sábado, 27 de setembro de 2014

É dos chatos que elas gostam mais

Já repararam que os caras mais chatos do mundo, ou aqueles que tem algum defeito notável ou até mesmo má índole, pegam as melhores gatas? Ou no mínimo, nunca reclamam de solidão ou de dificuldade de conquistar mulheres?

Está cada vez mais comuns mulheres interessantes, cheias de qualidades, lindas, cultas, etc., se casarem com homens insossos, chatos, sisudos, ignorantes, insensíveis e até antipáticos. Pelo menos homens que não despertam simpatia dos admiradores das mulheres com quem se casam. Muitos desses homens é que mereciam estar sozinhos, "namorando a mão".

Existem dois mitos sobre o que as mulheres querem da vida afetiva que, pelo que parece, soam verdadeiros: o primeiro é o mito de que mulheres prefere homens maus - ou porque são parecem "mais machos", ou porque elas querem ser as responsáveis pela transformação no caráter deles - e o segundo, de que a felicidade das mulheres é ter um casamento infeliz. Diz a lenda que esposa infeliz é a que não tem nada do que reclamar do marido. Observando os caras chatos com quem elas se casam, pode ser que isso seja um fato.

Homens solitários são sempre legais

Outra coisa interessante é que os homens que reclamam da dificuldade de arrumar mulheres são sempre legais, de boa índole. Nunca ouvi falar de um caso, um só, que mostre um cafajeste reclamando que não consegue arrumar mulher.

Se lembrarmos de que muitas mulheres preferem os homens maus, pode ser que para boa parte das mulheres, os homens de boa índole "não estejam sendo machos o suficiente" e por isso estão encalhados.

Mas as mulheres , com isso, continuam na sua infelicidade em seus relacionamentos - correndo o sério risco de, algumas, serem mortas por seus companheiros, pois ao escolher alguém "valente" para namorar, pode estar levando uma verdadeira "bomba" para dormir na mesma cama. Outras correm risco de virar enfermeiras de maridos bem mais velhos. E a maioria vive sendo trocada todos os finais de semana por futebol ou por outras mulheres. Até que o fim da validade do cartão de rédito do marido os separe.

E aí temos a versão realista da lenda do sapo e do príncipe. Mas, cada uma dessas mulheres, pensando em estar se casando com príncipes, ao acordar da "linda" noite de núpcias, sempre dá de cara com aquele sapão gosmento, sentado no sofá com uma lata de cerveja em uma pata e o controle remoto em outra, assistindo a um - monótono - jogo de futebol e arrotando o tempo todo. Ao acabar cada lata de cerveja, grita de forma grosseira para a esposa, pedindo outra lata... e outra lata, e vão bebendo até caírem de uma vez só.

Enquanto isso, os verdadeiros príncipes encantados ficam no brejo chorando a espera de uma princesa encantada que os beije e desfaça o "encanto".

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Porque as pessoas ao invés de analisar conselhos, preferem criar inimizades?

Embora muita gente finja que isso não ocorra - sobretudo os defensores do popularesco - em nossa sociedade, existem inúmeros níveis de intelectualidade. Nem todos os adultos estão realmente preparados para viverem como tal. E é na interação com outras pessoas que as pessoas avançam no seu aprendizado.

É preciso que quando uma pessoa mais esclarecida alerta sobre algum erro, que aquele que ouve, possa analisar, refletir e, na possibilidade de haver algum erro, corrigi-lo. Mas não é isso que acontece.

O orgulho e a preguiça de raciocinar se unem para que cada pessoa possa se considerar "sabidona" e defender seu ponto de vista com unhas de ferro, como se a sua opinião fosse um patrimônio. Como se admitir que está errado fosse uma derrota fatal. Nada disso.

Para eliminar um erro, a primeira coisa a fazer é admitir a existência desse erro. Ninguém é perfeito e o nosso planeta é uma grande escola - literalmente falando - onde somos colocados em situações que forçam nosso desenvolvimento intelectual. A maior burrice não é admitir que está ignorante. A maior burrice está em se achar um ser pronto, suficientemente inteligente e que aprendeu tudo que tinha que aprender. Grande engano, já que atá os mais intelectualizados no planeta não sabem exatamente de tudo.

Portanto, vamos aprender a ouvir as opiniões alheias e analisar. Se dois não concordam é porque um dos dois deve estar errado. Os dois é que tem que analisar - de preferência juntos - onde está o erro e aquele que errou deve ter a sensatez de admitir e corrigir.

Assim, muitas brigas que nascem na internet, por defesa a pontos de vista incoerentes, acabarão, fazendo com que somente ideias coerentes e responsáveis possam realmente permanecer.

Chega de ficarmos aceitando erros para evitar brigas. Chega de dar razão a pessoas que só acreditam em asneiras. Elas devem aprender a pensar mais e usar a discussão para o seu desenvolvimento intelectual. Defender coisas claramente incoerentes é um sinal de imaturidade e de que a caminhada para a sabedoria é muito mais longa do que se pensa.

Chegar a um acordo, após profunda análise, ajudará melhor a desenvolver a sociedade.

domingo, 21 de setembro de 2014

Romário prova que melhorar a personalidade é possível

Os brasileiros não tem o hábito de mudar de conduta e opinião quando se tornam adultos. Normalmente levam para o túmulo todas as convicções, crenças e gostos que estavam tendo quando chegaram aos 18 anos, tratando as suas opiniões como se fossem patrimônios imperdíveis. É muito raro haver alguém disposto a se melhorar no meio da vida adulta. Mas esses poucos exemplos existem.

O mais incrível é que um dos maiores exemplos de transformação pessoal em nosso país é justamente o de um ex-jogador de futebol, o esporte mais popular do país. Eu não ia com a cara dele quando ele era jogador, pois a sua conduta na época era meio duvidosa. Mas hoje me tornei um fã dele, pela sua incrível e nítida transformação de caráter que o tornou uma das pessoas mais admiráveis do país: Romário de Souza Faria, hoje deputado (e dos melhores!). E vou votar nele para senador, pois é um dos raríssimos que ainda luta discretamente pelo bem estar coletivo.

Mesmo assim este texto não tem a pretensão de fazer propaganda da candidatura dele e sim de usar a mudança pessoal de Romário como exemplo de transformação para a sociedade. Ao invés de nos criticar, que tal seguir o exemplo das atividades que ele faz em prol do bem estar social?

Romário tem mostrado um ser muito conscientizado, politizado e tem feito da carreira política uma luta pelo bem estar de todos. Conhece os bastidores sujos nas administrações de clubes de futebol e denuncia sempre que tem oportunidade. Afinal, o ex-jogador tem provado que é possível sim ser honesto e batalhador na política e no esporte e não canso de ver em meu Facebook (sim, eu sigo a página oficial do jogador, apesar de não curtir futebol), vários eventos onde o jogador, incansavelmente luta por algum benefício social, inclusive fora do esporte.

Ele também largou a vida noturna e resolveu ter uma vida pacata, estabilizando o seu último relacionamento, após muitos casamentos fracassados. Um dos motivos para tanta transformação foi o nascimento de sua filha, uma apaixonante garotinha com síndrome de down. Admiro os portadores dessa síndrome, pois os maiores exemplos de superação estão vindo justamente deles, seres que podem nos ensinar muito, com poucos gestos.

Graças a isso, o deputado incluiu em sua luta o direito dos deficientes, não somente os portadores dessa síndrome, mas qualquer tipo de deficiência. Ele tem participado de muitos eventos sobre a superação de deficiências e provavelmente deve estar envolvido com a paraolimpíada de 2016.

Romário deve ter muito mais exemplos de transformação em sua vida, pois não conheço tudo o que ele faz. Só posso dizer que o cara se transformou radicalmente, de mero jogador farrista a um ser humano responsável e conscientizado que sabe da sua missão de beneficiar os outros, sabendo que vivemos todos em um grupo (habitantes do Brasil) e que ninguém pode ser privado do mínimo de seus direitos.

Parabéns, Romário. Provou que é possível rever opiniões e atitudes, ainda na vida adulta. Se todos transformassem o caráter como você transformou, a sociedade brasileira evoluiria.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Andy Partridge, da banda XTC, tem uma mensagem para a maior parte dos brasileiros

Espantalhos não tem nem corações nem cérebros. Logo não podem sentir emoções nem raciocinar. Os brasileiros estão indo pelo mesmo caminho, já que tanto em matéria de sentimentos quanto na razão, têm demonstrado muitas falhas.

Não saber pensar, chega-se a erros danosos. Não saber sentir, pode resultar em injustiças.

Aí me lembrei dessa bela música da excelente banda britânica dos anos 80 XTC, desconhecida dos brasileiros, influenciada pelos Beatles e que grava letras intelectualizadas, que serve como recado a esse processo de "espantalhização" do brasileiro.

Posto aqui a tradução da letra e um vídeo com a música. Sigam o conselho, senão vamos todos virar pessoas-espantalho.

Pessoas-espantalho

(Letra e música: Andy Partridge)

Gravado por XTC, em 1989, com voz de Partridge.
Do álbum Oranges and Lemons (Virgin/Geffen)
Tradução: Google, revisado por Marcelo Pereira

Espero que tenha gostado do seu voo
Em um de nossos novos aviões de palha
Você vai encontrar as coisas aqui que estão
Do jeito que você está acostumado

Há lotes de resíduos e arame farpado
E ninguém dá a mínima para a terra
Nós apenas ficamos ao redor a olhar
Como vocês fazem

Por isso, nós não temos cérebros
E nós não temos corações
É apenas o velho vento campestre
Que separa a todos nós

Nós somos as pessoas espantalho
Nós temos muito em comum com você
E se você não começar a viver bem
Você se tornará também uma pessoa espantalho

Espero que tenha gostado da sua refeição
É só gás e produtos químicos
Nós pensamos que você preferiria
Algo que a natureza não fez

Agora, enquanto você está aqui você pode aconselhar-nos
Em uma guerra que gostaríamos de começar
Contra alguns espantalhos lá
Uma perseguição diferente?

Por isso, nós não temos cérebros
E nós não temos corações
É apenas o velho vento campestre
Que separa a todos nós

Nós somos as pessoas espantalho
Nós temos muito em comum com você
E se você não começar a viver bem
Você se tornará também uma pessoa espantalho

Nós não temos nenhuma lágrima aqui, ninguém espera ou se importa ou teme aqui
Pelos velhos, pelos doentes, os pobres e a eles que você marca
Nós pensamos que fomos a base de nossa civilização em relação a sua
Porque você é o mais inteligente dos animais na terra, não é mesmo?

Não temos nenhum amor aqui, não há necessidade de se elevar acima daqui
Ninguém quer escrever um livro ou tentar pintar-te
Nós pensamos que fomos a base de nossa civilização em relação a sua
Porque estamos todos mortos de nossos pescoços para cima, não é mesmo?

Por isso, nós não temos cérebros
E nós não temos corações
É apenas o velho vento campestre
Que separa a todos nós

Nós somos as pessoas espantalho
Nós temos muito em comum com você
E se você não começar a viver bem
Você se tornará também uma pessoa espantalho

E eu não tenho cérebro
E eu não tenho coração
É só eles e outros seres humanos
Separe a minha alma para além

Eu sou uma pessoa espantalho
Eu tenho uma importante mensagem para você
Porque, se nós não começarmos a aprender bem
Todos nós vamos acabar também se tornando pessoas espantalho


sábado, 13 de setembro de 2014

Casamentos falidos: cortando o mal pelo caule

Muita gente fala que o casamento é uma instituição falida. Discordo. Na verdade os seres humanos é que formam uma instituição falida. Ainda não estão maduros o suficiente para saber o que fazer após contrair um matrimônio. E cá para nós: a maioria só se casa mesmo para agradar a sociedade, quase meio sem vontade e menos ainda sem amor. Abir mão de uma vida de curtição, para um brasileiro, integrante de um povo viciado em festas, é um sacrifício e tanto, difícil de se levar até o final.

Na minha análise, o verdadeiro motivo para o fracasso de muitos casamentos está no início. As regras sociais, que deveriam ser mais flexíveis, pois nem todo mundo se adapta ou concorda com a essas regras, estipularam que o início dos relacionamentos deveria ser um jogo de conquista. Em outras palavras: uma brincadeira, uma imaturidade. O que esperar de um relacionamento sério se ele não começa de forma séria? para um povo burro que odeia lógica, qualquer contradição faz sentido, mas o bom senso não admite contradições. Não dá para ser sério e não ser ao mesmo tempo.

Além do que, como os brasileiros mudam bem pouco de personalidade, conduta  e opiniões durante a vida adulta, o que surge de maneira infantilizada corre o sério risco de acabar infantilizada. Não dá para mudar isso. Um joguinho de sedução com a cara cheia, num ambiente tumultuado que é o das "baladas" (discordo desse nome para as noitadas - para mim, balada sempre significou música lenta ou história triste), com gente descompromissada e sem objetivos sérios na vida. Tá, ninguém precisa ser sério 24 horas por dia, mas para não ser sério tem que agir como um idiota?

E se alguém espera seriedade em um relacionamento, porque começar com um joguinho imbecil? Felizmente os homens descobriram o nonsense disso e aos poucos abandonam as "baladas" (o que faz com que as mulheres pensem que existe poucos homens). As mulheres, seres que não costumam ser racionais na conquista, continuam na teimosia de procurar homens nesses locais estressantes e usando joguinhos para conquistar.

Sabe qual é a desvantagem dos joguinhos: nada é claro. Um homem disposto a um relacionamento sério quer conhecer a verdadeira intenção de sua pretendente. Como fazer isso se as mulheres agem com mistério ou com ironia durante o processo de conquista. Não sabem ter uma conversa sadia com um homem em um ambiente tranquilo? Mulheres, revejam conceitos, formatem seus cérebros, pois o programa dos cérebros femininos travou de novo!

E qual o resultado de uma conquista irresponsável? Claro, um casamento irresponsável, onde ambos vão se arrastando juntos na intenção de satisfazer a sociedade e manter interesses materiais que lhes impõe uma dependência cruel. Já o amor, companheirismo, troca de experiências, pelo jeito são algo para uma sociedade mais evoluída, que talvez surja daqui a muitos milênios. Por enquanto fiquemos com joguinhos e os velhos instintos animalescos.

Enquanto o processo de conquista não se amadurecer, abandonando jogos de conquista, trocando por conversas sadias, os relacionamentos não terão condição de serem levados a sério pelos seus envolvidos, resultando numa avalanche de separações que não parar de acontecer todos os dias.

O segredo do fracasso dos relacionamentos com absoluta certeza está no mau procedimento durante as conquistas, o que deve ser corrigido logo de início, pois o mal se corta pela raiz. Querem cortar o mal pelo caule, o mal renasce de novo, sempre e sempre.

domingo, 7 de setembro de 2014

O Brasil não está evoluindo. E não vai evoluir tão cedo...

Os otimistas de plantão, que só enxergam aparência, mas não conseguem enxergar essência (para enxergar essência são necessários os "óculos" do bom senso e do discernimento), vivem dizendo que o Brasil está prestes a ser uma potência, que vai liderar o mundo, etc. Além disso, é notório que para a maioria dos brasileiros "apesar dos problemas, não há lugar melhor que o Brasil". Será?

Esses otimistas na verdade são pessoas que se contentam com pouco, pois essas mesmas pessoas nada fazem de real para que o Brasil seja de fato o que vivem dizendo no discurso. Falar é muito fácil, mas fazer cansa muito. É bom acreditar que tudo está bem quando se foge das responsabilidades.

Aliás, mais uma prova de que nosso Hino Nacional, além de rebuscado e prolixo, é irreal. "Filhos que não fogem à luta", aonde, meu filho? Só se for na França! "Brava gente brasileira"? Se fosse verdade, todos os deputados e senadores teriam corrido de medo dos milhões que, revoltados com a corrupção e o desprezo das autoridades, invadiriam o congresso, cobrando pelas promessas das eleições.

Não. Ao invés de se indignar contra autoridades, indigna contra os verdadeiros indignados. Se aparece alguém contestando os erros do sistema, logo descarregam a raiva em cima deste. É mais fácil e seguro descontar a raiva pelos erros do sistema com uma pessoa qualquer do que com autoridades, já que estas podem chamar a polícia para as proteger.

E é muitos mais fácil descarregar a raiva pelos problemas que nunca se resolvem do que resolver estes problemas. Resolver problemas exige muito discernimento e senso crítico, o que significa para muita gente ter esforço. Esforço que tradicionalmente a nossa educação nunca estimulou as pessoas a terem.

Nosso povo é alienado, teimoso, medroso, modista (só faz as coisas se a maioria fizer) e que se acostumou a brigar em redes sociais na intenção de defender ideias que são erradas, mas estabelecidas. Para a maioria dos brasileiros a estabilidade de uma ideia é a garantia de que ela está correta, o que o bom senso mostra que nem sempre isso é verdade.

E como é que vamos liderar o mundo desta maneira, sem discernimento, numa crendice cega em tudo que a TV e as autoridades nos dizem, numa submissão a regras de credibilidade duvidosa, mas que se arrastam há décadas, e com a perpetuação de muitos problemas e injustiças? O Brasil vai evoluir através de sua decadência?

Sinceramente, não vivemos em um tempo feliz. É uma época de reflexão. Deixemos os símbolos de lado. Cantar junto o alucinado Hino Nacional não irá ajudar a melhorar o nosso país, muito menos despertar o verdadeiro patriotismo que para mim, não é amor a símbolos e um monte de areia (países são artificiais e podem ser divididos e/ou anexados) e sim a luta pelo bem estar de todos os que vivem neste território, algo nunca pensado pela maioria em um dia como hoje, preferindo ver militares e estudantes agindo que nem robôs em um desfile feito para agradar apenas às - corruptas - autoridades, num verdadeiro auto pelo faz-de-conta.

Aliás, ontem celebramos o aniversário da Terra do Faz de Conta. Fingir que tudo está bem e que somos os melhores é a única coisa que o brasileiro sabe fazer bem e enquanto pensamos que lideramos o mundo, servindo de "exemplo" moral e econômico para o resto do planeta, vários países vão passando a perna em nós, com exemplos mais práticos de justiça, dignidade e respeito para a população, num verdadeiro ato de maturidade que nossa eternamente infantil população ainda não tem a capacidade de entender.

Ainda somos um povo muito infantil. Temos poucos anos de vida. Para liderarmos o mundo, ainda precisamos aprender muito. E põe muito nisso. Algo que exigiria uma vasta experiência de muitos e muitos séculos. Milênios até.

Somos bravos apenas em nossos sonhos. Quando acordamos, temos que encarar o jacaré da realidade que saiu debaixo de nossas camas, a nos devorar.