segunda-feira, 7 de abril de 2014

A bondade necessita do intelecto para se tornar mais eficiente

Uma das coisas que noto é que boa parte da população crê ser desnecessária a evolução intelectual dos seres humanos. Basta ser bonzinho, fazer o que eles entendem como caridade e boas ações e está tudo perfeito. 

Mas o que se vê é que este tipo de caridade feita sem o amadurecimento intelectual  resulta em benefícios paliativos que não duram e não resolvem de fato os problemas, servindo muito mais de compensação e consolação do que como soluções.

Mas porque não usar o intelecto? O que tem de mal questionar, contestar, analisar para que os benefícios sejam de fato muito mais eficientes? Essa repulsa a tudo que é intelectual, hábito que virou moda no Brasil, está na verdade perpetuando os problemas, já que ao invés de um planejamento sério para seu desaparecimento, prefere-se soluções paliativas, que são mais fáceis e de aplicação menos onerosa e mais rápida.

E o resultado? Fica tudo como está. Finge-se que está tudo bem, que somos um povo feliz e que está tudo realizado. Ou se não está realizado, adia-se a felicidade para o futuro, cacoete constantemente e tradicionalmente cometido pelas religiões que prometem muito e nada cumprem. Mistério da fé? Ora, vão enrolar outro!

Devemos sempre contestar os erros de nossa sociedade, mesmo os que aparentemente soam como benefícios (como a alienação, ainda não considerada um malefício, embora seu nome ainda carregue uma carga negativa em sua semântica. Devemos contestar e propor soluções, sem agredir ou humilhar. Analisar friamente sem crendices ou outras convicções subjetivas, preferindo observar fatos, alternativas e com paciência e planejamento, chegar a soluções que realmente resolvam os problemas, e não apenas servindo de consolo inerte para que "corações sofredores" aceitem seus problemas e contraiam a doentia dependência dos que fingem querer seu benefício, se aproveitando da caridade paliativa para satisfazer seus interesses, sejam materiais, sejam socias.

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