segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Teorias da Conspiração e a confiança nas instituições

Há um mito arraigado de que as teorias da conspiração são sempre mentiras, inventadas por quem está longe do poder oficial. As pessoas se acostumaram com as visões oficiais difundidas pelas tradições sociais e pela mídia. A própria confiança (cega) nas instituições faz com que pessoas desconfiem de teorias conspiratórias.

Como se as instituições fossem incapazes de errar, ou quando erram, são casos isolados. As instituições são sempre consideradas donas da verdade e o que elas dizem, por mais ilógico que pareça, é sempre considerado uma verdade. E o desinteresse da grande coletividade pelos bastidores dessas instituições "confiáveis" só reforça essa confiança cega.

Nem toda teoria conspiratória é falsa. Apenas a racionalidade e a pesquisa séria que pudesse comprovar a veracidade ou não das teses oficiais pode separar qual teoria conspiratória que é verdade e qual que é mentirosa.

Vou provar que nem sempre uma teoria conspiratória é mentira. A verdade sempre deve ser consequência da lógica e nunca deve entrar em contradição consigo mesma e nem consagrar absurdos.

No Brasil, várias convicções coletivas são absurdas. Os brasileiros, pouco afeitos a racionalidade, desinteressados em analisar, pesquisar e ignorantes do que acontece nos bastidores de suas idolatradas instituições, não é surpresa que muitas de nossas consagradas ideias da opinião pública sejam sem pé nem cabeça, mas ganhando força por causa das tradições. Afinal, uma mentira contada muitas vezes vira verdade. Ainda mais se ela for contada por instituições confiáveis.

Um exemplo banal de teoria oficial absurda, defendida por instituições confiáveis, mas desmentida por teorias consideradas conspiratórias é a ideia de que o futebol é patriotismo. A lógica prova que futebol nada tem a ver com patriotismo, se limitando a ser uma simples forma de lazer. Mas as instituições confiáveis, interessadas nos lucros que chegam dessa forma de lazer, criaram meios de hipnotizar as massas através da falsa associação entre futebol e civismo, transformando esta forma de lazer em dever, fazendo com isso que os lucros vindos dele sejam garantidos e inadiáveis.

E aí vão dizer que negar isso é uma "teoria conspiratória"? Mas a tese oficial é absurda, irracional! Como uma visão irracional pode ser mais aceita que uma visão racional, só porque é defendida por instituições confiáveis?

Isso foi só um exemplo, pois muitas ideias absurdas se consagram desta forma, perpetuando problemas, causando injustiças e provocando intermináveis brigas e processos entre as pessoas. Tudo por causa do nosso hábito de não usar o raciocínio, preferindo entregar a missão de raciocinar à instituições imperfeitas que não deveriam ser confiáveis.

Devemos dar mais ouvidos às teorias conspiratórias. Nem todas são verdadeiras, de fato. Mas muitas delas servem como alertas, devendo todas as teorias serem objetos de análise objetiva, despida de qualquer defesa de convicções tradicionais.

Só devemos acusar uma teoria de falsa se ela for realmente absurda. Pois a defesa de absurdos consagrados pelas instituições confiáveis é que tem travado a humanidade, que chega ao Século XXI muito mais emburrecida do que nas décadas anteriores.

Até porque muitas das instituições ganham fortunas e muito poder às custas de nossa burrice. E isso é um fato, não uma teoria conspiratória.

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