domingo, 27 de abril de 2014

Sociedade quer eliminar o romantismo das paqueras

Vivemos numa sociedade sem amor. Claro que como a maioria não sabe o que é amor, mas acha a palavra bonita, como se somente a utilização da palavra "amor" pudesse garantir a presença desse tipo e sentimento, as pessoas ainda pensam que o "romantismo está em alta", que "o amor está no ar", "que todos se casam por amor", bla-bla-bla, bla-bla-bla...

Na verdade, observando o processo de conquista da maioria das pessoas e o comportamento de muitos casais, é nítida a falta de amor entre as pessoas. Desde os anos 90 vivemos uma decadência de valores(trocados todos pela satisfação de instintos) que parece nunca acabar. E um desses valores que desaparece a cada dia é o romantismo.

E tudo começa no processo de conquista. Interessante que para começar um relacionamento que irá se concluir num casamento, numa vida estável a dois, tudo se inicia de uma maneira excessivamente lúdica e irresponsável em alguns casos. E sempre sem romantismo.

O que bares, boates e afins tem a ver com romantismo? O que tem de galântico homens jogados nos cantos das paredes, com a cabeça cheia de álcool fazendo aquela cara de mal intencionados? Como paquerar de maneira meiga e carinhosa em ambientes escuros, com luzes piscando, barulho alto, gente brigando sem motivo, em plena hora da madrugada? Mesmo de dia, nos Carnavais, o clima é muito mais de sexo do que de romantismo. Não é de se surpreender que a maioria dos brasileiros nasceu no começo de dezembro (9 meses após o Carnaval).

Se a sociedade quisesse realmente romantismo, estipularia como regra social a paquera em jardins floridos, em campos abertos, com tranquilidade, conversas sadias e músicas suaves. Mas o que se vê nas regras sociais é a imposição do oposto: boates lotadas, clima tenso, músicas aceleradas em volume alto, bebedeira, luzes piscando, tudo para deixar qualquer um mais doido que o mais desequilibrado interno de algum hospício.

E o que me irrita é que após o início dos relacionamentos iniciados desta forma tensa (adrenalina?), estressante e irresponsável, há uma cobrança social para que cada um desses mesmos relacionamentos seja amoroso e tranquilo. É como exigir que um lobo bem feroz e agressivo se comporte como carneirinho manso após se enjaulado. Qualé?

Ou a sociedade assume que o amor não faz parte de nossa sociedade ou ela muda as regras sociais e as táticas e locais de paquera para que possa haver romantismo durante o processo de conquista. Esperar que o amor venha depois de um clima tenso não me parece uma boa ideia para fazer os relacionamentos derem certo. Muito pelo contrário...

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