quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Neste Natal, pensemos nos solitários

Para muitas pessoas (felizmente não para mim - todo ano passo os festejos com familiares), o Natal é uma época solitária. Famílias e amigos se reúnem diante de uma ceia para festejarem os rituais natalícios e quem mora sozinho ou tem pouco contato com amigos e parentes que moram longe. E também temos hospitalizados, indigentes, entre outras pessoas que estão isoladas por diversos motivos e que nesta época sentem bem mais tristeza do que a alegria que seria adequada a época.

É muito triste para qualquer um se sentir sozinho - tanto é que a maioria dos brasileiros se submete às regras sociais impostas pelos costumes e pela mídia, justamente para não perderem o acesso à amizades - já que o ser humano é um ser social. E muitos dos benefícios que obtemos, em destaque emprego e namoros, são concedidos por outras pessoas.

Pensemos nesta noite naqueles que estão solitários, sem visitas, sem alguma demonstração de carinho. Para estes, um presente de Natal nada mais é do que um a demonstração sincera de afeto.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A admiração e o respeito para com as pessoas que erram

Já notaram que pessoas que são exemplares, que se esforçam para evoluir, são mais patrulhadas que as pessoas que erram? Que pessoas de índole duvidosa costumam ser respeitadas? Que trolleiros ou pessoas mal intencionadas não são impedidas de arrumar amigos? Que verdadeiros cavalheiros vivem solidão crônica enquanto verdadeiros cafajestes n]ao param de conquistar mulheres?

Um fenômeno estranho, derivado da falta de valores sólidos que caracteriza nossa sociedade atual, tem acontecido com frequência: o respeito e a tolerância com maus, incompetentes e ignorantes. Ter defeitos passou a ser uma qualidade e por mais estranho que pareça, essa ideia faz sentido. 

Muitos famosos e não famosos que cometem erros tem sido cada vez mais respeitados e admirados. Ser injusto, cruel e ignorante não impede mais alguém de ter amigos e cônjuges. Incompetentes tem sido cada vez mais contratados pelas empresas só porque conseguem se comportar de forma esperada nas entrevistas de empregos. Homens burros e mal intencionados têm contraído matrimônio com cada vez mais frequência. 

É correto valorizar pessoas incapazes de agregar e solidificar algum valor evoluído na sociedade? Claro que não é correto, pois estimula a estagnação intelectual e moral da sociedade. 

Parece que todos confundem respeitar o defeituoso com aprovar o defeito. O ideal seria que as pessoas que tem índole e intelecto duvidosos ouvissem os conselhos de pessoas mais virtuosas e se livrassem dos defeitos. Mas ao invés disso, não somente as pessoas defeituosas se tornam respeitadas e admiradas como também seus defeitos passam a se converter em qualidades, dado o prestígio social de quem comete erros.

Mas outra coisa que acontece é que sabendo que erros cometem, as pessoas ficam tranquilas por achar que tal pessoa errada não irá cometer erros piores. Um exemplo: um marido que trai sua esposa com frequência, acredita a sua esposa, não irá violentá-la, pois seu pior defeito é simplesmente traí-la. Então, tolera-se a traição, pois ela não parece danosa a esposa, por mais incômoda que pareça.

Enquanto para muitos, os errados não parecem ameaçadores, os não-errados despertam desconfiança. Baseada na crença de que ninguém é perfeito, a ausência de grandes defeitos parece esconder defeitos graves. É como se uma pessoa virtuosa escondesse uma discreta personalidade psicopata, coisa que muitas vezes só existe nas mentes das pessoas excessivamente desconfiadas. 

Por isso que muitas pessoas preferem ficar com os errados: se ninguém é perfeito e os erros deles são esses, talvez não haja erros piores. 

Para a sociedade atual, os corretos são os "verdadeiros errados"

É um pensamento preconceituoso, pois se esquecem muitos que há pessoas dispostas a eliminar seus defeitos. Há gente que quer se evoluir. Mas a ideia de imperfeição humana - frequentemente esquecemos que erros são sinal de imaturidade, com o amadurecimento, defeitos desaparecem - nos faz fugir dos corretos e nos aproximar dos errados.

Esse preconceito contra os corretos é algo que deverá sumir com o amadurecimento da sociedade. Quando formos capazes de entender que, apesar de humano, o ato de cometer erros é um sinal de falta de compreensão do que acontece ao redor, vamos começar a ver que é possível sim, eliminar os nossos defeitos, nos preparando para sermos capazes de melhorar cada vez mais a nossa sociedade. Pois somente eliminando os nossos defeitos é que vamos eliminar os problemas, as injustiças e os danos. 

Pois esses problemas, mesmo que não percebamos, se originam de nossos defeitos. Se tudo está errado, é porque ainda fazemos tudo errado. Corrijamos nosso caráter e nossa compreensão da realidade, se quisermos consertar o mundo ao nosso redor.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Saber inglês é escudo contra falsas informações

Para muitas pessoas no Brasil, a única fonte de informação que conseguem receber/entender é a local, por causa da ausência de barreira linguística. Com isso há um grande limite de fontes que pode distorcer qualquer informação a ponto de, inclusive, transformar qualquer mentira em verdade.

Além disso, o não entendimento do idioma inglês, somado com os mitos construídos pela mídia local pode fazer com que um artista medíocre estrangeiro seja tratado como o máximo da genialidade por aquele que não consegue entender o idioma natal do tal ídolo.

Dois casos me inspiraram a escrever este texto, observando o perigo de uma informação mal interpretada pela incapacidade de uma pessoa de entender um idioma que é considerado desde anos a linguagem oficial do mundo.

Um é a mania exagerada dos brasileiros de classificarem produtos do hit parade norte-americano como "mestres da música". Outro é o excessivamente divulgado, mas falso sucesso de Michel Teló no exterior.

A qualidade dos produtos não está na arte

A música comercial, criada nas gravadoras, foi feita apenas como entretenimento. Não tem compromisso com arte ou intelectualidade. Foi feita apenas para distrair as pessoas e ganhar dinheiro com isso. Suas características são planejadas após pesquisa publicitária e resultam numa sonoridade padronizada a cada época, obedecendo as regras exigidas pelo mercado das paradas de sucesso. Suas músicas são pré-planejadas para o sucesso garantido.

A música comercial representa o que podemos chamar de "fast food musical", já que é algo que agrada, que seduz, mas não traz melhorias , lições ou algo que possa mudar a vida de alguém ou da sociedade. Como fast food, serve apenas para satisfazer o paladar, no caso, auditivo. Como um delicioso hambúrguer que não alimenta.

Mas a falta de informação do povo brasileiro, a falta de acesso a uma cultura verdadeira, somada ao desconhecimento do idioma inglês e da submissão à mídia oficial, fazem com que, carentes da verdadeira cultura e verdadeira arte, coloque esse fast food musical no lugar, se esquecendo de que como nomes comerciais, produzidos, pré-planejados, não possuem espontaneidade, nem obrigação de oferecer arte superior ao público alvo, que muitas vezes tem senso artístico atrofiado.

Se entendessem inglês, poderiam checar as letras - normalmente vazias de conteúdo - já que servem apenas de fundo para o ritmo, verdadeiro protagonista da música comercial, pois, como falei, a música comercial não possui compromisso com a arte superior. E não se assustem: isso faz parte da música comercial, interessada apenas nos lucros com a diversão alheia.

Sabendo inglês, os brasileiros poderiam ainda se informar mais sobre os nomes comerciais, endeusados pela mídia brasileira como "mestres da arte musical", mas que na verdade não passam de empregados de grandes produtores, a executar a função de meros geradores de diversão, sem preocupação alguma de melhorar a vida de quem quer que seja, com seu fast food musical.

O sucesso internacional de Michel Teló é conversa fiada para aumentar popularidade no Brasil

Outra vantagem de se saber inglês, é que podemos verificar as informações por um número maior de meios, fugindo do monopólio midiático local, interessado em hiperbolizar qualquer informação a ponto de promover os produtos locais como se fossem melhores do que são.

Está se espalhando pelo país a notícia do suposto sucesso internacional do cantor brega Michel Teló. Para quem não sabe inglês e se encontra refém da mídia local, certamente cairá direitinho na lábia da nossa mídia oficial, acreditando que o sucesso dele é estrondoso.

Mas quem sabe inglês, tem a oportunidade de verificar em sítios estrangeiros que o sucesso atribuído a ele pelo mundo a fora é muito falso, se reduzindo a poucos brasileiros espalhados pelo mundo, que divulgam aos seus amigos, como foi feito pelos jogadores brasileiros do Real Madrid, famosos pelo mau gosto musical. Além disso, o público estrangeiro, melhor instruído, encara Teló como uma mera bobagem feita apenas para causar risada, nunca levando a sério por isso.

Saber inglês é importante para que além de estarmos mais informados sobre o que realmente acontece pelo mundo, conhecer o que pensam na verdade os "mestres" da música, frequentemente rotulados de gênios simplesmente porque frequentam assiduamente a grande mídia, graças a seu sonzinho mediano feito para vender, com letras que nada falam sobre coisa nenhuma, que são servem mesmo para fazerem as pessoas cantarolarem enquanto assistem a última coreografia da moda.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

As novas religiões do Brasil

O povo brasileiro tem preguiça de raciocinar. Não que não tenha capacidade para isso, mas é porque acha que raciocínio só deve ser utilizado no emprego e nos estudos. Nas horas vagas, para a maioria, é melhor descansar o cérebro e se esconder nas ilusões. E para isso, nada melhor que aceitar cegamente valores consagrados pela sociedade e que não param de ser difundidos pela grande mídia, tão interessada em submeter as pessoas.

E nesse festival de credulidades, onde ideias, costumes, preferências, convicções, se consagram não por serem realmente boas e úteis, mas por que a crença as define como tal. Como ninguém quis verificar se tudo isso realmente confirma o que parece, os brasileiros preferiam aceitá-las cegamente, baseando-se no prestígio de quem as difunde ou na adesão da imensa maioria da população. No Brasil, erro cometido pela maioria é considerado acerto. Para eles é melhor assim.

Inspirado na credulidade, que é típica das religiões que, sem exceção, difunde lendas fictícias como se fossem fatos reais e condiciona a aceitação disso como motivo de salvação, resolvi fazer uma lista de novas "religiões", com ideias cegamente aceitas pela sociedade e repetidas como mantras, como se a crença nelas pudesse trazer a salvação. Pelo menos a salvação fictícia, aquela que traz uma alegria provisória imersa em vários tipos de ilusão.

Vamos à novas religiões do Brasil.

FUTEBOLISMO

É, na verdade a maior religião (sem aspas) do país. Ganha em seguidores até dos poderosos catolicismo e das inumeráveis variações do protestantismo. O fanatismo é tanto que, em seu principal campeonato, ocorrido de 4 em 4 anos, o país todo para, como se uma entrada de uma bolinha em uma trave pudesse trazer a prosperidade a a dignidade que deveriam vir de forma mais concreta. 

O fanatismo também transformou essa religião em obrigação social, condenando o não-adepto ao isolamento social e ao rótulo de "antipático", na melhor das hipóteses, claro. Há rótulos bem piores que é melhor nem citar. 

Nesta religião, os jogadores são os santos, os técnicos os sacerdotes e os cartolas os deuses. E as partidas verdadeiras missas que fazem a população largar tudo para poder assistir. Afinal, é uma obrigação para eles, fazer o quê?

CAPITALISTISMO

Você não leu errado. É isso mesmo: Capitalistismo. A adoração a capitalistas. Já repararam que ninguém fala mal de capitalistas? Falam mal de políticos, mas não falam mal de empresários, executivos, etc.? Se esquecem que os políticos mais corruptos são empresários "nas horas vagas" e que a carreira política serve para aumentar ainda mais o poder e o patrimônio que já é grande nas mãos deles. O povo brasileiro deve estar realmente precisando de emprego, para insistir em puxar saco de capitalistas.

O povo brasileiro, tradicionalmente masoquista, se alegra, mesmo sem saber, do salário mínimo que recebe, ainda escravocrata e que nunca satisfaz as necessidades garantidas pela Constituição Federal. Empresários, mesmo sendo exploradores explícitos, são idolatrados, obedecidos, admirados. Ninguém quer saber da trajetória deles, preferindo acreditar na lenda de que "todos sofreram para chegar aonde estão". É lindo ver todo mundo, até mesmo os donos do poder,  posar de "coitadinhos".

Os capitalistas são os grandes sacerdotes de um sistema que se caracteriza pela má distribuição de renda e pela manipulação do pensamento social. São ditadores implacáveis que por não usarem armas  de fogo, são considerados doces democratas por uma sociedade crédula que nem sabe que é objeto de chacota de seus "mestres" quando estes se trancam às quatro paredes de seus refrigerados escritórios de luxo. 

MICHAEL JACKSONISMO

O brasileiro ainda mantém o cacoete infeliz de achar que tudo que os EUA faz é melhor que o que fazemos. Acreditam que a cultura - de mercado - produzida por eles é perfeita, pelo simples fato de ter sido exportada para quase todos os países. 

Os muitos ídolos lançados pelo pop comercial estrangeiro, nascidos das provetas dos escritórios de gravadoras e produtoras, são tratados como verdades absolutas, como se fossem artistas puros, até como intelectuais a serviço do esclarecimento mental de toda a sociedade. Pudera, ninguém traduz suas letras para perceber as besteiras que eles cantam em inglês. Ou besteira escrita em inglês é sabedoria? 

Ninguém percebe também todo o trabalho sujo que é feito para transformar alguém medíocre e sem vocação artística em um ídolo. Como nos dois casos anteriores - e isso a caracteriza como religião - as pessoas preferem assimilar o que acontece com estes ídolos como lenda, preferindo ignorar fatos. São capazes de achar que um medíocre ianque é mil vezes melhor que um gênio brasileiro, só porque acredita que a nacionalidade do tal ídolo lhe dá um poder superior a nós, eternos terceiro-mundistas. Balela! 

Música ruim ou mediana existe em todo o lugar e não é porque um ídolo mediano é difundido como "gênio" que signifique ele ele seja gênio de fato. Pode ser um mito construído. Desligando os holofotes vira pó. Igual aos "santos" de qualquer religião, alheios aos fatos da realidade.

BRTISMO

As grandes cidades já não comportam tantos problemas, principalmente os de trânsito. É cada vez maior o tempo de ida e chegada de cidadãos de vários lugares aos seus lares. Algum planejamento deveria ser feito para resolver isso. Aí um belo dia, um arquiteto curitibano teve uma ideia de criar um sistema, que mais tarde foi batizado de BRT (Trânsito Rápido de ônibus, em inglês), instalado em sua cidade natal. De início até melhorou, mas recentemente mostrou falhas. 

Com os grandes eventos esportivos que o Brasil irá sediar (como se a população inteira do Globo Terrestre pudesse pairar por aqui em nossas plagas), cismaram em instalar no país todo o sistema de Curitiba, se esquecendo que nem todos os municípios possuem as mesmas características da capital paranaense. E aí da-lhe demolições de casas, reservas florestais, obras caríssimas com direito a desvios de verbas, para implantar algo que na verdade deveria ser apenas um aspecto de qualquer projeto de mobilidade urbana, mas é tratado como se fosse o principal por alguns, e até como "O Projeto" por outros. Se esquecem até da questão que, se não houver redução dos automóveis, o BRT não passará de mero enfeite.

Essa adoração ao BRT não leva em conta outros aspectos de mobilidade que são automaticamente esquecidos, graças a beleza e a imponência do sistema de belos veículos articulados rodando em vias ainda mais belas. E aí, os problemas não relacionados com o BRT se mantém inteiros, provando a inutilidade do sistema curitibano que na verdade poderia ter sido substituído por um profundo estudo de remanejamento das linhas de ônibus que já existem. Mas isso não aparece, não tem a pompa necessária para fazer as pessoas gritarem "Oh!". Fioquemos com o "santo" BRT e mantenhamos os outros problemas de mobilidade. A beleza dos articulados serve de maquiagem para a feiúra de nossa mobilidade urbana.

Existem outras religiões. Mas estas são as mais fanáticas. Quando os "deuses" destas caírem, veremos que tudo não passou de mera credulidade. Meras lendas tomadas como fatos da realidade.

sábado, 29 de novembro de 2014

O Clima afeta o humor humano

Durante a caminhada semanas atrás, me pus a pensar. Ainda estava ensolarado, mas como costuma chover no sudeste, pensei: porque as pessoas entristecem quando o sol não aparece?

O clima influencia muito o humor humano. É fácil perceber que países com clima tropical costumam ser mais alegres e países mais frios, costumam ser mais tristes. Isso explica o alto grau de suicídios nos países do hemisfério norte, mesmo com a excelente qualidade de vida que oferecem à população. Se a vida está boa nos países desenvolvidos, porque muitos se matam?

Simples: o ser humano é um ser social. Chuva, neve, tempestades de todo o tipo, obrigam as pessoas a se isolarem. É por causa desse isolamento que ocorre a tristeza, e por consequência, o suicídio.

Em localidades de clima ensolarado, nota-se uma maior alegria, já que o sol convida a todos a saírem de casa, ter contato com outras pessoas e visitar lugares desejados, espantando a monotonia e a solidão.

Por isso que países pobres, mesmo com péssimas qualidades de vida, a população se sente mais alegre. Pois nada, nem uma vida abastada, substitui uma companhia agradável e útil.

Realmente, ninguém gosta de se sentir sozinho. A solidão é o pior mal. Pior que qualquer coisa.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Brasileiros confundem entretenimento com arte

O motivo de muitas brigas envolvendo fãs de determinado ídolo é a exagerada importância que os seus fãs dão a ele, baseados exclusivamente no gosto pessoal. Como se a importância cultural de um artista dependesse de uma simples preferência subjetiva ("ele tem valor cultural por que gosto dele", diria algum fã). Alguns até tentam justificar de maneira pomposa, mas se percebe claramente que o gosto pessoal, além do sucesso nas paradas e a vendagem (que é um quesito econômico e não cultural)de cds, videos, ingressos, etc..

Na verdade isso se dá graças a clássica confusão entre diversão e arte, entretenimento e cultura. Temos a mania de aumentar a importância de tudo ligado ao lazer. Futebol é patriotismo, Novelas refletem a vida real, esporte é Educação, e música de mercado é arte, cultura.

Nos EUA, existe o que os intelectuais chamam de cultura de massa. A definição é deles, pois definir algo gerado pelos meios de comunicação, com intenções puramente mercadológicas (olha a Economia aí, gente!) como "cultura", soa bem estranho.

A cultura de massa (mass culture), se caracteriza por alguns aspectos, por exemplo, na música:

- musicas padronizadas
- sua música é pensada para o sucesso induzido, não apenas sucesso consequente
- o visual tem mais importância que a sonoridade
- letras falam basicamente sobre dança ou sobre relacionamentos
- há a presença de dançarinos em concertos, que possuem status de "músicos"
- atitude exagerada (ou carola demais ou junkie demais)
- falta de espontaneidade, gerada pelo sucesso obrigatório

Para quem não entendeu, o que difere o sucesso induzido do consequente é que o induzido é pré-planejado, o que gera uma garantia. O fã não admira naturalmente, ele é induzido a admirar. O ídolo é calculadamente projetado para seduzir o público. No consequente, não há essa planejamento. O ídolo faz o que ele acha que deve fazer e o sucesso pode vir ou não. O método do sucesso induzido dá muito certo em sociedades com gente de baixa instrução, como no Brasil, onde até jovens de nível superior possuem nível intelectual baixíssimo, já que nossso sistema educacional não prioriza a inteligência e sim a memória.

Esse sucesso induzido passa a gerar uma crença de que a arte é assim, por costume. Como pessoas não-esclarecidas (mesmo as não assumidas, viu, "sabidões"?) não contestam nada (só contestam os contestadores) , aceitando as coisas como são, acabam por definir como "arte" a mass culture, já que é o que chega até ela. E tome "Michael Jackson é gênio" pra lá, "Funk é movimento cultural" pra cá e assim a cultura vai se nivelando por baixo.

E a verdadeira cultura, onde fica? Virou "erudita", coisa de "intelectual" (pejorativamente falando). Como se "intelectual" não fosse o mais inteligente, mas o mais metido, dotado de uma sabedoria "artificial", gerada pelos meios acadêmicos. Para muitos, a verdadeira inteligência é a que eu me refiro como "burrice". O jogador Neymar que o diga.

E desta forma, muita confusão acontece, pois quem defende os ídolos postiços e descartáveis da mass culture , por acreditar que eles representam a "verdadeira cultura", teima em não pesquisar a verdadeira cultura, se submetendo as regras impostas pelos empresários de gravadoras, rádios e redes de televisão, sedentos pelo lucro fácil que um artista-postiço pode gerar.

A diversão é algo válido, mas não foi feito para ser levado a sério. Serve para os momentos de ócio, para dar umas sacudidas no esqueleto e descartar depois. É burrice ficar defendo entertainers, como se eles pudessem transmitir sabedoria.

Michael Jackson salvou o mundo? Madonna também? Ivete Sangalo dá lições de sabedoria? Alexandre Pires vai fazer revolução? Guns'n'Roses é rebelde? Restart também? Britney Spears idem? Justin Bieber ibidem? Nada disso. Nenhum deles e muitos parecidos com eles, faz nada além de divertir as pessoas, do mesmo modo que mágicos ou palhaços em um circo. Acreditar que eles representam a autêntica cultura mundial é ofender a arte, é achar que a arte tem que ser medíocre e transitória, feita para embalar bebedeiras e amassos de namorados.

Sinceramente, as pessoas precisam ler mais cobre cultura e arte, ao invés de ficar ouvindo pitacos de apresentadores de televisão, que não estão nem aí para sabedoria populares estão muito mais interessados em engordar cada vez mais a sua obesa conta bancária, felizes por saber que a "fábrica de idiotas não para de funcionar".

terça-feira, 25 de novembro de 2014

As Redes Sociais não me dizem muito

Participo de redes sociais de desde 2005, quando entrei no Orkut. Lamento dizer que a iniciativa só me trouxe decepções. Me deu muitas decepções com seres humanos, mostrando que a nossa espécie está longe de se libertar dos instintos e a sobrevivência ainda é a única e total preocupação, em detrimento da evolução intelecto/moral.

As redes sociais na verdade deveriam servir para conhecer novas pessoas através de afinidades e para manter contato com pessoas conhecidas que não costumamos ver pessoalmente.

Mas pelo jeito as redes sociais servem mais para que desocupados mostrem seu estranho orgulho por futilidades que nada servem a não ser para atrofiar ainda mais o já atrofiado senso crítico.

Ringue digital

Venho notado também que as redes sociais tem servido também para muitas discussões violentas, já que nenhuma das partes envolvidas admitiu erro no ponto de vista defendido. Mais um motivo para mostrar a agregada utilidade de "desfile de vaidades" que as redes sociais estão mostrando, infelizmente.

Paraíso dos burros

Cansados de tanto trabalho, graças a uma excessiva carga horária imposta por nossas leis, os brasileiros decidiram que na hora do lazer o cérebro deveria "descansar" e aí vemos um verdadeiro desfiles de asneiras inacreditáveis que só não são vistas como gafes porque já fazeem parte do repertório já arraigado de crenças de nossa sociedade subdesenvolvida, sobretudo intelectualmente.

As redes sociais se transformaram numa espécia de "paraíso dos burros", onde gente sem noção, sem os sensos crítico e do ridículo (mesmo com diplomas e mais e diplomas de nível superior - infelizmente, questionamento e bom senso não são ensinados na escola), encontram a oportunidade de expor as suas dubitáveis crenças, se tornando astros, com direito à muitos aplausos após o seu showzinho de bobagens e de horrores que infelizmente ditam as atuais regras da sociedade.

Avanços existem, mas são muito raros

É claro que existem ilhas de conscientização nas redes sociais, mas com repercussão bastante reduzida. A maiorias das pessoas prefere a futilidade e despreza a evolução intelectual considerando-a como "coisa de gente chata". Comunidades e postagens com maior futilidade tem muito mais membros e seguidores que as intelectualizadas. Uma pena.

Está ainda para chegar o dia em que as redes sociais serão melhor utilizadas em prol da melhoria intelectual e moral da humanidade. Por enquanto fiquemos com o show de bobagens que assola o país, esperando que os fãs da futilidade aprendam com os prejuízos gerados pelos seus próprios erros.

sábado, 22 de novembro de 2014

Entre 40 países analisados, Brasil é o segundo pior em Educação. Os fatos comprovam. E países não analisados podem empurrar Brasil para mais baixo ainda

Diz a sabedoria que pessoas mentem, mas evidências não. E são evidências que mostram que o Brasil vai muito mal, o pior possível na Educação.

Uma pesquisa feita por uma consultoria britânica, a pedido de uma instituição de ensino, listou 40 países de acordo com o seu desempenho na educação, baseando em vários aspectos. Resultado: o Brasil ficou em penúltimo lugar, perdendo apenas para a Indonésia.

Podem até dizer que entre os países não consultados - que são muitos - estão nações com sistemas educacionais piores que os nosso. Pode ser, se levarmos em conta a infra-estrutura das escolas e o salário dos professores. Mas no quesito de preparo do ser humano, é difícil que haja um pior que o nosso.

Nosso sistema educacional, na verdade, não existe para formar pessoas, embora assuma isso no discurso vazio. Ele existe, na verdade, para servir de obstáculo para o alcance da carreira profissional. Como não há emprego para todos, o jeito é filtrar pretendentes aos cargos ou aumentar as exigências, usando como desculpa hipócrita de que os candidatos "não tem qualificação suficiente". Não estava preparado o suficiente para uma função, coloque em outra, ora.

Além do mais que em nosso cotidiano, observando o comportamento de nossa população nos momentos de lazer e as suas opiniões a respeito de religião, esporte, política, cultura e costumes, dá para perceber facilmente que o discernimento é algo ainda bem puco utilizado pela nossa população, acostumada a acreditar em tudo que a maioria e pessoas prestigiadas lhe dizem, mesmo que seja pura mentira. Sinal claro de Educação fracassada.

Nunca esperem por melhorias reais na educação. Sempre é bom lembrar que melhorias na Educação, no Brasil, são premitidas somente as superficiais ou as estruturais (reformas e construções de escolas, doação de material e pagamento de professores). Melhorar profundamente, estimulando o intelecto dos alunos é ruim para os poderosos, já que povo inteligente é povo indomável, questionador.

Para a população, pode até ser que a colocação do Brasil nesta pesquisa seja uma má notícia. Mas para os políticos e os Grandes Empresários, é um grande alívio. Um sinal de que uma insurreição vinda das massas é uma utopia prestes a nunca se realizar em nossa sociedade.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Racismo é bem pior do que se imagina

Tive a feliz oportunidade de ler um livro que recomendo a todos que querem saber realmente como o racismo é um erro, pior do que se imagina. O livro é O que é Racismo, da série Primeiros Passos de autoria de Joel Rufino dos Santos. Em resumo, ele revela que a origem do racismo está na necessidade da sociedade competitiva de se criar um "defeito" para tentar diminuir concorrentes nos momentos de disputa em épocas de grande competitividade.

O racismo, para mim é uma inutilidade deplorável, um sistema baseado na ignorância e na falta de respeito ao ser humano. Como pode uma mera cor de pele separar tanta gente boa? Como alguém de pele escura, com tantas qualidades (incluindo a própria pele, já que esta é mais resistente ao sol que a pele clara), pode sofrer por causa de um detalhinho. Que grande diferença um homem negro com um homem branco? São seres humanos do mesmo jeito!

Cientistas sensatos descobriram recentemente que o conceito de raça é um equívoco. O ser humano não se divide por raças. Para se considerar uma raça, tem que haver uma série de particularidades biológicas que não existem na espécie humana. 

Além disso, existe genótipo (o código genético contido nos cromossomos) e fenótipo (características externas resultantes do código genético). Um indivíduo considerado branco pode carregar em si um código genético referente a um negro e vice-versa. Ou seja, não dá para classificar. A confusão é tanta, que nos Estados Unidos não existe o conceito de mulato. Negro para eles é qualquer descendente de negro, seja de que cor tiver.

Por essas e outras, eu prefiro considerar a cor como mero detalhe e considerar a verdadeira "raça": a raça humana. Devemos acabar com esse preconceito idiota e valorizar nossos amigos torradinhos que são tão bons quanto todos nós e nos trazem grandes lições de vida, além de enriquecerem - e muito - a nossa cultura. Um mundo colorido é muito mais bonito.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Homens gostam de conquista difícil porque... é mais fácil!

Não. Eu não enlouqueci e nem escrevi errado. Foi justamente esse título que você leu. Os homens, em sua maioria preferem que o processo de conquista de uma mulher seja difícil, por ser mais fácil. Mais fácil por ser difícil? Como assim? 

Simples. Parece antítese mas não é. Mas antes de explicar isto, quero lembrar que a dificuldade na conquista faz parte do dogma machista e dá origem ao ódio que eles - e a sociedade também - tem ao que eles chamam de "mulher fácil". 

Outra coisa é o estranho masoquismo que os machistas preferem ter, já que transformando a conquista num jogo, rende estresse e a incerteza do alcance do objetivo. Mas eles não ligam, já que em muitos casos, depois da conquista, preferem ou largar a mulher ou viver num casamento de aparências, para agradar a sociedade e posar de vitoriosos com o "troféu" adquirido.

Porque é simples criar dificuldade na conquista? Porque diminuem a concorrência, eliminando aqueles que não são capazes de enfrentar as tais "dificuldades" desse jogo de conquista. Os mais "fracos", e os incapazes de satisfazer as regras exigidas no processo e de enfrentar os obstáculos colocados, já são descartados logo de início, deixando o caminho livre para os "fortes" ou qualquer um que satisfaça as exigências, sozinhos nesta "batalha" pela conquista da "fêmea". E é aí que mora a facilidade de impor dificuldades.

Resultado: para os menos capazes, ficam reservadas as "fêmeas" menos interessantes, geralmente carentes e com fortes defeitos, enquanto os outros, "vencedores", exibem os belos troféus de suas "suadas" conquistas. É assim no mundo animal, foi assim na minha vida e é assim neste sistema machista. 

Até quando a humanidade vai evoluir e parar de exigir joguinho para que alguém possa ter uma companheira, eu não sei. Mas essa injustiça toda está muito longe de acabar. Infelizmente.

Only The Strong Survive, não é o que dizem?

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Muitas vezes temos que desistir dos sonhos para sermos felizes

Você já deve ter ouvido falar do provérbio "Nunca desista de seus sonhos". Sabemos do otimismo quase exagerado daqueles que adoram dar conselhos, muitas vezes se esquecendo do contexto social em que vivemos, onde conquistar os sonhos normalmente é muito mais difícil do que se pode imaginar.

Nem todos os sonhos podem ser realizados. gente que se casa com a mulher que não está apaixonado, pessoas que trabalham em empregos que nada tem a ver com seu talento, prêmios que não são o que se espera, entre muitas outras coisas, representam soluções que compensam sonhos perdidos, mas não os substituem de fato.

Na verdade, mitos de nossos sonhos exigem algum contexto para ser realizado. E não raramente, esse contexto mexe com interesses alheios e pode significar prejuízos a terceiros. Se um cara está apaixonado por uma mulher comprometida, não vai ele tentar matar o companheiro da mulher amada  para que seu sonho possa ser realizado. Este exemplo meio cruel mostra os limites que temos que observar na hora de realizar um determinado sonho. E neste caso e em muitos, é melhor mesmo desistir de realizar o sonho e partir para uma compensação.

E aquele emprego que parece feito para você, que além de bem remunerado tem tudo a ver com o seu talento e sua vocação? E se não existir vagas para entrar nele? O jeito é tentar pesquisar a própria personalidade e descobrir algum outro talento que sirva para uma outra oportunidade mais acessível. É o melhor a fazer num mundo cada vez mais competitivo, onde a maioria das pessoas são egoístas, excessivamente exigentes e também hipócritas, mentindo o tempo todo.

E que calem os otimistas: sabe o que acontece com as pessoas que nunca desistem de seus sonhos? Elas se matam. Isso mesmo. Gigantesca parte dos casos de suicídio são de pessoas que não desistiram de seus sonhos, que se mostraram quase impossíveis de se realizar.  Ao invés de fazerem um novo planejamento de vida, eliminando o tal sonho dos seus objetivos, preferiram encerrar as suas vidas, pois não enxergavam nada além dos sonhos perseguidos, mas utópicos.

Pensem nisso, otimistas. Muitas vezes o melhor a fazer é desistir dos sonhos e criar um projeto de vida alternativo que, mesmo não sendo tão bom quanto o sonho almejado, possa pelo menos gerar uma tranquilidade que possa servir para uma sobrevivência garantida.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Sempre existe homem para uma mulher que não é vulgar

É confortável para a maioria das pessoas, sobretudo os brasileiros, acreditar que o Brasil não é varonil, de que a maioria é feminina e que as melhores é que ficam sozinhas. A vitória de uma mulher na Presidência da República, poderá reforçar essa ilusão, que está muito longe da verdade.

Já foram feitos estudos que concluíram que o Brasil é o país dos casados. As mulheres normalmente são educadas para casar. Vivem a juventude inteira se preparando para casar e ser mães. Como se a vida delas se resumisse a isso. Depois de casadas e com bebês já nascidos, aí elas pensam em outros projetos de vida, de preferência ignorando o inútil marido (cuja única função é dar dinheiro e proteção a "donzela"), mesmo mantendo um relacionamento de fachada, projetos que são secundários para uma mente educada a acreditar que casamento é sinônimo de felicidade.

Uma observação. Ainda não sei porque os homens topam casar com essas mulheres. Nem sei porque homens casam, se a vida de casado não combina com a vida de machista. Eu nem sei porque homens, machistas, não-românticos, que gostam muito mais de futebol e cerveja do que de mulher (casa com o Neymar, !), topam entrar naquilo que eles consideram uma cilada. Ainda vou escrever sobre isso, pois é mais fácil descobrir a fórmula da Coca-Cola do que saber porque os homens (que não são sensíveis, como eu) se casam.

Mas a crença de que a maioria (e as melhores) das mulheres está sozinha é arraigada em nosso país. Aí vão chegar a mim e dizer: "Marcelo, morrem muitos homens em nosso país". Ah, é? Sabe quem é que morre em nosso país? Os pobretas. Rico não morre ("vaso ruim não quebra", diz a sabedoria popular) Homens pobres não são os meus concorrentes na vida afetiva. É como se eu fosse jogador de ténis, preparasse para uma partida contra um tenista croata e me dissessem: "Marcelo, fique feliz. A equipe de natação da Croácia foi impedida de participar da olimpíada" Natação? Mas eu sou tenista!

Antes que me acusem de fascista (olha só quem fala, sociedade fascista!), nada tenho contra as pobres (elas também tem seus pretendentes, pois morre um, vem outro no lugar), mas conhecendo o nível cultural das mesmas, concluí-se que meu casamento com uma pobreta é um relacionamento fadado ao fracasso, pela falta de afinidades. Afinidade e atração são dois quesitos indispensáveis para o sucesso de um relacionamento e tolo é aquele que discorda disso. Ideal que cada um casasse com pessoas semelhantes em aparência, nível cultural, idade, situação econômica, gostos, ideias, etc. Mas as mulheres só casam com homens superiores a elas (mais altos, mais velhos, mais ricos, etc.), assim não dá!

É fácil uma mulher conquistar um homem. basta ela ser bonita, simpática e bom nível cultural. É difícil um homem conquistar uma mulher. Elas fazem inúmeras exigências. Os trouxas pensam que as conquistam pela "força do amor", porque são lindos e bondosos. Tolice. Convém lembrar que na enorme lista de exigências, caráter e beleza facial são considerados atributos desejáveis, mas dispensáveis.

Os privilegiados (mais fortes/altos, mais ricos, mais espertos) não sabem porque são privilegiados e preferem não querer saber, já que estão "em vantagem". Eles conquistam as mulheres porque conseguem satisfazer as exigências delas. Isso mesmo. O importa é ser provedor/protetor. O desempregado é a versão masculina da mulher feia. Além disso, o cara tem que ter um comportamento que transmita segurança, boa situação financeira e esperteza, capaz de se safar dos mais intrincados problemas.

Esse negócio de que mulher está preferindo nerds é modismo. Os "nerds" que elas gostam são só os falsificados, os barrigudos barbudos bebedores de cerveja e fãs do Neymar, que só porque ficam meia hora na frente de um computador, se acham discípulos do Lewis Skolnick e fãs do Devo (embora maior parte deles desconheça ou odeie Devo). Os nerds verdadeiros costumam perder no atributo "protetor".

Burras e vulgares estão em baixa. Eles querem as inteligentes.

As mulheres que tem classe e inteligência estão arrumando homens com facilidade. Foi-se o tempo em que as burras eram mais cobiçadas. Está havendo um imenso contingente de mulheres de classe, independentes, formadas em faculdade, cultas e de boas referências culturais, que são muito bem casadas.

É estranho saber disso, se lembrarmos que o machismo não acabou e ainda é forte. Minha hipótese, ainda não confirmada, é que os homens escolhem as classudas porque, sendo cultas, tem uma vida mais movimentada. As jecas, tem aquela mentalidade "dona-de-casa", considerada monótona, cafona e acomodada para a maioria dos homens. As vulgares (as "boazudas" tipo as "mulheres-fruta" e similares) pagam mico pela falta de pudor. O jeito é ficar com as cultas, que sabem se comportar em público e se divertem da melhor maneira.

E caras como eu, pacatos e desengonçados? Ficamos com o que sobre, certo? Errado. Como é que vou me unir com quem não me atrai e nem se afina comigo?

Tudo bem, eu aceito a solidão. Mas parem de mentir sobre a situação sócio-afetiva no país. Brasil é um país VARONIL: homens já são maioria. Trabalhei no IBGE e sei que existem mecanismos (talvez não propositais) que escondem homens das estatísticas. Além disso, o país é a pátria dos casados, tendo pouca gente livre e disponível. Com pouca variedade fica difícil escolher.

Para quem quer uma vida afetiva bem sucedida, deve batalhar antes dos 25 anos. Depois disso, perde o direito de escolha. É como naquela liquidação que tem um prazo, o cara chega depois do prazo e para ele só sobra os produtos quebrados, danificados. Quem quer uma fruta estragada? Ninguém.

Portanto chega de mentir, não me arrumem baranga para mim, me deixem em paz e assumam a realidade. Não dá para explicar fatos com lendas, fábulas. Fábulas são boas em historinhas para criança. Mas a realidade é completamente diferente. Ah, se é.

domingo, 9 de novembro de 2014

No Brasil, lazer serve mais como instrumento de socialização

Pelo que eu sempre observei, para a maior parte dos brasileiros, as atividades ligadas ao lazer não servem exatamente para extrair prazer, mas como forma de fazer e manter amigos ou contatos.

No grau de evolução que se encontram os brasileiros, ainda com a prioridade na satisfação dos instintos - as coisas que fazem sucesso mostram isso - dá para perceber que a luta pela sobrevivência não se resume apenas no trabalho. No lazer isso também é observado.

Todos sabem que o contato com outras pessoas favorece muito a aquisição de benefícios, já que muitas coisas são conseguidas pela decisão alheia. Imitar a maioria, pelo menos na sociedade brasileira, é uma ótima forma de angariar simpatia e confiança e consequentemente esses benefícios, sobretudo quanso se fala em emprego e vida afetiva.

Gostos iguais à maioria favorecem em prego e vida afetiva

Hoje em dia, as qualidades pessoais ainda não são valorizadas. Normalmente o que faz uma pessoa interessante para as outras é agir conforme o esperado. Por isso ter os mesmos gostos, ideias e costumes facilita muito, já que agindo como a maioria, age-se como o esperado, sem surpresas e por isso, sem possíveis decepções.

Uma pessoa que age e pensa diferente da maioria, pelo contrário, desperta desconfiança, já que os outros não conseguem compreender como age alguém que não corresponde ao esperado. Essa pessoa que tem gostos, ideias e hábitos diferentes da maioria tem maior dificuldade de conquistar a confiança alheia e sem essa confiança, fica difícil adquirir os benefícios necessários à vida. Para quem é "estranho", a luta pela sobrevivência é mais árdua.

A Cultura Alternativa sempre fracassa no Brasil

Pelo lazer ser uma forma de socialização, até para quem se julga ser alternativo, há o medo de ser diferente. Aqueles que não querem ir com a correnteza das grandes massa, não  recusa as pequenas correntezas, curtindo coisas que se não são curtidas pela maioria, pelo menos não chegam a ser tão estranhas.

Por exemplo: uma pessoa que não curta o Restart, pode querer curtir os Los Hermanos, que mesmo não sendo tão popular como o Restart, tem uma grande quantidade de fãs. Mas vai ficar receoso de curtir algo como o Fellini, que é considerado "difícil" pela maior parte do público.

Por isso mesmo, a Cultura Alternativa se torna um fracasso no Brasil, já que os verdadeiros alternativos não despertam a confiança da grande maioria, sendo rotulados com os piores nomes e jogados para a exclusão social.

Melhor ser enganado pela mídia do que passar fome

A socialização do lazer faz com que os modismos pegam com muita facilidade na sociedade brasileira. Todos querem parecer legais perante os outros e para isso, vale até abrir mão do prazer para adquirir a confiança e a simpatia das outras pessoas.

Por isso todos seguem a risca qualquer exigência social, desde a bebida que vão beber, a roupa que vão vestir, a música que vão ouvir e até a pessoa com quem vai namorar, para satisfazer o que a sociedade quer, em troca de algum benefício.

Todos sabem que é muito mais fácil obter emprego e namoro quando se age como a maioria. Contestadores nunca angariam simpatias em uma sociedade modista como a nossa. Para a maioria, é melhor ser enganado pela mídia, desde que isto não atrapalhe na conquista dos direitos básicos, evitando a todo custo a miséria e a solidão.

A ordem hoje é ser "povão"

Hoje, a ordem é ser cafona, é ser povão. Se nos assuntos relativos a trabalho, leis e dinheiro os ricos formados em nível superior ainda ditam as regras, no lazer, quem se tornou influente são os pobres sub-alfabetizados. Até mesmo os ricos, nos dias de hoje, preferem se divertir feito pobres, acreditando assim estar fazendo alguma justiça social. Como se ter o mesmo gosto dos pobres compensassem o fato de não terem o mesmo nível de renda.

E aí da-lhe vida desregrada, bebedeiras, futebol, música brega, gírias toscas, gosto pelo grotesco, pornografia, palavrões e outras coisas que antes caracterizavam as pessoas de baixa escolaridade e quem agora recebe a adesão dos mais abastados playboys dos bairros mais nobres. É uma espécie de troca. os ricos dão o emprego que os pobres necessitam. Em contrapartida, os pobres constroem uma imagem positiva da elite, fazendo com que as injustiças e a má distribuição de renda permaneçam, mas tirando a mascara de vilões das pessoas mais ricas.

A sociedade brasileira vai se evoluir assim?

Num cenário onde todos os lobos tem que fazer acordo para não serem comidos uns pelos outros, resta saber se este cenário em que existe uma democracia de maioria, ao invés da democracia de todos, que deveria existir, vai durar para sempre. Creio que não.

A sociedade aos poucos vai reconhecendo algumas diferenças. O racismo já é visto como uma coisa negativa. A homofobia já começa a ser vista como nociva. Há uma relativa tolerância religiosa por parte da maioria das crenças. Mas há muito a ser feito.

Nem todos são obrigados a gostar de uma coisa. Não há uma lei que obrigue alguém a se divertir como a maioria, embora as autoridades, na hora de oferecer lazer a população, só pense nessa maioria, deixando os "esquisitos" sem opção. 

Temos que lembrar que uma democracia ideal é aquela que satisfaz a todos e não apenas uma minoria. Respeitar quem não pensa como a maioria é entender que a diversidade é a vocação de nosso país, imenso, com lugares diferentes e com uma variedade de etnias que não vemos em nenhum outro país.

Até porque não há graça nenhuma em ser totalmente igual ao outro, só para arrumar emprego e namoro. Há muitos "esquisitos" que são excelentes profissionais e excelentes namorados. É só aprender a aceitar as diferenças e confiar mais naquele cara legal que não gosta daquilo que nós gostamos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Paulo Francis: "Mulher não escolhe homem por caráter"

O meu irmão leu um livro do genial, mas polêmico jornalista Paulo Francis, Trinta Anos Esta Noite, onde apareceu bem escondido no meio do livro, dentro de um longo texto, a seguinte frase:

"Mulher não escolhe homem por caráter"

Esta frase me fez pensar bastante e justifica com clareza e poucas palavras porque eu vejo tanto cara babaca casado com belas mulheres de personalidade marcante. Justifica também porque tem tanto cara legal, gente boa mesmo, chorando porque não consegue conquistar mulher. A propósito: alguém conhece algum cara de pau que esteja chorando por falta de mulher? Eu nunca ouvi falar de um caso desses.

Se os homens de hoje aprenderam a valorizar as mulheres pela sua personalidade, o mesmo não se pode dizer das mulheres na hora de escolher um homem. Ainda vale o pré-histórico critério protetor/provedor. Além disso, o próprio processo de conquista imposto pelas mulheres (elas é que fazem as regras no "jogo" da conquista amorosa, sabiam?), favorece os caras de pau, os homens com segundas intenções que, por não quererem nenhuma responsabilidade no relacionamento, entram na conquista sem esperar muita coisa, por isso mesmo agindo com mais tranquilidade, passando uma boa - e errada - impressão à mulher a ser conquistada.

Por isso vemos muitos casais desse tipo, com homens de caráter duvidoso, sem qualidades pessoais, sem opiniões surpreendentes e de capacidade de discernimento atrofiada, casados com mulheres cultas, charmosas e de personalidade que se destaca perante as outras. Se essas mulheres estão cheias de qualidades, para compensar, têm o defeito de não saber escolher homem, aceitando os primeiros trogloditas que aparecem em sua frente, só porque eles se comportaram de forma adequada durante o processo de conquista e/ou têm um emprego de prestígio ou porte físico avantajado que satisfaça as necessidades instintivas destas mulheres a serem conquistadas.

Muitas mulheres não assumem isso, mas há a suspeita de que existe uma espécie de prazer secreto em ter a responsabilidade de transformação no caráter de seus maridos/namorados. Parece que as mulheres recusam os caras legais por eles estarem "prontos", tirando a graça da transformação pessoal. Isso é apenas hipótese, mas o certo é que os babacas e os insossos são melhores conquistadores.

Enquanto isso, homens legais que poderiam estar casados com essas mulheres de personalidade marcante, que também possuem personalidade marcante, ou tem que se contentar com mulheres mais burras, de personalidade duvidosa ou tem que ficar sozinhos mesmo, desperdiçando a sua gentileza e capacidade de fazer uma mulher feliz, perdendo uma boa oportunidade de crescimento pessoal através de um relacionamento com afinidade.

Não sei dizer nada sobre o que vejo na realidade. O que posso dizer é que, num mundo cheio de erros e injustiças por todo o lado, a vida afetiva não tinha que estar de fora. Há injustiças também na vida afetiva. Normalmente a felicidade está reservada a quem menos merece.

Não vou mudar a minha personalidade para agradar a nenhuma mulher. Se não consigo conquistar quem eu quero sendo como sou, paciência. A solidão não é tão nociva assim. Se o meu caráter não serve para conquistar uma mulher, pelo menos ele serve para muitas coisas boas. Principalmente para dar dignidade a minha pessoa.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Mulheres carentes paqueram de forma diferente das mulheres atraentes

Os conselhos de conquista feminina dados por algumas pessoas nunca levam em conta a diferença de comportamento entre as mulheres carentes e as mulheres atraentes, que não são carentes. Mas essa diferença existe.

Está na cara que as mulheres carentes são mais fáceis de conquistar que as atraentes. E eu tenho experiência com isso, já que todas as minhas namoradas foram mulheres carentes e a maior parte das mulheres que se interessavam por mim se enquadravam neste perfil. 

O que acontece é que, segundo os padrões exigidos pela sociedade para definir um "homem atraente", eu deixo bastante a desejar. Talvez me enquadre como um homem "carente", embora me recuse a admitir isto. Talvez por medo da reação social, sei lá. Se já não sou muito popular entre as mulheres, assumir como perdedor só poderia piorar as coisas. A sociedade educou os homens a nunca assumirem as suas derrotas, estimulando a luta insistente, mesmo que hajam derrotas igualmente insistentes.

Voltando às mulheres, por não me enquadrar no perfil desejado, nunca fui muito popular entre as mulheres. Nunca namorei alguém que pudesse estar apaixonado. Aliás, digo sem medo que nunca amei de fato nenhuma namorada que eu tive. E nunca tive as que eu realmente amei, já que preferiram entregar seus préstimos afetivos a outros homens, bem mais canalhas que eu.

Mulher que toma iniciativa é considerada "periguete"

É difícil conquistar uma mulher atraente. Desde juventude as mulheres são educadas a nunca tomarem a iniciativa e a dificultarem ao máximo o processo de conquista. Os objetivos são dois:

- "Filtrar" o excesso de oferta até chegar ao "macho " ideal, pela crença (hoje desmentida, embora ainda seguida) de que aquele que segue as regras é o companheiro ideal.

- Puro pudor. Mulher que toma iniciativa e/ou é muito demonstrativa é tida como "periguete", tipo de mulher vulgar e com vocação para prostituta. Graças a isso, "mulher fácil" virou termo ofensivo e sinaliza baixa auto-estima da mulher. Outro equivoco, superado nas evidências, mas consagrado pelos costumes sociais.

Homem gosta de mulher difícil por que é mais fácil: elimina  os "fracos" da concorrência

Sobre este segundo fato, uma descoberta. Todos sabem que os homens (não tímidos, vale lembrar) não gostam de mulheres fáceis e acham divertido conquistar mulheres com dificuldades, como se fosse um jogo. 

Pois é. O que descobri que por trás disso está um mau caratismo que desmitifica a solidariedade masculina tão difundida pelos machistas. Os homens preferem as difíceis porque é mais fácil. Mais fácil?

Sim, por mais estranho que pareça. Como as mulheres difíceis só são conquistadas pelos homens "mais capazes", os "menos capazes" são eliminados sem dó da concorrência. Só resta aos "mais capazes" pegarem os seus "troféus" e colocar na estante e partir para a conquista de outros "troféus". Ou não sabiam que é assim que nasce a tradicional infidelidade masculina?

E as mulheres carentes? Sobram para os "mais fracos"

As mulheres carentes não tem o "luxo" de se fazerem de difíceis: a natureza já fez isso a elas. Vale lembrar que nem todas são feias, mas as carentes normalmente tem algum defeito que não agrada aos homens. Já vi carentes lindíssimas, que escondiam na personalidade o seus maiores defeitos.

A carente, para compensar que não atrai  os homens, tem que compensar desenvolvendo a extroversão e partindo para o ataque. Tomam a iniciativa mesmo, sem se preocupar com o pudor. Muitas delas são até carolas, mas sabem que se ficarem inertes, ficarão condenadas à solidão.

Para os tímidos até seria bom, se o fato dessas mulheres terem algum defeito, seja na aparência, seja na personalidade, não fosse verdadeiro. Tive que fazer muitas concessões em meus namoros, e várias dessas concessões foram os motivos para os fins, quase todos decididos por minha iniciativa.

Mas o ideal é que as regras pudessem ser mais afrouxadas. Quem quer transformar a conquista em um jogo, que fique a vontade. Mas não obrigue as outras pessoas a transformarem os processos de conquista em jogos. Muita gente quer viver uma relação séria e o processo de conquista é apenas uma "guarita" de entrada para o início dessas relações. 

Todos tem direito de se envolverem com as pessoas que desejarem. Até porque sem atração e sem afinidade (ou apenas com uma delas), não há relacionamento que dure com tranquilidade.

domingo, 2 de novembro de 2014

Se alguém como o Luciano Huck postasse o que eu coloco em meus blogues, o Brasil mudaria radicalmente

O brasileiro tem um cacoete de não dar atenção às boas ideias. A não ser que elas venham de alguma pessoa ou instituição que tenha prestígio ou seja defendida por ampla maioria. Caso contrário, a ideia morre, mesmo se for bem sucedida.

Eu escrevo meus blogues na esperança de que os erros que percebo na sociedade brasileira se resolvem. O povo brasileiro acabou consagrando muitos erros por causa da falta de hábito de usar o discernimento e da submissão á mídia e às regras sociais. O brasileiro é um povo muito social. Todas as suas convicções e seu modo de divertir sempre focam o lado social, fazendo com que muita gente passe a pensar coletivamente, acreditando apenas nas ideias que a maioria acredita. Além disso a maioria segue aqueles que adota como líderes.

Eu não passo de um cidadão comum. Não sou famoso nem consagrado. Não tenho características que me façam ser uma pessoa carismática, formador de opinião ou alguém que possa ser seguido. Desde a minha infância, nunca liderei brincadeiras. Os colegas nunca riam das minhas piadas. Apesar de ter o discernimento  ideal para um líder (e que muitos não têm), eu não possuo outra qualidade ideal para a liderança: carisma. 

Carisma é a capacidade de conquistar outras pessoas de forma automática. O carismático consegue formar a opinião alheia e manobrar a mente dos outros, justamente por causa deste carisma. O carisma facilita a confiança e faz com que os outros se rendam ao carismático, transformando tudo que este diz em lei e defendendo-o sempre que necessário. O poder de persuasão de alguém com carisma chega a ser inacreditável, dependendo de quem seja.

Mesmo assim continuo escrevendo os meus blogues, mesmo sabendo que eles só agradam a quem já pensava como eu. Para um reles mortal convencer as outras pessoas a admitirem seus erros e mudarem ideias consagradas, aprendidas durante muitos anos, é tarefa quase impossível, geralmente dada a quem tem carisma. mas como naquele ditado que diz: "Deus dá asas a quem não sabe voar", normalmente quem tem o poder de mudança, nunca quer mudar. Muitos carismáticos se beneficiam da estabilização de muitos erros consagrados pelos costumes e crenças da sociedade.

Mas já imaginou se alguém como Luciano Huck, defendesse em seu programa ou nas postagens do Twitter que escreve, as ideias que posto nos meus blogues ou no Facebook? A sociedade brasileira mudariam com certeza, já que Huck tem um poder de persuasão garantido pelo carisma e prestígio. Só que ele não está interessado em mudar nada, já que se beneficia das coisas como estão.

Até mesmo a fama de bonzinho dele não é verdadeira, já que não faz a verdadeira caridade, além de se manter um dos homens mais ricos do país. É uma imagem criada pela mídia. Se já não confio mais na caridade paliativa de um "santo" como Chico Xavier, imagine a de alguém como Luciano Huck, que tem em sua lista de amigos íntimos, empresários e políticos corruptos ou defensores de ideias retrógradas. Huck quer mesmo que as coisas continuem como estão. Bom para ele.

Como eu falei, continuo a escrever e criticar o nosso falido sistema que, para a maioria só tem acertos. Os brasileiros, iludidos pela mídia, pela religião e pelos valores em que acreditam, pensam que o país só está se evoluindo e que somos a sociedade mais justa do mundo - quando a realidade prática de nosso cotidiano mostra o contrário. Eu não tenho o poder de mudar nada, nem a mente das pessoas que acreditam nestes erros e mentiras, consagrados por muitas décadas. Mas pelo menos represento um facho de luz, uma esperança para aqueles que, cheios das mentiras que a mídia "cospe" em suas caras, espera ler algum texto que lhes abra a mente e as faça perceber dos erros que garantem a perenidade de tantas injustiças e incoerências que estamos cansados de ver por aí.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Os opostos se repelem

Não sei qual foi a anta que inventou que nos relacionamentos, os melhores casais são formados pelos cônjuges com mais diferenças entre si. Certamente ele não deveria estar envolvido num relacionamento deste tipo para observar as consequências desastrosas da união entre entes tão diferentes entre si.

Quem adora ver casais formados por conjuges bem diferentes, acredita que isso serve como prova da suposta infalibilidade do amor, achando que isso aumenta o romantismo. Bah! Pieguice sem sentido!

A experiência mostrou e ainda mostra que a afinidade é um fator indispensável para o sucesso de um relacionamento. Colocar duas pessoas totalmente diferentes sob o mesmo teto é ruim e até fatal. Não dá para aguentar viver todo dia com alguém totalmente diferente. Incomoda, sabe?

Legal mesmo é você se casar com alguém que tenha afinidades, par que possam estar junto em um número mais de atividades. Não existe afinidade 100% e é bom que não exista, pois é nas pequenas divergências que aprendemos coisas novas. Mas pequenas, coisas que não gerem incômodos diários.

Eu mesmo decidi que só me caso se as afinidades superarem 75%. E as diferenças não devem ser do tipo que estraga o cotidiano do casal, que seja  algo que possa ser suportado.

Esse negócio de que os opostos se atraem só deu certo em energia elétrica. Na energia humana, legal mesmo é ser cada vez mais parecido. Quanto mais parecidos em personalidade forem os membros de um casal, maior o sucesso do casamento.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Casal que briga por qualquer coisa costuma ter frustrações escondidas

ESPREMENDO A LARANJA:Foi por acaso que cheguei a este texto. Não costumo gostar da revista CARAS, por ela ser uma revista onde exalta o ego burguês das celebridades. Mas o texto abaixo é bastante reflexivo. Pena que não estava assinado, pois quem escreveu soube o que estava dizendo.

Sinceramente, estou cada vez mais convencido que a maioria das pessoas não se casa por amor. Amor é uma palavra linda e incessantemente utilizada como justificativa para a existência de muitos relacionamentos. Mas na verdade ops motivos são outros: interesse, obrigação social, ajuda e na melhor das hipóteses, pura confiança e/ou amizade fraterna. O modo de como começam as relações (joguinhos "afetivos" - coisa de gente imatura) e como as mesmas duram (namoros e casamentos que se arrastam apaticamente), já mostra que, por amor, quase ninguém de fato se une. A não ser que as pessoas deem o nome de amor a outros tipos de sentimento, algo que certamente eu, um homem inteligente e sensível, nunca irei concordar.

Casal que briga por qualquer coisa costuma ter frustrações escondidas

Revista Caras - Notícias

Se os confrontos viram rotina, é sinal de que os parceiros guardam alguma carência, seja na área sexual ou na afetiva, seja na da realização pessoal ou em qualquer outra. Muitas vezes, nem sabem disso. Descontam no outro sem perceber de onde vem o descontentamento. Só há um jeito de melhorar a situação: conversa, conversa e conversa. Até encontrar e desatar os nós da relação.

Alguns casais adoram brigar. Nem precisam de motivo. Fazem desse o seu modo de conviver, de se amar. Um modo muito ruim, convenhamos.

Tudo vira confronto. Se o marido chega em casa com bombons para a mulher, ela logo reage: “Você não sabe que estou de regime? Quer que eu fique gorda?” Ele tenta explicar: “Só queria te agradar, fazer um carinho”. Ela não baixa a guarda: “Se quer fazer um carinho, então me ajude com as crianças, em vez de trazer um presente que só serve para me angustiar”. Pronto, está formada a confusão. Ele se afasta, vai ver televisão, ler um jornal. Ela, ofendida, reclama que ele se recusa a conversar. O que era um momento de alegria vira um pesadelo.

Às vezes eles brigam só para marcar posição: discordam sobre algo e começam a discutir para ver quem tem razão; nenhum é capaz de ceder, ambos preferem bater o pé até o fim a admitir a razão do outro.

Em festas, o casal beligerante bate-boca por ciúme ou, quando um começa a contar uma viagem ou programa que fizeram juntos, o outro imediatamente passa a lembrar como o parceiro estava chato, não queria fazer compras, dormia muito etc, humilhando-o, numa espécie de bullying. Mesmo que não haja gritos, a animosidade é visível e acaba estragando a festa. O casal passa então a não ser mais convidado, afastando-se dos amigos.

Os filhos também fogem. Refugiam-se no quarto, deixam de comer com os pais. Sabem que qualquer faísca pode virar um incêndio.

Quando as brigas acontecem por motivos fúteis, frequentemente existe algo maior reprimido, que não é falado, não é resolvido, mas faz com que a agressividade ou frustração apareça. O conteúdo guardado (falta de realização, de sexo, de dinheiro, de carinho, de autoestima) é jogado sobre quem está mais perto, o parceiro, que se transforma numa lata de lixo de emoções reprimidas.

Nesses casos, uma boa conversa pode evitar os confrontos. Para que ela se realize, porém, é preciso que o casal reconheça que briga demais e queira descobrir o que provoca tal comportamento. Nessa conversa, cada um deve expor suas insatisfações e carências, sem agressão. Se isso não resolver, vale a pena procurar uma terapia de casal. Casais que relutam em procurar um profissional, podem tentar realizar sozinhos uma espécie de terapia, saindo uma vez por semana para jantar fora ou fazer qualquer outro programa, e aproveitando esses momentos para se perguntarem o que, afinal, está por trás de suas brigas. É importante que se comprometam a não se alterar nessas conversas. Ninguém é responsável por nossas frustrações e infelicidades. Culpar o outro não resolve nada. Temos que nos perguntar “o que está me frustrando?” Não dá para mudar o outro, mas dá para mudar a si mesmo.

Algumas vezes, as brigas são consequência da agressividade de um dos dois, que as utiliza para descarregar a tensão. Nesses casos, seria bom consultar um psiquiatra. Ele poderá recomendar medicamentos que controlam a agressividade, completando com uma terapia para descobrir as causas do comportamento.

Enfim, se existe carinho e amizade verdadeira, vale a pena investir em melhorar a situação do casal briguento, que, no fim, poderá dizer, como na música dos mestres Tom Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913-1980): “Bom é mesmo amar em paz/ Brigas nunca mais”.

domingo, 26 de outubro de 2014

Conselho para qualquer mulher tomar iniciativa no namoro sem parecer oferecida

A sociedade estipulou que para se começar um relacionamento, o homem é que deve tomar a iniciativa. Isso só favorece homens que tem uma relativa esperteza ou no mínimo coragem. Mas há homens, e não são poucos que não se dão bem no processo de conquista, por vergonha ou por outros fatores. Homens que não tomam a iniciativa têm sério risco de ficarem solitários.

Homens mais espertos e corajosos detestam que mulheres tomam iniciativa, as  rotulando de "fáceis", "oferecidas" ou até de "putas". Para este tipo de homem, proibir a iniciativa feminina tem a vantagem de tirar do caminho aqueles que são considerados menos capazes, garantindo aos privilegiados o beneficio que nem eles sabem aproveitar. 

E é aí que as injustiças começam, já que é muito comum excelentes conquistadores se tornarem péssimos namorados e maridos. Como resolver a situação das mulheres se os caras bons de papo são ruins em convívio e vice-versa. Bom, se elas querem caras bons de convívio, o jeito é tomar iniciativa.

Só o preconceito classifica a mulher que toma iniciativa de "puta"

É um erro a sociedade tachar a mulher que toma iniciativa de "vulgar". Sei que faz parte da prostituição tomar a iniciativa para chamar "fregueses". Mas isso é um caso a parte e não justifica considerar que somente mulheres de má vida tomam iniciativa.

Uma mulher que se julgue independente, decidida, com vontade própria com certeza, teria a preferência de tomar a iniciativa. A vantagem é que ela pode ir justamente no homem que ela quer, já que tudo partiu dela, não esperando que algum espertinho cafajeste a tome como "troféu".

Uma coisa importante: muitos homens sabem que a maioria das mulheres são muito retraídas no processo de conquista, em muitos casos não por timidez, mas por medo de homens mal-intencionados. Isso faz com que homens bem-intencionados não tomem iniciativa por não saberem ter a delicadeza de chegar em uma mulher que não os conhece. O caso oposto é muito raro, pois homens costumam ser bem receptivos a contatos com mulheres, o que facilitaria o êxito da iniciativa feminina, do contrário da iniciativa masculina.

Somente mulheres sabem como querem ser conquistadas. O mesmo acontece com o sexo oposto

Uma comunidade do Orkut, "Como conquistar uma mulher", é bem troncha e não ajuda nada. Além de partir do erro de que as dicas só podem ser dadas por homens (que não conhecem a mente feminina, só supondo o que elas pensam), os conselhos dados por lá são vagos e baseados em suposições e em antigos estereótipos de paquera, sem esclarecer realmente o que as mulheres querem. A ausência de mulheres na moderação colabora e muito para todo o fracasso da comunidade, que acaba não ajudando ninguém que queira fugir da paquera estereotipada.

Como sou altruísta, uso esta postagem para mostrar as mulheres como um homem gostaria de ser conquistado, baseado no cotidiano e não em crenças ou estereótipos.

Instruções para a mulher tomar iniciativa de maneira decente

1 - DESISTA DOS TRADICIONAIS LUGARES DE PAQUERA -  O primeiro passo para a mulher tomar a iniciativa é esquecer os lugares comuns de paquera, como bares, boates, festas, carnaval, etc.. Os homens que vão lá são do tipo "pegador", que gosta de tomar iniciativa e não querem nada sério. Conquistar para eles, é um hobby e "caçada a presa", eles partem logo para "caçar outra presa". No way. Esquece.

2 - DECIDA QUE TIPO DE HOMEM VOCÊ QUER -  Escolhido o tipo, procure saber qual o "habitat" dele. Se, por exemplo, você estiver a procura de um tipo intelectualizado, porque não uma biblioteca? Vá ao lugar e crie o seu papo inicial.

3 - NÃO FALE SOBRE NAMORO NO INÍCIO - Evite assuntos sobre vida afetiva na conversa. Converse sobre assuntos relacionados com a ocasião. Mas mesmo assim, demonstre interesse com gestos que possam passar ao homem desejado uma simpatia, gestos que garantam ao homem que você gostou dele. Evite assuntos polêmicos e concentre-se no contexto do momento. Raramente há erro, a não ser que o cara não esteja a fim mesmo de conversa ou de você. Mas isso você só vai saber se puxar o papo.

Pronto. Se o cara gostar, foi um grande passo dado. Agora é só atentar aumentar a intimidade e puxar outros assuntos, deixando cada vez mais claro o interesse, a caminho de um relacionamento gostoso, responsável, respeitoso e com afinidade.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Deficit TDAH Adulto e diagnósticos

ESPREMENDO A LARANJA: Como um quarentão portador de TDAH, tenho a obrigação de postar isso. As minhas maiores dificuldades na vida têm relação com o TDAH.

Deficit TDAH Adulto e diagnósticos

sexta-feira, 8 de outubro de 2010 - Extraído do blog Crianças Felizes Demais

Confira os 10 sintomas mais comuns em adultos com déficit de atenção:

Os critérios diagnósticos convencionalmente utilizados para TDAH, incluindo os sintomas mais comuns, foram desenvolvidos com base na forma como ele aparece nas crianças. Estes sintomas incluem esquecimento excessivo, desatenção, bem como uma incapacidade de se sentar quieto, constantemente se mexendo. No adulto, os sintomas do déficit de atenção e hiperatividade se manifestam de maneira diferente, mais sutil. Isto pode tornar mais difícil reconhecer e diagnosticar TDAH adulto.

Sintoma n º 1: Problemas Com a Organização
Para as pessoas com TDAH, o aumento das responsabilidades da idade adulta – trabalho, contas a pagar, e as crianças, para citar alguns – pode dar problemas com a organização mais importantes e mais nocivas do que na infância. Embora alguns sintomas TDAH são mais irritantes para as outras pessoas do que para a pessoa com o problema, a desorganização é frequentemente identificado por adultos com TDAH como um grande aspecto do seu impacto na qualidade de vida.

Sintoma n º 2: Dirigir carro destraidamente – Acidentes de Trânsito
No TDAH no adulto torna difícil manter a sua atenção em uma tarefa, para passar o tempo ao volante de um carro pode ser difícil. Devido a isto,o TDAH pode tornar algumas pessoas mais susceptíveis a acidentes de trânsito, e até perder a sua licença de motorista, sem falar as multas e pontos na carteira.

Sintoma n º 3: problemas conjugais
Muitas pessoas sem TDAH têm problemas conjugais, naturalmente, um casamento conturbado não deve ser visto como um sinal de alerta para adultos com TDAH. Mas existem alguns problemas que tornam particularmente susceptíveis as pessoas com TDAH de terem seus relacionamentos atrapalhados. Muitas vezes, os parceiros de pessoas diagnosticadas com TDAH veem o seu conjuge com dificuldades de escutarem pedidos feitos e até uma incapacidade de honrar compromissos, fica como um sinal de que seu parceiro não se importa. Se você é a pessoa que sofre de TDAH, você pode não entender por que seu parceiro está chateado, e você pode sentir-se culpado por algo que não é sua culpa.

Sintoma n º 4: Distração Extrema
O Déficit de Atenção e hiperatividade é um problema com a regulação da atenção, na forma adulta do TDAH, a pessoa pode ter difículdade grande em focar, gerando uma distratibilidade muito grande. A distração pode levar a uma história de baixa performance na carreira, especialmente em cargos de alta competitividade. Se você tem TDAH, você pode descobrir que telefonemas ou e-mails, ruídos, qualquer solicitação externa afetam a sua atenção, o que torna difícil para você para terminar de fazer alguma coisa. É comum ver pessoas com déficit de atenção que começam as coisas e nunca terminam

Sintoma n º 5: Dificuldade em Ouvir
Você viaja no pensamento durante as longas reuniões? Será que seu marido esqueçe de pegar seu filho na escola, mesmo que você ligou para lembrá-lo disto? Problemas com atenção resultar em má compreensão oral, em muitos adultos com TDAH, o que conduz a uma série de mal-entendidos.

Sintoma n º 6: Inquietação, Problemas para Relaxar
Embora muitas crianças com TDAH são “hiperativas”, este sintoma freqüentemente aparece diferentemente TDAH em adultos. Os adultos com TDAH estão mais propensos a apresentar agitação ou achar que não podem relaxar. Se você tem TDAH, outros podem te descrever como uma pessoa nervosa ou tensa.

Sintoma n º 7: problemas ao iniciar uma tarefa
Assim como as crianças com TDAH frequentemente adiam o início da realização da lição de casa, as pessoas com TDAH no adulto frequentemente se arrastam ao iniciar tarefas que exigem muita atenção. Esta  procrastinação agrava muitas vezes os problemas já existentes, incluindo desavenças conjugais, problemas trabalho, e problemas com os amigos.

Sintoma n º 8: Atraso Crônico
Existem muitas razões para adultos com déficit de atenção e hiperatividade serem geralmente atrasadas nos compromissos. Primeiro, eles são muitas vezes distraídas no caminho até um evento, talvez percebendo que o carro precisa ser lavado e, em seguida, percebendo que eles estão com pouca gasolina, e antes que eles percebam que já passou uma hora. Pessoas com TDAH também tendem a subestimar o tempo que leva para finalizar uma tarefa, se é uma tarefa importante no trabalho ou uma simples tarefa de casa.

Sintoma n º 9: Ímpetos de raiva
O TDAH freqüentemente leva a problemas com o controle das emoções. Muitos adultos com TDAH são explosivos com pequenas questões, tem o chamado pavio curto. Muitas vezes, a pessoa com TDAH sente como se eles não têm controle sobre suas emoções. Muitas vezes, a sua raiva aparece mais rapidamente que a capacidade em controlá-la.

Sintoma n º 10: Prioridade nas Coisas
O déficit de atenção pode causar dificuldades no planejamento das ações. As pessoas adultas com TDAH tem dificuldade em priorizar as obrigações mais importantes a cumprir, como o término de um trabalho, enquanto gasta inúmeras horas em algo insignificante, como um vídeo game.

Tratamento do TDAH no adulto

O tratamento do TDAH começa com o diagnóstico correto feito por um médico. Existem boas opções de tratamento do TDAH no adulto. As mesmas medicações usadas na criança podem ser usadas no adulto. O tratamento medicamentoso deve ser reservado para os casos nos quais aconteça algum prejuízo, alguma dificuldade na vida do paciente. Considerando que o TDAH pode estar associado a probelmas diversos como quadros depressivos, ansiedade, problemas com álcool e drogas, estas condições devem sertratadas também.

MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS

Várias linhas de psicoterapia podem ser indicadas. No caso de adultos casados, com freqüência algumas intervenções necessitam ser realizadas com o cônjuge. No caso de crianças e adolescentes, há programas de orientação e treinamento para pais e professores. Existem propostas muito interessantes de reestruturação do ambiente escolar e doméstico para crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade. Existem também várias recomendações que podem ser fornecidas ao paciente, de acordo com cada caso em particular, que amenizam suas dificuldades no dia-a-dia (tais como esquecimentos, uso de agenda, foco em uma tarefa, etc). Associação de técnicas Cognitivo Comportamentaiscom tratamento medicamentoso tem eficácia comprovada.

TRATAMENTO COM REMÉDIO

Existem muitos profissionais que prestam um GRANDE DESSERVIÇO à comunidade quando afirmam em meios de comunicação que os medicamentos “entorpecem” os pacientes, os tornam “robotizados”, “zumbis” e que este é um meio artificial de controle da doença. Geralmente são profissionais que não podem receitar medicamentos, é claro. Estão desinformados e provavelmente nunca acompanharam de perto um número suficiente de pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade antes e depois do tratamento farmacológico para observar a enorme diferença na vida destes indivíduos.

Vários remédios podem ser prescritos no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade, havendo evidências mais sólidas de eficácia com os psicoestimulantes Metilfenidato (Ritalina ou Concerta), Pemoline (Cylert), e as Anfetaminas (Dexedrine, Adderall) não são disponíveisno Brasil. Em alguns casos o modafinil (Stavigile) pode ser usado.

Os Psicoestimulantes são a primeira escolha no tratamento de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade segundo o NIH – National Institute of Health, dos EUA. Existem mais de 170 estudos clínicos, com mais de 6.000 pacientes avaliadas, sendo que 70% respondem com um único estimulante (o que é considerado muito bom). Os psicoestimulantes melhoram não apenas os sintomas típicos de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (desatenção, impulsividade e hiperatividade), como também aqueles de condições coexistentes (especialmente ansiedade e depressão) além das explosões de raiva e comportamento intempestivo.

EFEITOS COLATERAIS

Os efeitos colaterais com o uso de psicoestimulantes ocorrem em apenas cerca de 4% dos pacientes e são: insônia, diminuição do apetite, dores de estômago e cabeça e vertigem. Algumas crianças desenvolvem tiques quando iniciam o uso de estimulantes, mas não se sabe se a medicação causa os tiques ou se ela simplesmente revela uma condição pré-existente (crianças que têm Doença de Tourrette, caracterizada por múltiplos tiques, por exemplo). Existia uma crença de que o uso de estimulantes retardaria o crescimento de crianças e por isso se recomendava os “feriados” (alguns dias ou o final de semana) ou “férias” (meses) terapêuticas. Recentemente estudos mostram que isto NÃO ACONTECE!

OUTROS REMÉDIOS

Antidepressivos podem diminuir a agressividade, melhorando também os sintomas de ansiedade e depressão freqüentemente observados em portadores de Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade. Clonidina (Atensina), um medicamento para tratamento de hipertensão arterial, parece estar associada a resposta favorável em bom número de casos. Neurolépticos, remédios que atuam na dopamina podem ser usados, quando os estimulantes promovem aumento do comportamento motor ou quando existe  déficit cognitivo associado (retardo mental).

ATENÇÃO, NÃO SE AUTOMEDIQUE! Consulte um médico para fazer o seu diagnóstico e iniciar o melhor tratamento.

Espaço medico esclarecedor.
http://cefaleias.com.br/tdah
Dr.Mario Peres