segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Mulheres, namoro e as mentiras carnavalescas

A mentira é o motor que faz mover o Brasil. A verdade dura exige discernimento e bom senso para que seus problemas pudessem ser resolvidos. Mas ninguém quer ter discernimento e bom senso, já que estimulados pela mídia a não pensar (pensar derruba líderes - que não querem ser derrubados), preferem acreditar em mentiras doces e confortáveis que enganam a todos e pões tudo de ruim para debaixo do tapete, para depois a sujeira se espalhar novamente, repetindo o ciclo.

E boa parte das maiores mentiras se referem à vida afetiva, tão injusta quanto a luta por emprego ou qualidade de vida. Ainda mais numa sociedade machista como a nossa, onde até as mulheres seguem direitinho as regras e convicções machistas. Ruim para quem ficar de fora desse machismo todo.

E para os machistas, é bom acreditar em certas facilidades em torno da vida afetiva, como o suposto excesso de solteiras, sobretudo em tempos de festas ou a facilidade de conquista nestes ambientes ébrios. Facilidades, ma non troppo, já que os machistas gostam de dificuldades na  conquista por: primeiro por se divertirem com esse joguinho de gato-e-rato, segundo para eliminar os tímidos e "incapazes" da concorrência.

Mulher linda e fácil no Carnaval? Desconfie, é cilada...

E muito bonito saber que, durante o Carnaval, as mulheres se tornam misteriosamente "mais amorosas" e muito mais "receptivas" para relacionamentos. Só que são as mesmas mulheres que no resto do ano se mostram carrancudas quando andam na rua e reclamam quando você encosta seu corpo no de cada uma delas, mesmo involuntariamente num ônibus lotado. 

Como achar natural haver nas mulheres um comportamento contraditório ao das mesmas mulheres durante o resto do ano? Será que para elas, somente as festas é que servem para arrumar namorado? E vocês acham, que elas vão conseguir um cavalheiro disposto a um relacionamento sério, fiel e duradouro em um ambiente de irresponsabilidade, descontrole e muita tolice? As mulheres estão sonhando. Aí se enfiam em um casamento fracassado com homens que não as amam e depois vem dizer que "o amor acabou". Como acabou se nem havia começado?

Pode até ser que muitas dessas mulheres nem estejam fazendo questão de amor. A mídia imbecil enfiou na cabeça delas duas ideias idiotas: a de que não existe homem romântico e a de que mulher apaixonada é sinônimo de mulher otária. Dois erros que na prática demonstram bem falsos e estimulam esse comportamento das mulheres de só ser simpáticas nos horários de festas.

Que graça tem para as mulheres de serem só simpáticas e amorosas em horários de festa? Não sabem que elas só perdem com este comportamento? Não sabem que nem todos os tipos de homens vão as festas? Chiam porque falta homem sem saber que o grande contingente masculino está se ocupando com coisas muito mais importantes e produtivas do que rebolar com a cara cheia de álcool, com neurônios morrendo aos poucos. Homens cada vez manos vão às festas. Sabem que não são os ambientes ideais para se conhecer alguém realmente sério.

Não sei se vale a pena pedir uma mudança de atitude para as mulheres. No Brasil, teimosia virou característica típica. Quase todos os brasileiros transformaram convicções em patrimônio e se orgulham disso. Mudar de ideia soa como sinal de derrota. Mudar a mente de um brasileiro é muito mais difícil do que passar em concurso público dos mais concorridos.

Por isso nem vou fazer esse pedido. Elas que continuem assim. O que peço é que a opinião pública e a propaganda midiática pare de mentir. Assumam de uma vez por todas que está cada vez mais difícil amolecer o coração de uma mulher. Pelo menos até haver uma mudança de atitude das mulheres: quando elas perceberem que o comportamento delas afastam os homens mais conscientizados e respeitadores.

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