sábado, 13 de setembro de 2014

Casamentos falidos: cortando o mal pelo caule

Muita gente fala que o casamento é uma instituição falida. Discordo. Na verdade os seres humanos é que formam uma instituição falida. Ainda não estão maduros o suficiente para saber o que fazer após contrair um matrimônio. E cá para nós: a maioria só se casa mesmo para agradar a sociedade, quase meio sem vontade e menos ainda sem amor. Abir mão de uma vida de curtição, para um brasileiro, integrante de um povo viciado em festas, é um sacrifício e tanto, difícil de se levar até o final.

Na minha análise, o verdadeiro motivo para o fracasso de muitos casamentos está no início. As regras sociais, que deveriam ser mais flexíveis, pois nem todo mundo se adapta ou concorda com a essas regras, estipularam que o início dos relacionamentos deveria ser um jogo de conquista. Em outras palavras: uma brincadeira, uma imaturidade. O que esperar de um relacionamento sério se ele não começa de forma séria? para um povo burro que odeia lógica, qualquer contradição faz sentido, mas o bom senso não admite contradições. Não dá para ser sério e não ser ao mesmo tempo.

Além do que, como os brasileiros mudam bem pouco de personalidade, conduta  e opiniões durante a vida adulta, o que surge de maneira infantilizada corre o sério risco de acabar infantilizada. Não dá para mudar isso. Um joguinho de sedução com a cara cheia, num ambiente tumultuado que é o das "baladas" (discordo desse nome para as noitadas - para mim, balada sempre significou música lenta ou história triste), com gente descompromissada e sem objetivos sérios na vida. Tá, ninguém precisa ser sério 24 horas por dia, mas para não ser sério tem que agir como um idiota?

E se alguém espera seriedade em um relacionamento, porque começar com um joguinho imbecil? Felizmente os homens descobriram o nonsense disso e aos poucos abandonam as "baladas" (o que faz com que as mulheres pensem que existe poucos homens). As mulheres, seres que não costumam ser racionais na conquista, continuam na teimosia de procurar homens nesses locais estressantes e usando joguinhos para conquistar.

Sabe qual é a desvantagem dos joguinhos: nada é claro. Um homem disposto a um relacionamento sério quer conhecer a verdadeira intenção de sua pretendente. Como fazer isso se as mulheres agem com mistério ou com ironia durante o processo de conquista. Não sabem ter uma conversa sadia com um homem em um ambiente tranquilo? Mulheres, revejam conceitos, formatem seus cérebros, pois o programa dos cérebros femininos travou de novo!

E qual o resultado de uma conquista irresponsável? Claro, um casamento irresponsável, onde ambos vão se arrastando juntos na intenção de satisfazer a sociedade e manter interesses materiais que lhes impõe uma dependência cruel. Já o amor, companheirismo, troca de experiências, pelo jeito são algo para uma sociedade mais evoluída, que talvez surja daqui a muitos milênios. Por enquanto fiquemos com joguinhos e os velhos instintos animalescos.

Enquanto o processo de conquista não se amadurecer, abandonando jogos de conquista, trocando por conversas sadias, os relacionamentos não terão condição de serem levados a sério pelos seus envolvidos, resultando numa avalanche de separações que não parar de acontecer todos os dias.

O segredo do fracasso dos relacionamentos com absoluta certeza está no mau procedimento durante as conquistas, o que deve ser corrigido logo de início, pois o mal se corta pela raiz. Querem cortar o mal pelo caule, o mal renasce de novo, sempre e sempre.

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