. Gigantesca parte dos casos de suicídio são de pessoas que não desistiram de seus sonhos, que se mostraram quase impossíveis de se realizar.  Ao invés de fazerem um novo planejamento de vida, eliminando o tal sonho dos seus objetivos, preferiram encerrar as suas vidas, pois não enxergavam nada além dos sonhos perseguidos, mas utópicos.

Pensem nisso, otimistas. Muitas vezes o melhor a fazer é desistir dos sonhos e criar um projeto de vida alternativo que, mesmo não sendo tão bom quanto o sonho almejado, possa pelo menos gerar uma tranquilidade que possa servir para uma sobrevivência garantida.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Sempre existe homem para uma mulher que não é vulgar

É confortável para a maioria das pessoas, sobretudo os brasileiros, acreditar que o Brasil não é varonil, de que a maioria é feminina e que as melhores é que ficam sozinhas. A vitória de uma mulher na Presidência da República, poderá reforçar essa ilusão, que está muito longe da verdade.

Já foram feitos estudos que concluíram que o Brasil é o país dos casados. As mulheres normalmente são educadas para casar. Vivem a juventude inteira se preparando para casar e ser mães. Como se a vida delas se resumisse a isso. Depois de casadas e com bebês já nascidos, aí elas pensam em outros projetos de vida, de preferência ignorando o inútil marido (cuja única função é dar dinheiro e proteção a "donzela"), mesmo mantendo um relacionamento de fachada, projetos que são secundários para uma mente educada a acreditar que casamento é sinônimo de felicidade.

Uma observação. Ainda não sei porque os homens topam casar com essas mulheres. Nem sei porque homens casam, se a vida de casado não combina com a vida de machista. Eu nem sei porque homens, machistas, não-românticos, que gostam muito mais de futebol e cerveja do que de mulher (casa com o Neymar, !), topam entrar naquilo que eles consideram uma cilada. Ainda vou escrever sobre isso, pois é mais fácil descobrir a fórmula da Coca-Cola do que saber porque os homens (que não são sensíveis, como eu) se casam.

Mas a crença de que a maioria (e as melhores) das mulheres está sozinha é arraigada em nosso país. Aí vão chegar a mim e dizer: "Marcelo, morrem muitos homens em nosso país". Ah, é? Sabe quem é que morre em nosso país? Os pobretas. Rico não morre ("vaso ruim não quebra", diz a sabedoria popular) Homens pobres não são os meus concorrentes na vida afetiva. É como se eu fosse jogador de ténis, preparasse para uma partida contra um tenista croata e me dissessem: "Marcelo, fique feliz. A equipe de natação da Croácia foi impedida de participar da olimpíada" Natação? Mas eu sou tenista!

Antes que me acusem de fascista (olha só quem fala, sociedade fascista!), nada tenho contra as pobres (elas também tem seus pretendentes, pois morre um, vem outro no lugar), mas conhecendo o nível cultural das mesmas, concluí-se que meu casamento com uma pobreta é um relacionamento fadado ao fracasso, pela falta de afinidades. Afinidade e atração são dois quesitos indispensáveis para o sucesso de um relacionamento e tolo é aquele que discorda disso. Ideal que cada um casasse com pessoas semelhantes em aparência, nível cultural, idade, situação econômica, gostos, ideias, etc. Mas as mulheres só casam com homens superiores a elas (mais altos, mais velhos, mais ricos, etc.), assim não dá!

É fácil uma mulher conquistar um homem. basta ela ser bonita, simpática e bom nível cultural. É difícil um homem conquistar uma mulher. Elas fazem inúmeras exigências. Os trouxas pensam que as conquistam pela "força do amor", porque são lindos e bondosos. Tolice. Convém lembrar que na enorme lista de exigências, caráter e beleza facial são considerados atributos desejáveis, mas dispensáveis.

Os privilegiados (mais fortes/altos, mais ricos, mais espertos) não sabem porque são privilegiados e preferem não querer saber, já que estão "em vantagem". Eles conquistam as mulheres porque conseguem satisfazer as exigências delas. Isso mesmo. O importa é ser provedor/protetor. O desempregado é a versão masculina da mulher feia. Além disso, o cara tem que ter um comportamento que transmita segurança, boa situação financeira e esperteza, capaz de se safar dos mais intrincados problemas.

Esse negócio de que mulher está preferindo nerds é modismo. Os "nerds" que elas gostam são só os falsificados, os barrigudos barbudos bebedores de cerveja e fãs do Neymar, que só porque ficam meia hora na frente de um computador, se acham discípulos do Lewis Skolnick e fãs do Devo (embora maior parte deles desconheça ou odeie Devo). Os nerds verdadeiros costumam perder no atributo "protetor".

Burras e vulgares estão em baixa. Eles querem as inteligentes.

As mulheres que tem classe e inteligência estão arrumando homens com facilidade. Foi-se o tempo em que as burras eram mais cobiçadas. Está havendo um imenso contingente de mulheres de classe, independentes, formadas em faculdade, cultas e de boas referências culturais, que são muito bem casadas.

É estranho saber disso, se lembrarmos que o machismo não acabou e ainda é forte. Minha hipótese, ainda não confirmada, é que os homens escolhem as classudas porque, sendo cultas, tem uma vida mais movimentada. As jecas, tem aquela mentalidade "dona-de-casa", considerada monótona, cafona e acomodada para a maioria dos homens. As vulgares (as "boazudas" tipo as "mulheres-fruta" e similares) pagam mico pela falta de pudor. O jeito é ficar com as cultas, que sabem se comportar em público e se divertem da melhor maneira.

E caras como eu, pacatos e desengonçados? Ficamos com o que sobre, certo? Errado. Como é que vou me unir com quem não me atrai e nem se afina comigo?

Tudo bem, eu aceito a solidão. Mas parem de mentir sobre a situação sócio-afetiva no país. Brasil é um país VARONIL: homens já são maioria. Trabalhei no IBGE e sei que existem mecanismos (talvez não propositais) que escondem homens das estatísticas. Além disso, o país é a pátria dos casados, tendo pouca gente livre e disponível. Com pouca variedade fica difícil escolher.

Para quem quer uma vida afetiva bem sucedida, deve batalhar antes dos 25 anos. Depois disso, perde o direito de escolha. É como naquela liquidação que tem um prazo, o cara chega depois do prazo e para ele só sobra os produtos quebrados, danificados. Quem quer uma fruta estragada? Ninguém.

Portanto chega de mentir, não me arrumem baranga para mim, me deixem em paz e assumam a realidade. Não dá para explicar fatos com lendas, fábulas. Fábulas são boas em historinhas para criança. Mas a realidade é completamente diferente. Ah, se é.

domingo, 9 de novembro de 2014

No Brasil, lazer serve mais como instrumento de socialização

Pelo que eu sempre observei, para a maior parte dos brasileiros, as atividades ligadas ao lazer não servem exatamente para extrair prazer, mas como forma de fazer e manter amigos ou contatos.

No grau de evolução que se encontram os brasileiros, ainda com a prioridade na satisfação dos instintos - as coisas que fazem sucesso mostram isso - dá para perceber que a luta pela sobrevivência não se resume apenas no trabalho. No lazer isso também é observado.

Todos sabem que o contato com outras pessoas favorece muito a aquisição de benefícios, já que muitas coisas são conseguidas pela decisão alheia. Imitar a maioria, pelo menos na sociedade brasileira, é uma ótima forma de angariar simpatia e confiança e consequentemente esses benefícios, sobretudo quanso se fala em emprego e vida afetiva.

Gostos iguais à maioria favorecem em prego e vida afetiva

Hoje em dia, as qualidades pessoais ainda não são valorizadas. Normalmente o que faz uma pessoa interessante para as outras é agir conforme o esperado. Por isso ter os mesmos gostos, ideias e costumes facilita muito, já que agindo como a maioria, age-se como o esperado, sem surpresas e por isso, sem possíveis decepções.

Uma pessoa que age e pensa diferente da maioria, pelo contrário, desperta desconfiança, já que os outros não conseguem compreender como age alguém que não corresponde ao esperado. Essa pessoa que tem gostos, ideias e hábitos diferentes da maioria tem maior dificuldade de conquistar a confiança alheia e sem essa confiança, fica difícil adquirir os benefícios necessários à vida. Para quem é "estranho", a luta pela sobrevivência é mais árdua.

A Cultura Alternativa sempre fracassa no Brasil

Pelo lazer ser uma forma de socialização, até para quem se julga ser alternativo, há o medo de ser diferente. Aqueles que não querem ir com a correnteza das grandes massa, não  recusa as pequenas correntezas, curtindo coisas que se não são curtidas pela maioria, pelo menos não chegam a ser tão estranhas.

Por exemplo: uma pessoa que não curta o Restart, pode querer curtir os Los Hermanos, que mesmo não sendo tão popular como o Restart, tem uma grande quantidade de fãs. Mas vai ficar receoso de curtir algo como o Fellini, que é considerado "difícil" pela maior parte do público.

Por isso mesmo, a Cultura Alternativa se torna um fracasso no Brasil, já que os verdadeiros alternativos não despertam a confiança da grande maioria, sendo rotulados com os piores nomes e jogados para a exclusão social.

Melhor ser enganado pela mídia do que passar fome

A socialização do lazer faz com que os modismos pegam com muita facilidade na sociedade brasileira. Todos querem parecer legais perante os outros e para isso, vale até abrir mão do prazer para adquirir a confiança e a simpatia das outras pessoas.

Por isso todos seguem a risca qualquer exigência social, desde a bebida que vão beber, a roupa que vão vestir, a música que vão ouvir e até a pessoa com quem vai namorar, para satisfazer o que a sociedade quer, em troca de algum benefício.

Todos sabem que é muito mais fácil obter emprego e namoro quando se age como a maioria. Contestadores nunca angariam simpatias em uma sociedade modista como a nossa. Para a maioria, é melhor ser enganado pela mídia, desde que isto não atrapalhe na conquista dos direitos básicos, evitando a todo custo a miséria e a solidão.

A ordem hoje é ser "povão"

Hoje, a ordem é ser cafona, é ser povão. Se nos assuntos relativos a trabalho, leis e dinheiro os ricos formados em nível superior ainda ditam as regras, no lazer, quem se tornou influente são os pobres sub-alfabetizados. Até mesmo os ricos, nos dias de hoje, preferem se divertir feito pobres, acreditando assim estar fazendo alguma justiça social. Como se ter o mesmo gosto dos pobres compensassem o fato de não terem o mesmo nível de renda.

E aí da-lhe vida desregrada, bebedeiras, futebol, música brega, gírias toscas, gosto pelo grotesco, pornografia, palavrões e outras coisas que antes caracterizavam as pessoas de baixa escolaridade e quem agora recebe a adesão dos mais abastados playboys dos bairros mais nobres. É uma espécie de troca. os ricos dão o emprego que os pobres necessitam. Em contrapartida, os pobres constroem uma imagem positiva da elite, fazendo com que as injustiças e a má distribuição de renda permaneçam, mas tirando a mascara de vilões das pessoas mais ricas.

A sociedade brasileira vai se evoluir assim?

Num cenário onde todos os lobos tem que fazer acordo para não serem comidos uns pelos outros, resta saber se este cenário em que existe uma democracia de maioria, ao invés da democracia de todos, que deveria existir, vai durar para sempre. Creio que não.

A sociedade aos poucos vai reconhecendo algumas diferenças. O racismo já é visto como uma coisa negativa. A homofobia já começa a ser vista como nociva. Há uma relativa tolerância religiosa por parte da maioria das crenças. Mas há muito a ser feito.

Nem todos são obrigados a gostar de uma coisa. Não há uma lei que obrigue alguém a se divertir como a maioria, embora as autoridades, na hora de oferecer lazer a população, só pense nessa maioria, deixando os "esquisitos" sem opção. 

Temos que lembrar que uma democracia ideal é aquela que satisfaz a todos e não apenas uma minoria. Respeitar quem não pensa como a maioria é entender que a diversidade é a vocação de nosso país, imenso, com lugares diferentes e com uma variedade de etnias que não vemos em nenhum outro país.

Até porque não há graça nenhuma em ser totalmente igual ao outro, só para arrumar emprego e namoro. Há muitos "esquisitos" que são excelentes profissionais e excelentes namorados. É só aprender a aceitar as diferenças e confiar mais naquele cara legal que não gosta daquilo que nós gostamos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Paulo Francis: "Mulher não escolhe homem por caráter"

O meu irmão leu um livro do genial, mas polêmico jornalista Paulo Francis, Trinta Anos Esta Noite, onde apareceu bem escondido no meio do livro, dentro de um longo texto, a seguinte frase:

"Mulher não escolhe homem por caráter"

Esta frase me fez pensar bastante e justifica com clareza e poucas palavras porque eu vejo tanto cara babaca casado com belas mulheres de personalidade marcante. Justifica também porque tem tanto cara legal, gente boa mesmo, chorando porque não consegue conquistar mulher. A propósito: alguém conhece algum cara de pau que esteja chorando por falta de mulher? Eu nunca ouvi falar de um caso desses.

Se os homens de hoje aprenderam a valorizar as mulheres pela sua personalidade, o mesmo não se pode dizer das mulheres na hora de escolher um homem. Ainda vale o pré-histórico critério protetor/provedor. Além disso, o próprio processo de conquista imposto pelas mulheres (elas é que fazem as regras no "jogo" da conquista amorosa, sabiam?), favorece os caras de pau, os homens com segundas intenções que, por não quererem nenhuma responsabilidade no relacionamento, entram na conquista sem esperar muita coisa, por isso mesmo agindo com mais tranquilidade, passando uma boa - e errada - impressão à mulher a ser conquistada.

Por isso vemos muitos casais desse tipo, com homens de caráter duvidoso, sem qualidades pessoais, sem opiniões surpreendentes e de capacidade de discernimento atrofiada, casados com mulheres cultas, charmosas e de personalidade que se destaca perante as outras. Se essas mulheres estão cheias de qualidades, para compensar, têm o defeito de não saber escolher homem, aceitando os primeiros trogloditas que aparecem em sua frente, só porque eles se comportaram de forma adequada durante o processo de conquista e/ou têm um emprego de prestígio ou porte físico avantajado que satisfaça as necessidades instintivas destas mulheres a serem conquistadas.

Muitas mulheres não assumem isso, mas há a suspeita de que existe uma espécie de prazer secreto em ter a responsabilidade de transformação no caráter de seus maridos/namorados. Parece que as mulheres recusam os caras legais por eles estarem "prontos", tirando a graça da transformação pessoal. Isso é apenas hipótese, mas o certo é que os babacas e os insossos são melhores conquistadores.

Enquanto isso, homens legais que poderiam estar casados com essas mulheres de personalidade marcante, que também possuem personalidade marcante, ou tem que se contentar com mulheres mais burras, de personalidade duvidosa ou tem que ficar sozinhos mesmo, desperdiçando a sua gentileza e capacidade de fazer uma mulher feliz, perdendo uma boa oportunidade de crescimento pessoal através de um relacionamento com afinidade.

Não sei dizer nada sobre o que vejo na realidade. O que posso dizer é que, num mundo cheio de erros e injustiças por todo o lado, a vida afetiva não tinha que estar de fora. Há injustiças também na vida afetiva. Normalmente a felicidade está reservada a quem menos merece.

Não vou mudar a minha personalidade para agradar a nenhuma mulher. Se não consigo conquistar quem eu quero sendo como sou, paciência. A solidão não é tão nociva assim. Se o meu caráter não serve para conquistar uma mulher, pelo menos ele serve para muitas coisas boas. Principalmente para dar dignidade a minha pessoa.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Mulheres carentes paqueram de forma diferente das mulheres atraentes

Os conselhos de conquista feminina dados por algumas pessoas nunca levam em conta a diferença de comportamento entre as mulheres carentes e as mulheres atraentes, que não são carentes. Mas essa diferença existe.

Está na cara que as mulheres carentes são mais fáceis de conquistar que as atraentes. E eu tenho experiência com isso, já que todas as minhas namoradas foram mulheres carentes e a maior parte das mulheres que se interessavam por mim se enquadravam neste perfil. 

O que acontece é que, segundo os padrões exigidos pela sociedade para definir um "homem atraente", eu deixo bastante a desejar. Talvez me enquadre como um homem "carente", embora me recuse a admitir isto. Talvez por medo da reação social, sei lá. Se já não sou muito popular entre as mulheres, assumir como perdedor só poderia piorar as coisas. A sociedade educou os homens a nunca assumirem as suas derrotas, estimulando a luta insistente, mesmo que hajam derrotas igualmente insistentes.

Voltando às mulheres, por não me enquadrar no perfil desejado, nunca fui muito popular entre as mulheres. Nunca namorei alguém que pudesse estar apaixonado. Aliás, digo sem medo que nunca amei de fato nenhuma namorada que eu tive. E nunca tive as que eu realmente amei, já que preferiram entregar seus préstimos afetivos a outros homens, bem mais canalhas que eu.

Mulher que toma iniciativa é considerada "periguete"

É difícil conquistar uma mulher atraente. Desde juventude as mulheres são educadas a nunca tomarem a iniciativa e a dificultarem ao máximo o processo de conquista. Os objetivos são dois:

- "Filtrar" o excesso de oferta até chegar ao "macho " ideal, pela crença (hoje desmentida, embora ainda seguida) de que aquele que segue as regras é o companheiro ideal.

- Puro pudor. Mulher que toma iniciativa e/ou é muito demonstrativa é tida como "periguete", tipo de mulher vulgar e com vocação para prostituta. Graças a isso, "mulher fácil" virou termo ofensivo e sinaliza baixa auto-estima da mulher. Outro equivoco, superado nas evidências, mas consagrado pelos costumes sociais.

Homem gosta de mulher difícil por que é mais fácil: elimina  os "fracos" da concorrência

Sobre este segundo fato, uma descoberta. Todos sabem que os homens (não tímidos, vale lembrar) não gostam de mulheres fáceis e acham divertido conquistar mulheres com dificuldades, como se fosse um jogo. 

Pois é. O que descobri que por trás disso está um mau caratismo que desmitifica a solidariedade masculina tão difundida pelos machistas. Os homens preferem as difíceis porque é mais fácil. Mais fácil?

Sim, por mais estranho que pareça. Como as mulheres difíceis só são conquistadas pelos homens "mais capazes", os "menos capazes" são eliminados sem dó da concorrência. Só resta aos "mais capazes" pegarem os seus "troféus" e colocar na estante e partir para a conquista de outros "troféus". Ou não sabiam que é assim que nasce a tradicional infidelidade masculina?

E as mulheres carentes? Sobram para os "mais fracos"

As mulheres carentes não tem o "luxo" de se fazerem de difíceis: a natureza já fez isso a elas. Vale lembrar que nem todas são feias, mas as carentes normalmente tem algum defeito que não agrada aos homens. Já vi carentes lindíssimas, que escondiam na personalidade o seus maiores defeitos.

A carente, para compensar que não atrai  os homens, tem que compensar desenvolvendo a extroversão e partindo para o ataque. Tomam a iniciativa mesmo, sem se preocupar com o pudor. Muitas delas são até carolas, mas sabem que se ficarem inertes, ficarão condenadas à solidão.

Para os tímidos até seria bom, se o fato dessas mulheres terem algum defeito, seja na aparência, seja na personalidade, não fosse verdadeiro. Tive que fazer muitas concessões em meus namoros, e várias dessas concessões foram os motivos para os fins, quase todos decididos por minha iniciativa.

Mas o ideal é que as regras pudessem ser mais afrouxadas. Quem quer transformar a conquista em um jogo, que fique a vontade. Mas não obrigue as outras pessoas a transformarem os processos de conquista em jogos. Muita gente quer viver uma relação séria e o processo de conquista é apenas uma "guarita" de entrada para o início dessas relações. 

Todos tem direito de se envolverem com as pessoas que desejarem. Até porque sem atração e sem afinidade (ou apenas com uma delas), não há relacionamento que dure com tranquilidade.

domingo, 2 de novembro de 2014

Se alguém como o Luciano Huck postasse o que eu coloco em meus blogues, o Brasil mudaria radicalmente

O brasileiro tem um cacoete de não dar atenção às boas ideias. A não ser que elas venham de alguma pessoa ou instituição que tenha prestígio ou seja defendida por ampla maioria. Caso contrário, a ideia morre, mesmo se for bem sucedida.

Eu escrevo meus blogues na esperança de que os erros que percebo na sociedade brasileira se resolvem. O povo brasileiro acabou consagrando muitos erros por causa da falta de hábito de usar o discernimento e da submissão á mídia e às regras sociais. O brasileiro é um povo muito social. Todas as suas convicções e seu modo de divertir sempre focam o lado social, fazendo com que muita gente passe a pensar coletivamente, acreditando apenas nas ideias que a maioria acredita. Além disso a maioria segue aqueles que adota como líderes.

Eu não passo de um cidadão comum. Não sou famoso nem consagrado. Não tenho características que me façam ser uma pessoa carismática, formador de opinião ou alguém que possa ser seguido. Desde a minha infância, nunca liderei brincadeiras. Os colegas nunca riam das minhas piadas. Apesar de ter o discernimento  ideal para um líder (e que muitos não têm), eu não possuo outra qualidade ideal para a liderança: carisma. 

Carisma é a capacidade de conquistar outras pessoas de forma automática. O carismático consegue formar a opinião alheia e manobrar a mente dos outros, justamente por causa deste carisma. O carisma facilita a confiança e faz com que os outros se rendam ao carismático, transformando tudo que este diz em lei e defendendo-o sempre que necessário. O poder de persuasão de alguém com carisma chega a ser inacreditável, dependendo de quem seja.

Mesmo assim continuo escrevendo os meus blogues, mesmo sabendo que eles só agradam a quem já pensava como eu. Para um reles mortal convencer as outras pessoas a admitirem seus erros e mudarem ideias consagradas, aprendidas durante muitos anos, é tarefa quase impossível, geralmente dada a quem tem carisma. mas como naquele ditado que diz: "Deus dá asas a quem não sabe voar", normalmente quem tem o poder de mudança, nunca quer mudar. Muitos carismáticos se beneficiam da estabilização de muitos erros consagrados pelos costumes e crenças da sociedade.

Mas já imaginou se alguém como Luciano Huck, defendesse em seu programa ou nas postagens do Twitter que escreve, as ideias que posto nos meus blogues ou no Facebook? A sociedade brasileira mudariam com certeza, já que Huck tem um poder de persuasão garantido pelo carisma e prestígio. Só que ele não está interessado em mudar nada, já que se beneficia das coisas como estão.

Até mesmo a fama de bonzinho dele não é verdadeira, já que não faz a verdadeira caridade, além de se manter um dos homens mais ricos do país. É uma imagem criada pela mídia. Se já não confio mais na caridade paliativa de um "santo" como Chico Xavier, imagine a de alguém como Luciano Huck, que tem em sua lista de amigos íntimos, empresários e políticos corruptos ou defensores de ideias retrógradas. Huck quer mesmo que as coisas continuem como estão. Bom para ele.

Como eu falei, continuo a escrever e criticar o nosso falido sistema que, para a maioria só tem acertos. Os brasileiros, iludidos pela mídia, pela religião e pelos valores em que acreditam, pensam que o país só está se evoluindo e que somos a sociedade mais justa do mundo - quando a realidade prática de nosso cotidiano mostra o contrário. Eu não tenho o poder de mudar nada, nem a mente das pessoas que acreditam nestes erros e mentiras, consagrados por muitas décadas. Mas pelo menos represento um facho de luz, uma esperança para aqueles que, cheios das mentiras que a mídia "cospe" em suas caras, espera ler algum texto que lhes abra a mente e as faça perceber dos erros que garantem a perenidade de tantas injustiças e incoerências que estamos cansados de ver por aí.