quarta-feira, 30 de abril de 2014

Eu me recuso a tranformar a conquista afetiva em um jogo

Muita gente diz que para se conquistar uma namorada tem que lutar muito. Lutar? Não se arruma namorada com luta e sim com amor! Até parece que estão aconselhando alguém a matar uma ovelha e não conquistar uma mulher!

As regras impostas para os homens conquistarem as mulheres transformam o processo de começo de um relacionamento em um jogo, uma coisa que deveria ter graça apenas para crianças pequenas. Mas o sistema, repetindo uma tática fracassada, continua impondo esse jogo para as conquistas amorosas baseados naquele mito de que "quanto mais difícil a conquista, melhor chance de sucesso no relacionamento".

Isso está errado. O problema dos relacionamentos não está no grau de dificuldade da conquista e sim nos critérios e no procedimento. Para muitos homens, o foco é direcionado para a conquista em si, não para os objetivos desta conquista. 

Muitos homens acham divertido essa onda de suspense de uma conquista complicada e por isso mesmo, após o encerramento da conquista bem sucedida, tudo perde a graça e os homens passam a não se interessar mais pelo relacionamento iniciado, como uma criança que foi obrigada pelos pais a parar de brincar na rua quando escurecesse. A reação é parecida.;

Esse gosto pela conquista em si é que faz com que muitos homens sejam infiéis: a graça está na conquista não no relacionamento conquistado. Por isso mesmo que os homens começam a se enjoar rápido de suas namoradas ou esposas por achar que o prazer gerado por aquela brincadeira, antes do relacionamento, acabou.

Eu não sou como a maioria dos homens. Eu quero um relacionamento. Não concordo com as regras de conquista impostas por essa sociedade alienada e falida. Para mim isso só dificulta ainda mais as coisas. isso é bom para homem imaturo, afim de usar a conquista para se divertir, mas não para mim que gostaria de ter uma companheira para dividir a sua vida comigo.

As mulheres deveriam repensar suas regras e exigências e se querem um companheiro, terão que mudar de tática. As regras atuais de conquista, somada a imposição de lugares próprios para paquera (para mim, qualquer lugar deve ser lugar de paquera) tem resultado em um monte de relacionamento fracassados que, se duradouros, só por causa de interesses materiais ou puro forçamento de barra para agradar amigos e parentes.

Se a conquista afetiva para a maioria das pessoas é um jogo, pode crer que só está levando a derrotas e mais derrotas sucessivas. Está mais do que na hora de mudar de tática.

domingo, 27 de abril de 2014

Sociedade quer eliminar o romantismo das paqueras

Vivemos numa sociedade sem amor. Claro que como a maioria não sabe o que é amor, mas acha a palavra bonita, como se somente a utilização da palavra "amor" pudesse garantir a presença desse tipo e sentimento, as pessoas ainda pensam que o "romantismo está em alta", que "o amor está no ar", "que todos se casam por amor", bla-bla-bla, bla-bla-bla...

Na verdade, observando o processo de conquista da maioria das pessoas e o comportamento de muitos casais, é nítida a falta de amor entre as pessoas. Desde os anos 90 vivemos uma decadência de valores(trocados todos pela satisfação de instintos) que parece nunca acabar. E um desses valores que desaparece a cada dia é o romantismo.

E tudo começa no processo de conquista. Interessante que para começar um relacionamento que irá se concluir num casamento, numa vida estável a dois, tudo se inicia de uma maneira excessivamente lúdica e irresponsável em alguns casos. E sempre sem romantismo.

O que bares, boates e afins tem a ver com romantismo? O que tem de galântico homens jogados nos cantos das paredes, com a cabeça cheia de álcool fazendo aquela cara de mal intencionados? Como paquerar de maneira meiga e carinhosa em ambientes escuros, com luzes piscando, barulho alto, gente brigando sem motivo, em plena hora da madrugada? Mesmo de dia, nos Carnavais, o clima é muito mais de sexo do que de romantismo. Não é de se surpreender que a maioria dos brasileiros nasceu no começo de dezembro (9 meses após o Carnaval).

Se a sociedade quisesse realmente romantismo, estipularia como regra social a paquera em jardins floridos, em campos abertos, com tranquilidade, conversas sadias e músicas suaves. Mas o que se vê nas regras sociais é a imposição do oposto: boates lotadas, clima tenso, músicas aceleradas em volume alto, bebedeira, luzes piscando, tudo para deixar qualquer um mais doido que o mais desequilibrado interno de algum hospício.

E o que me irrita é que após o início dos relacionamentos iniciados desta forma tensa (adrenalina?), estressante e irresponsável, há uma cobrança social para que cada um desses mesmos relacionamentos seja amoroso e tranquilo. É como exigir que um lobo bem feroz e agressivo se comporte como carneirinho manso após se enjaulado. Qualé?

Ou a sociedade assume que o amor não faz parte de nossa sociedade ou ela muda as regras sociais e as táticas e locais de paquera para que possa haver romantismo durante o processo de conquista. Esperar que o amor venha depois de um clima tenso não me parece uma boa ideia para fazer os relacionamentos derem certo. Muito pelo contrário...

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Triste é um país que tem que depender de copa de futebol para se desenvolver

O Brasil é um país de baixíssima auto-estima. Parece que tem "orgulho" da sua condição de inferior. Prefere evoluir na "embalagem" e deixar o conteúdo apodrecer, passando do prazo. É um país fadado ao fracasso eterno e a mudanças que nunca chegam.

Já que ninguém quer mudanças no conteúdo, vamos mudar a embalagem. Vamos colocar a copa de 2014 como pretexto para embelezarmos a fachada, podando o quintal, com novas cores na parede externa, vidros novos na janela e o mais "importante": uma antena de TV bem possante para que a população possa ser devidamente hipnotizada com a ilusão do futebol.

E assim a população se sente em sua pseudo-felicidade, numa cidade mais bonita, com ônibus enormes, estádios pitorescos e... só.

Escolas com professores mal-remunerados que nunca ensinam o essencial, já que tradicionalmente  o nosso sistema educacional é exclusivamente voltado para a formação profissional. Hospitais com seres humanos morrendo nos chãos de corredores. Casas com esgotos ao ar livre. Fios de eletricidade enrolados de maneira confusa nos postes. Engarrafamentos que nunca terminam (e quando tentam resolver isto, apenas mudam os engarrafamentos de lugar). A má distribuição de renda, caracterizada por uma minoria de abastados cujo supérfluo impede a maior parte da população de ter o necessário.

Pergunto se a copa vai resolver esses problemas. Para mim, melhorias são essas que citei no parágrafo anterior. Embelezar o caos não significa melhoria nenhuma.

Os defensores da copa são gente deslumbrada, como crianças diante do Papai Noel. Lembram muito aquelas crianças que acham muito mais importante brincar do que estudar.

Triste viver num país que depende de uma copa para se desenvolver, mesmo em aparência. Triste saber que as nossas autoridades estão muito mais preocupadas em turismo do que em desenvolver a nação.

Não esperem fortunas gigantescas dos turistas. Turistas são pessoas físicas, não jurídicas e gastam como pessoas físicas. Além disso, copa é evento específico. Somente quem gosta de futebol virá para assistir. Quem não gosta, não virá nem sobre ameaça.

E pensam que toda a população gosta de futebol? Até no Brasil essa "unanimidade" é mentirosa.

Estou muito triste. 2014 está sendo um ano ruim. Um ano de muita ilusão, fantasia, onde o Brasil se transformará numa gigantesca Disneylândia, com direito a muitos patetas, que abandonarão por um mês a sagrada realidade, se curvando diante de um bando de analfabetos que não fazem nada além de correr atrás de uma bola, ganhando uma incalculável fortuna para isso. Algo que já foi mais que provado que é extremamente inútil para a sociedade brasileira.

Mas quando a festa acabar, nos lembremos da roupa esfarrapada da Gata Borralheira e da carruagem transformada em abóbora.

Mas não adianta esperar pelo sapatinho de cristal. Com certeza estará bem longe de nosso país.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O entretenimento quer tomar o lugar da arte

Para a grande maioria das pessoas, a arte é o que está aí, essa arte comercial, desvinculada da intelectualidade e da estética, levemente erotizada e exclusivamente lúdica. É o que eu ouço nos comentários de defesa de várias tendências, quando mandam.

Para a grande massa, o que elas conhecem é o que representa a cultura superior, a arte, pois é o que chega até alas. Nos países capitalistas, sobretudo os subdesenvolvidos, o lazer é alienado, preguiçoso. Ao invés de procurarem por algo diferente, as massas se conformam com o que aparece na mídia. Está fácil. É só apertar um botão. Não necessita de esforço nenhum. Esforço exigido pela pesquisa de coisas bem diferentes que as tendências midiáticas.

E isso acaba acomodando o público em geral, que passa a achar que é essa a verdadeira arte. É mais conveniente, já que pode-se posar de inteligente sem passar por esforço intelectual.

Cultura de massa: isso sim é o que está aí

Na verdade, de uns tempos pra cá, a mídia tem se dedicado quase exclusivamente ao entretenimento. É o que chamamos de mass culturecultura de massa. A cultura de massa é como classificamos todo produto da indústria cultural, esta formada por gravadoras, produtoras, empresas de comunicação, etc.. Ela existe para transformar a "cultura" em bem de consumo. Trocando em miúdos, cultura de massa é o que aparece na mídia, nos meios de comunicação mais populares. Para isso, se molda o produto (e molda-se o público-alvo também) para que a sua vendagem possa ser garantida.

Isso acontece na música, no cinema, na literatura, enfim, em todos os setores "culturais". É a cultura submetida ao lucro financeiro. A cultura de massa trabalha exclusivamente com a diversão, sem compromisso com a intelectualidade e com a estética, apenas estimulando os instintos humanos. E ganha-se muito dinheiro com isso.

Ah, mas aí vão dizer: todo artista "gosta de ganhar dinheiro". Gostar gosta, mas subordinar a sua obra a puros interesses mercantis, só os integrantes da indústria cultural. O problema não é o fato deles ganharem dinheiro com suas obras. O problema é que eles moldam o seu produto em prol do dinheiro. O dinheiro é a "inspiração poética" da indústria cultural, o que tira a espontaneidade típica da verdadeira arte. O verdadeiro artista, mesmo que ganhe dinheiro com sua obra, não tem o retorno financeiro como fonte de inspiração.

Visando o lucro fácil e também a alienação da população, a indústria cultural retira dos meios de comunicação quase toda forma de cultura autêntica (hoje rotulada pejorativamente como "erudito", "coisa de intelectual") ao acesso da população, liberando somente algumas como referência e até para tentar autenticar os produtos como artistas. Aí surge a confusão que faz com que a maioria da população considere os produtos como a verdadeira arte, pensando que o caráter mercantil dos mesmos é uma "modernização" da arte.

Entretenimento não é sinônimo de coisa ruim

Não estou aqui querendo dizer que os produtos da indústria cultural sejam ruins. Muitos são até bons,  se limitarmos ao universo da pura diversão. O que costumo reclamar é que o público em geral trata os produtos como se eles fossem algo superior, quase cerebral (sem ser cerebral), como se as mensagens inócuas que os produtos passam fossem importantes para a humanidade. Como se o trabalho deles, criado apenas para divertir, servisse para educar as pessoas e mudar o mundo.

Os produtos foram criados exclusivamente para o entretenimento, como o nome diz, só para divertir, distrair. Quem quer cultura superior, deve estudar muito, ter senso crítico e o senso estético bem desenvolvidos e não se submeter ao que a mídia diz. Deve analisar antes de aprovar (preconceitos, eu? O povão aceita seus ídolos sem questionar, e isso também é preconceito - vejam o dicionário) e verificar se o que ele representa é importante para aquisição de conhecimento. porque se não houver aquisição de conhecimento, não é cultura, não é arte, é diversão apenas.

Temos que parar de confundir diversão com arte e cultura. E reconhecer que nesse mar de diversão, quase não dá para extrair algo de cerebral e belo dele. Quem quer algo acima de mera diversão, deve procurar - e muito - fora da grande mídia. E não se iludam. Como o mercado da indústria cultural é excludente. nem tudo que está fora da mídia é "arte". Muitos produtos se formam de maneira "espontânea", mas inspirados pelos produtos da indústria cultural, herdando para si as características de cultura de massa, como acontece com os nomes menos conhecidos do popularesco (que são evidentemente cultura de massa).

Considerar algo como entretenimento não significa considerá-lo ruim. Isso nada tema ver com qualidade e sim com a função para o qual ele foi criado. Espero ter sido claro.

domingo, 20 de abril de 2014

O comodismo social e a tolerância

Vivemos na era da mediocridade. Interesses mesquinhos de poderosos, somado a um sistema educacional equivocado e a queda de muitos valores, sobretudo intelectuais, tem favorecido para que a nossa sociedade se tornasse cada vez mais crédula e cada vez menos exigente.

Pensar se tornou supérfluo e nesta confusão de valores em que se transformou a sociedade, aprendemos muito mais a aceitar os erros (como se não fossem erros - como se fizessem parte do nosso cotidiano) do que corrigi-los. Consertar erros exige um esforço que a maioria das pessoas não está disposta a ter. Então convencionou-se a aceitar os erros e transformá-los em "diversidade".

Noto que estamos cada vez piores como seres humanos. Menos racionais, menos sensíveis, nos comportamos como autênticos espantalhos sem coração e sem cérebro. Desaprendemos a raciocinar e a amar. Muitas vezes invertemos a situação quando deve ser racional ou emotivo. As pessoas escolhem seus cônjuges de forma racional (visando interesses financeiros ou não) e aceitam fatos de maneira emocional, só porque confiam no prestígio de quem os relatou. Inversão de atitudes.

Inversão de atitudes e inversão de valores também. Graças a mediocrização, adquirimos nojo da perfeição. Achamos legal ter algumas atitudes irresponsáveis, como se embriagar. Desprezamos intelectuais porque nos parecem "perfeitos demais", preferindo seguir as orientações da mais analfabeta celebridade. E a defendemos de maneira irritante quando alguém um pouquinho mais inteligente do que nós critica uma ideia irrelevante tida como "sabedoria".

Mas sempre ouço que é preciso respeitar os outros. Já que erros viraram "diversidades" e que por isso devem ser mantidos e respeitados como "certos", creio na verdade estarmos criando uma espécie de adiamento da evolução da humanidade. Para muitos os objetos é que devem se evoluir, seguindo as perspectivas do desenvolvimento tecnológico. 

Já os humanos, para a grande maioria, já estamos evoluídos. O fato de sabermos encarar as novidades tecnológicas nos dá a ilusão de perfeição, de que somos seres "prontos". Por isso mesmo recusamos, com insistente teimosias, em corrigir nossos defeitos. Defeitos que a nossa ignorância define como qualidades "um pouquinho diferentes".

Claro que não devemos ter raiva dessa gente que insiste em se manter no erro. Cerca de 99% dos brasileiros tem graves erros para corrigir (e não estou falando de moral - o intelecto até mesmo de muitos pós graduados deixa muito a desejar). Mas o que os 1% dos que pensam um pouco melhor (ninguém é perfeito - mas existem os que estão dispostos a evoluir, sem a falácia de se acreditarem "prontos") devem fazer diante da maciça teimosia da grande maioria que não quer mudar?

Pense que estamos vivendo na infância da humanidade. Claro que você não vai chegar a um integrante dessa imensa maioria e dizer isso. Quem se acredita "pronto"  se julga maduro e perfeito. Vai entender como ofensa qualquer tipo de comentário que revele suas nãos assumidas imaturidade e ignorância. 

Pense para você mesmo, sem dizer a ninguém. Aceitando a imaturidade coletiva, serpa um pouco mais fácil de tolerar, já que os que se acreditam "prontos", na verdade estão esperando que algum fato possa mostrar que eles ainda tem muito ao que aprender. Uma coisa que certamente acontecerá a longo prazo, já que o tempo exige mudanças para se evoluir.

Essa grande maioria age como crianças que em suas brincadeiras, acreditam serem heróis, mestres, feiticeiros, etc.. Acreditam que tudo o que conhecem é tudo que existe. O mundo além disso lhes parece distante aos olhos. Essa miopia intelectual ainda não está em condições de serem curadas, fazendo com que tudo permaneça como está.

Mas não pense que tolerar e se conformar são a mesma coisa. Continuamos a não aceitar os erros. Simplesmente  o que devemos fazer é não usar esse erros para desenvolver a intolerância e o desrespeito. Quando ouvimos uma bobagem dita por uma criança, não entramos na brincadeira para demonstrar simpatia? Com os adultos mais crédulos é a mesma coisa.

Só que da mesma forma que sabemos que a criança está equivocada e que quando crescer ela defenderá ideias melhores, também devemos ter a paciência de imaginar que todas as pessoas serão altamente intelectualizadas um dia, mesmo que demore milênios para isso.

Outra coisa. Se pudermos encontrar entre esses 99%, pessoas mais humildes, capazes de agregar conhecimento novo aos seus valores, poderemos tentar, de modo gentil, a estimulá-la a corrigir seus erros e se tornar uma pessoa mais racional e mais sensível. Mesmo que isso seja difícil hoje em dia, devemos sempre estar preparados para que exista alguém disposto a nos ouvir.

Um dia melhoraremos. Por enquanto teremos que engolir alguns absurdos. A humanidade brasileira ainda se encontra muito bem confortável em sua doca infância. Tolerar é uma atitude a se tomada, embora nunca devemos concordar com erros. Mas nunca devemos usar esses erros para criar um clima ruim que só piorará as coisas, adiando ainda mais a já bem adiada evolução da humanidade.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Redes sociais são uma ilusão

Com a presença da internet em nosso cotidiano, surge com ela o que se chama de redes sociais. As redes sociais são sites (como o Orkut, o Facebook, etc.) que, por meio de contas protegidas por senha, o usuário entra em contato com pessoas para manter a comunicação mesmo nos momentos em que não estão presentes no mesmo lugar. Foi para compensar distâncias que as redes sociais foram criadas, além de servir para oportunidade para conhecer novos contatos.

Mas o que está acontecendo é que a função das redes sociais está sendo superestimada. Em muitos casos está substituindo o contato presencial. E para piorar se torna também uma ilusão para pessoas com dificuldades de sociabilização, seja por timidez, ou por não concordar com os hábitos e gostos da maioria em determinados aspectos. Para estas, as redes sociais se tornam uma falsa compensação para a vida social que não possuem na realidade.

"Amigo" não é amigo, é seguidor

Uma das ilusões das redes sociais é a denominação da lista de seguidores usando a palavra "amigos". Sinceramente, não dá para chamar de amigo um cara que está na sua lista e que você não tem a oportunidade sequer de um pequeno papo, descartando toda e qualquer forma de afeto que caracterizaria uma verdadeira amizade. Proponho a mudança do nome desta lista para "seguidores". nem a palavra "contatos" serve, já que muitos não escrevem bulhufas. Nem mesmo para descer o cacete no dono da lista.

A televisão ainda é a grande "professora" da sociedade brasileira

Nos meus 7 anos de participação em redes sociais, tive muito mais decepções do que boas impressões. As redes sociais mostraram um Brasil bastante atrasado em matéria de mentalidade humana, mostrando que a evolução tecnológica pode estar criando uma estagnação na evolução intelectual e moral da sociedade. Não são todos, mas uma gigantesca maioria dos freqüentadores das redes sociais são pessoas de senso moral atrofiado, de verdadeiros ignorantes, pessoas sem referencias culturais (e que por isso acabam entendendo tudo errado, e pasmem: com os aplausos da grande mídia) e de pessoas que defendem valores ou retrógrados, ou que prejudiquem alguém ou algum grupo.

Noto que a internet, para os brasileiro, ainda não serviu para mostrar-lhes novas ideias e novos modos de pensar, se divertir e interagir com outras pessoas. A internet só está servindo , e isso é evidente nas redes sociais, para que as pessoas mostrem, como se fosse um troféu, os valores que aprenderam em outros meios de comunicação, sobretudo a televisão que, embora todos neguem, ainda é o meio mais influente para a sociedade brasileira. Prova disso é que ninguém - exceto eu - abre mão de ter a sua "máquina de fabricar doido" no meio da sala de estar, chegando a passar fome para comprar uma.

E esse desperdício das redes sociais é mais uma prova de que as mesmas não passam de uma ilusão, de uma nova forma de brincar que só serve para passar alguns momentos, na infeliz iniciativa de querer ser melhor que o outro, mesmo provando ao contrário, através da defesa de coisas que não ajudam em nada a evoluir nem a mente nem o coração.

As redes sociais se tornaram as pátrias dos robôs, sem cérebro, sem coração e que só começam a funcionar acionado por algum dispositivo que lhes diga o que deve ser feito - no caso a televisão. 

Para piorar, temos o óbvio fato de que as redes sociais nunca substituem nem substituirão o necessário e até instintivo contato humano, algo que nenhuma tecnologia conseguirá compensar.

Porque o legal é o convívio pessoal. Legal é saber que o Brasil é um país imenso, diversificado e que impor a mesmice de ideias, além não respeitar quem pensa diferente da maioria é um grande erro que nossa sociedade ainda não aprendeu a extirpar e algo que não combina em nada com a nossa vocação para a diversidade. Milhões de robôs pensando em uma só coisa (como acontece, por exemplo, no futebol durante as copas), não é algo tipicamente humano.

A má utilização das redes sociais é uma prova de que as mesmas estão sendo inúteis no seu papel de virtual parquinho de diversões da garotada que insiste em não amadurecer.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Tenha a gentileza de respeitar o Gentileza

No mundo, principalmente no Brasil, quando algo vira moda, há uma adesão automática das massas, que assimilam sem compreender e difundem isso até que um dia deixa de ser "moda" e todo mundo larga, passando a fazer o mesmo com outro "modismo.

Uma das modas na Região Metropolitana do RJ é puxar o saco do Profeta Gentileza, aquele homem bondoso que foi mal compreendido quando vivo, tratado como louco e que só queria fazer a caridade de forma bastante radical, largando todos os seus bens e saindo por aí ensinando o amor ao próximo.

Muita gente sem gentileza está usando camisetas, calçados e outras coisas, com frases e escritos que lembram as deixadas pelo profeta, mas sem realmente saber o que estes escritos significavam. É como se puxar o saco do profeta e usar as suas frases em camisetas por si só fizessem quem usasse, um ser humano melhor. Nada disso.

Gentileza foi um ex-empresário de médio porte que largou tudo para fazer caridade. Teve uma participação intensa no socorro às vítimas do famoso desastre de um circo em Niterói. Andava pelas ruas com seus cartazes tentando chamar a atenção para a sua causa.

Ao morrer em 1996, passou a ser tratado como "símbolo" do Rio de Janeiro. Desde então,virou moda usar as suas frases em roupas e objetos. Virou uma espécie de "passaporte" para todo mundo posar de "gentil". Um horror.

Para piorar, a família do profeta não ganha nada pela utilização dessas frases, vivendo com dificuldades. Gentileza não era contra o dinheiro, mas contra o abuso de sua utilização. Abuso que é estimulado pelo Capitalismo. Muita gente está ganhando o dinheiro da ganância, por usar as frases do simpático velhinho.

Triste saber que ainda ninguém consegue entender o amor ao próximo. Poucos estão preparados para ajudar o outro de verdade.

O que sei é que não é usando as palavras de Gentileza que tornaremos a sociedade melhor. Melhor seria seguir seu exemplo. Não radicalmente como ele fez. Mas pelo menos repartindo o que temos de excessivo e inútil, além de eliminarmos a ganância e desistir da ideia de "batalhar" para sermos melhores que os outros.

Gentileza era um homem gentil. E não é nada gentil o que estão fazendo com suas lições.

sábado, 12 de abril de 2014

As mulheres reclamam de falta de homens. Talvez estejam procurando no lugar errado

Em entrevistas para a TV, em redes sociais, em conversas entre amigos, enfim, segundo o senso comum, as mulheres costumam reclamar que está faltando homem. Geralmente as declarações são dadas por assíduas frequentadoras de boates e festas noturnas. Algo deve estar errado.

Sabemos que as mulheres não gostam de paquerar nas ruas, bibliotecas, ônibus, em lugares comuns no cotidiano. Mulheres quando querem arrumar homem, que não seja no trabalho, na escola ou na vizinhança, elas vão aos bares ou boates. Elas, assim como o senso comum, acreditam serem os lugares  ideais para paqueras. Grande erro.

Para quem vive declarando que gostaria de um relacionamento estável, carinhoso, respeitador, está procurando no lugar errado. Muitas mulheres se queixam de que só tem encontrado cafajestes. Ora, indo no habitat dos cafajestes, só vai encontrar cafajeste. Ou elas iriam encontrar carneirinho no habitat dos lobos?

Bares, boates e afins são lugares para quem não quer relacionamento estável, para quem só quer se divertir as custas do sexo oposto. Pesquisas mostram que homens dispostos a relacionamentos mais estáveis, como eu, cada vez mais fogem desses lugares. E isso nada tem a ver com moralismo. É porque uma pessoa com o comportamento alterado pelo álcool é logicamente bem menos confiável do que alguém com a mente sóbria. Mas estranhamente as mulheres preferem confiar em um bebum, já que argumentam que é "menos seguro" paquerar em outros lugares.

Como pode ser mais confiável alguém que está com os reflexos alterados por causa do álcool? Mais uma das contradições tipicamente femininas. Mulher é bicho que adora uma contradição. Faz tudo para obter o que não quer.

Homens que querem algo sério preferem paquerar de dia em lugares mais sóbrios. Até uma boa caminhada na orla é uma ótima oportunidade de paquera. Mas para as mulheres, parece que não. Se o marido chegar bêbado em casa na madrugada de sexta para sábado, não reclamem. Vocês escolheram.

E nesse caminho, as mulheres continuam com seus casamentos infelizes, tentando entender porque o relacionamento tomou esse rumo, sem saber que a resposta está bem em frente de seus olhos. E o pior que elas sempre tentam corrigir um erro repetindo o mesmo erro. Continuam usando a mesma tática, derrota após derrota.

Se as mulheres não mudarem de hábitos e conceitos em relação às paqueras, vão terminar suas vidas abandonadas, ou fazendo ginastiquinha no parque ou orando em uma igreja.

Existem muitos homens solitários ansiosos para terem um relacionamento decente e estável. Basta às mulheres procurarem nos lugares certos.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Opiniões divergentes é sinal de atraso intelectual da sociedade. Duas ideias opostas não podem estar igualmente corretas

Estava lendo recentemente uma postagem em um fórum em que duas pessoas discutiram por causa de divergência. Uma terceira, alheia à discussão, disse que ambos deveriam parar porque era "sadio" que houvessem opiniões diferentes. "O que seria do mundo se não fossem as opiniões diferentes?" retrucou o tal terceiro.

Por enquanto, diante da atrasada evolução que o planeta - e o Brasil ainda mais - se encontra, é aceitável haver opiniões diferentes. Elas aparecem porque ainda não sabemos - ou não queremos - analisar as questões de maneira objetiva. 

As ideias que boa parte das pessoas defende não passam de convicções adquiridas subjetivamente por base de experiências pessoas de vida e em quase todos os casos a defesa de uma ideia soa benéfica ao seu defensor, o que fica quase impossível mudar de ideia. Com isso, permanece-se até o fim da vida com tal ideia, a não ser que a mesma cause prejuízos ao seu defensor.

A lógica diz que não há como ideias opostas estrem igualmente corretas, o que prova que quando há divergência, só existe duas hipóteses: ou todos os defensores estão errados, ou apenas um está correto. Não há como todos ou mais de um ponto de vista estarem corretos.

Em toda a minha vida, mudei muito de pontos de vista. Parece coisa de indeciso, para a maioria das pessoas, que tratam opinião como patrimônio. Mas eu tive a coragem e a humildade de perceber que estava errado e procurar a forma mais racional de compreender as coisas. Ainda estou longe da perfeição - ainda estou no estágio beta, em constante alteração - mas cada vez mais melhoro a minha compreensão sobre as coisas.

Muito temos que aprender com nós mesmos. Ter a coragem de largar as zonas de conforto - ideias ou situações que trazem benefícios apenas aparentes ou paliativos - para que analisemos fatos nos ajudariam muito a refletir melhor sobre o que nos rodeia para que no final, toda a humanidade passe a defender apenas ideias coerentes e racionais.

Enquanto ficarmos com nossas convicções pessoais adquiridas mais pela credulidade do que pela razão, continuaremos brigando com as pessoas numa disputa inútil para ver quem está certo. Para no final descobrirmos que estamos todos errados, mantendo todos os erros e problemas que insistem em permanecer por décadas.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A bondade necessita do intelecto para se tornar mais eficiente

Uma das coisas que noto é que boa parte da população crê ser desnecessária a evolução intelectual dos seres humanos. Basta ser bonzinho, fazer o que eles entendem como caridade e boas ações e está tudo perfeito. 

Mas o que se vê é que este tipo de caridade feita sem o amadurecimento intelectual  resulta em benefícios paliativos que não duram e não resolvem de fato os problemas, servindo muito mais de compensação e consolação do que como soluções.

Mas porque não usar o intelecto? O que tem de mal questionar, contestar, analisar para que os benefícios sejam de fato muito mais eficientes? Essa repulsa a tudo que é intelectual, hábito que virou moda no Brasil, está na verdade perpetuando os problemas, já que ao invés de um planejamento sério para seu desaparecimento, prefere-se soluções paliativas, que são mais fáceis e de aplicação menos onerosa e mais rápida.

E o resultado? Fica tudo como está. Finge-se que está tudo bem, que somos um povo feliz e que está tudo realizado. Ou se não está realizado, adia-se a felicidade para o futuro, cacoete constantemente e tradicionalmente cometido pelas religiões que prometem muito e nada cumprem. Mistério da fé? Ora, vão enrolar outro!

Devemos sempre contestar os erros de nossa sociedade, mesmo os que aparentemente soam como benefícios (como a alienação, ainda não considerada um malefício, embora seu nome ainda carregue uma carga negativa em sua semântica. Devemos contestar e propor soluções, sem agredir ou humilhar. Analisar friamente sem crendices ou outras convicções subjetivas, preferindo observar fatos, alternativas e com paciência e planejamento, chegar a soluções que realmente resolvam os problemas, e não apenas servindo de consolo inerte para que "corações sofredores" aceitem seus problemas e contraiam a doentia dependência dos que fingem querer seu benefício, se aproveitando da caridade paliativa para satisfazer seus interesses, sejam materiais, sejam socias.