sexta-feira, 9 de maio de 2014

Ninguém se casa por amor

Esta frase soa bastante agressiva ainda mais no dia e hoje, onde se supostamente se comemora o Dia dos Namorados, considerado o "dia do amor". Mas a realidade,os fatos mostram justamente o contrário. De que não é o amor que impulsiona homens e mulheres a contraírem um matrimônio.

Na verdade, o que faz as pessoas se casarem são muitos motivos: confiança, interesse, afinidade de objetivos, etc. Mas o motivo realmente predominante é social, feito para satisfazer as exigências da sociedade. O casamento é uma espécie de "atestado de adulto" para a sociedade, além de servir para mostrar que os envolvidos são valorizados um pelo outro.

Uma coisa a observar é que enquanto a maioria dos homens pensa no prestígio social ao tentar conquistar uma mulher, as mulheres pensam na segurança física e financeira na hora de escolher um homem. Mesmo que atributos ligados ao afeto estejam ausentes, se satisfazer esses critério citados, o cônjuge em potencial é automaticamente aceito, mesmo que a relação se torne a mais insensível possível.

Mesmo que os envolvidos realmente se amem, não é bem o amor que faz as pessoas decidirem pelo matrimônio. Até os critérios de escolha do parceiro sinalizam isso. Se os casamentos fossem realmente por amor, os critérios de escolha do parceiro seriam totalmente diferentes.

As pessoas ainda não sabem exatamente o que é amor, preferindo usar o belo nome para classificar outras sensações que levam um casal a se formar: confiança, afinidade, segurança, simpatia, atração e desejo sexual.  E mais bonito usar a palavra "amor" do que o nome de qualquer uma das sensações. Até ajuda a angariar a desejada simpatia social das outras pessoas, favorecendo a aquisição dos benefícios típicos da vida adulta.

Mas para a sociedade, é bonito imaginar que todos se casam por amor. Sobretudo a sociedade brasileira que só consegue ser feliz através de ilusões, tendo que imaginar que as coisas são melhores do que a realidade mostra. Para muitos é muito romântico viver iludido. Até que a realidade bata nas suas portas.

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