domingo, 7 de setembro de 2014

O Brasil não está evoluindo. E não vai evoluir tão cedo...

Os otimistas de plantão, que só enxergam aparência, mas não conseguem enxergar essência (para enxergar essência são necessários os "óculos" do bom senso e do discernimento), vivem dizendo que o Brasil está prestes a ser uma potência, que vai liderar o mundo, etc. Além disso, é notório que para a maioria dos brasileiros "apesar dos problemas, não há lugar melhor que o Brasil". Será?

Esses otimistas na verdade são pessoas que se contentam com pouco, pois essas mesmas pessoas nada fazem de real para que o Brasil seja de fato o que vivem dizendo no discurso. Falar é muito fácil, mas fazer cansa muito. É bom acreditar que tudo está bem quando se foge das responsabilidades.

Aliás, mais uma prova de que nosso Hino Nacional, além de rebuscado e prolixo, é irreal. "Filhos que não fogem à luta", aonde, meu filho? Só se for na França! "Brava gente brasileira"? Se fosse verdade, todos os deputados e senadores teriam corrido de medo dos milhões que, revoltados com a corrupção e o desprezo das autoridades, invadiriam o congresso, cobrando pelas promessas das eleições.

Não. Ao invés de se indignar contra autoridades, indigna contra os verdadeiros indignados. Se aparece alguém contestando os erros do sistema, logo descarregam a raiva em cima deste. É mais fácil e seguro descontar a raiva pelos erros do sistema com uma pessoa qualquer do que com autoridades, já que estas podem chamar a polícia para as proteger.

E é muitos mais fácil descarregar a raiva pelos problemas que nunca se resolvem do que resolver estes problemas. Resolver problemas exige muito discernimento e senso crítico, o que significa para muita gente ter esforço. Esforço que tradicionalmente a nossa educação nunca estimulou as pessoas a terem.

Nosso povo é alienado, teimoso, medroso, modista (só faz as coisas se a maioria fizer) e que se acostumou a brigar em redes sociais na intenção de defender ideias que são erradas, mas estabelecidas. Para a maioria dos brasileiros a estabilidade de uma ideia é a garantia de que ela está correta, o que o bom senso mostra que nem sempre isso é verdade.

E como é que vamos liderar o mundo desta maneira, sem discernimento, numa crendice cega em tudo que a TV e as autoridades nos dizem, numa submissão a regras de credibilidade duvidosa, mas que se arrastam há décadas, e com a perpetuação de muitos problemas e injustiças? O Brasil vai evoluir através de sua decadência?

Sinceramente, não vivemos em um tempo feliz. É uma época de reflexão. Deixemos os símbolos de lado. Cantar junto o alucinado Hino Nacional não irá ajudar a melhorar o nosso país, muito menos despertar o verdadeiro patriotismo que para mim, não é amor a símbolos e um monte de areia (países são artificiais e podem ser divididos e/ou anexados) e sim a luta pelo bem estar de todos os que vivem neste território, algo nunca pensado pela maioria em um dia como hoje, preferindo ver militares e estudantes agindo que nem robôs em um desfile feito para agradar apenas às - corruptas - autoridades, num verdadeiro auto pelo faz-de-conta.

Aliás, ontem celebramos o aniversário da Terra do Faz de Conta. Fingir que tudo está bem e que somos os melhores é a única coisa que o brasileiro sabe fazer bem e enquanto pensamos que lideramos o mundo, servindo de "exemplo" moral e econômico para o resto do planeta, vários países vão passando a perna em nós, com exemplos mais práticos de justiça, dignidade e respeito para a população, num verdadeiro ato de maturidade que nossa eternamente infantil população ainda não tem a capacidade de entender.

Ainda somos um povo muito infantil. Temos poucos anos de vida. Para liderarmos o mundo, ainda precisamos aprender muito. E põe muito nisso. Algo que exigiria uma vasta experiência de muitos e muitos séculos. Milênios até.

Somos bravos apenas em nossos sonhos. Quando acordamos, temos que encarar o jacaré da realidade que saiu debaixo de nossas camas, a nos devorar.

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