terça-feira, 19 de novembro de 2013

Secadores automáticos de mão podem aumentar nº de bácterias

ESPREMENDO A LARANJA: Nunca confiei nesses tipos de secador, que não seca nada e ainda polui, sujando mais ainda a mão quer acabou de ser lavada. As toalhas descartáveis de papel ainda são a melhor opção, por ser mais higiênica.

O texto abaixo, extraído do portal Terra, tem algum tempinho, mas a descoberta vale até hoje, já que ainda se utiliza o tipo de secador mencionado na pesquisa.

Secadores automáticos de mão podem aumentar nº de bácterias

21 de setembro de 2010 • 11h59 - Portal Terra

Estudo da Universidade de Bradford, Reino Unido, aponta que secadores automáticos de mão, utilizados em banheiros públicos, aumentam o número de bactérias nas mãos quando a pessoa as esfrega. O certo é apenas deixá-las paradas. As informações são do site da revista New Scientist.

A experiência que detectou o fato foi realizada por Anna Snelling, professora da universidade. Ela pediu que 14 voluntários secassem suas mãos por 15 segundos usando três tipos diferentes de secadores automáticos. Em alguns casos, o voluntário deveria esfregar as mãos e em outros não.

Quando os voluntários ficaram com as mãos paradas, as bactérias de pele foram reduzidas em 37% em comparação com o momento em que elas acabaram de ser lavadas. Já quando as pessoas esfregaram as mãos no secador, o aumento de bactérias foi de 18%. Papéis toalha são os mais eficientes, pois raspam as bactérias da pele quando usadas para enxugar.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O proselitismo religioso durante a visita do Papa

Existe uma grande diferença entre divulgar a vinda e a estadia de um chefe religioso e a propaganda enrustida à religiosidade, como imposição a crença difundida através dessas reportagens. Jornalismo deve ser imparcial e ser laico também faz parte da imparcialidade. 
Como todas as religiões são fundadas em fatos de credibilidade duvidosa, embora difundidas como "verdades absolutas", o direito de ter uma fé diferente ou até de não ter fé deveria ser respeitado, o que não aconteceu com as reportagens sobre a visita do Papa Francisco, que soaram mais como propaganda de adesão ao Catolicismo.

Nada contra católicos, evangélicos ou qualquer fiel religioso. Tenho muitos amigos religiosos. A religiosidade é culturalmente salutar mas é nociva quando se envolve com política ou com a qualidade de vida da população. Por isso mesmo, discussões religiosas deveriam ficar limitadas aos seus templos, igrejas ou centros. Não dá para impor para o mundo real, crenças sem a probabilidade racional e científica.
Era melhor que um telejornal se limitasse a fazer reportagens, mesmo que sejam muitas e longas, sobre a chegada do Papa. Mas o que se viu não foi jornalismo e sim proselitismo religioso. Ficou um quê de "vamos todos nos tornar católicos". A mesma coisa já feita por emissoras evangélicas ou por programas alugados pelas mesmas.

O laicismo, considerado pelos religiosos como algo nocivo, é o que deveria ser levado em conta em nosso cotidiano. Deixemos as religiões limitadas ao seu contexto. Deus não inventou as religiões. Estas, foram criadas por seres humanos como forma de homenagear Deus, inspirados nos antigos cultos de povos primitivos. Não sou eu que  digo isto, são os fatos históricos.

A mídia, cuja função deveria ser informar, não perde a oportunidade de se comportar como um regulador social, impondo costumes, ideias e crenças. Essa capacidade de se impor ideologicamente é algo que vai contra a funções original da mídia e tem estragado a sociedade durante muitas décadas, favorecendo todas as injustiças que estamos cansados de conhecer.

Respeitar a crença alheia e até a não crença é um dever que não está sendo posta em prática por uma mídia cada vez mais avançada tecnologicamente e mais retrógrada ideologicamente, que insiste em negar mais uma vez a sua missão de informar, preferindo o velho proselitismo, seja no futebol, na política, na cultura e nas religiões.

Se é para falar sobre a chegada do papa, até aí eu concordo plenamente. Mas usar a visita do chefe dos católicos para fazer propaganda do Catolicismo, é demais. A maneira como as reportagens são mostradas é algo tipicamente publicitário, em prol dos católicos (crença pessoal da família Marinho, cuja religiosidade não os impediu de sonegar impostos). Assim deixou de ser jornalismo para ser culto religioso, dos mais manipuladores. Colocaram a Santa Missa em seu lar no lugar do Jornal Nacional. E que assim não seja.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Cory Monteith e até quando morreremos por causa de drogas?

Ontem o assunto do dia foi a morte do jovem ator e cantor Cory Monteith, um dos protagonistas do seriado musical Glee. Apesar de não sentir nenhum tipo de afeto por ele, até pelo fato de eu conhecer pouco sobre o ator, por não curtir o seriado (uma versão piegas e "karaokê" de High School Musical), fiquei triste ao saber de sua morte. Uma das poucas coisas que sabia dele era o fato de ser um ator talentoso e promissor. Uma pena.

As informações até a publicação deste texto não indicavam a confirmação de alguma causa de morte. O que se sabe é que Monteith foi viciado em drogas e chegou a se tratar para internar para um tratamento aparentemente bem sucedido. Muitas pessoas falam em uma recaída no consumo como possível causa da morte.

Isso me faz pensar a respeito: porque ainda tem muita gente morrendo vítima de consumo de drogas? E porque estas mortes não são encaradas como lição a prevenir a morte de outros?

Ainda morre muita gente por causa de consumo de drogas. E as mortes cada vez mais comuns e sucessivas não conseguem enfiar de uma vez por todas nas cabeças da sociedade que as drogas são nocivas, alteram o funcionamento do organismo e podem matar. 

Viciados em drogas sempre tem a arraigada ideia errada de que os alertas anti-drogas são sempre moralistas. Acontece, cara pálida, que o consumo de drogas nada tem a ver com moral. Isso foi um preconceito do passado que creio estar superado. O problema das drogas é saúde.

Reitero que as drogas alteram o funcionamento do organismo, sobretudo o mental. As pessoas tem as capacidades limitadas e perdem a noção da realidade e perdem também a capacidade de discernimento e de atenção. Mesmo as drogas legais como álcool e cigarro são altamente danosas. E porque mesmo sabendo disso, e com exemplos que provam a certeza desses danos, ainda o consumo é tão alto?

Porque as drogas, infelizmente, ainda são vistas como um "ingresso" para o sucesso social. As pessoas consomem para ser incluídas. As drogas legais são tidas como "atestado de vida adulta", já que - em tese - crianças são proibidas de consumi-las. Drogas como a cocaína e a maconha oferecem sintomas que de início favorecem o convívio social. Mas um efeito efêmero, que ao desaparecer, logo se inverte, se tornando um potencial isolador social. Um engano.

O álcool ainda é o mais consumido. É ainda muito estimulada e muitos grupos sociais a transformam em obrigação social, impondo o seu consumo para parecer simpático perante os outros. Grande maioria das pessoas inicia o consumo de álcool justamente para tentar melhorar seu comportamento e sua aceitação social. Por ser uma droga ritual, cada cultura tem a sua bebida alcoólica típica, o que estimula ainda mais o consumo.

E precisamos das drogas? Claro que não! Quem faz questão do consumo de drogas com absoluta certeza - apesar da aparência oposta - é uma pessoa com real dificuldade social e se obtém sucesso social com o consumo é porque encontra gente tão fraca quanto ele para o aceitar. Trocando em miúdos, um grupo de fracos só aceita que gente tão fraca quanto o grupo entre nele. Conheço pessoalmente muita gente que acha que sucesso social e bebida alcoólica são sinônimos. Triste isso.

Seja qual for o tipo de droga, legal ou ilegal, injetável ou inalável, fermentada ou destilada, todas são altamente nocivas, gerando muitos danos em quem consome, isso quando não mata. Legal seria que abolíssemos de vez as drogas, sejam de que tipo for, e aprendermos a nos descontrair e sociabilizar sem a necessidade do consumo delas.

Aprendamos também com os exemplos que aparecem aos nossos olhos, de muita gente que sofre ou morre graças ao consumo. Que apesar de associados frequentemente à - falsa - felicidade - as drogas, sem qualquer tipo de exceção, só oferecem um futuro triste para quem se atreve a consumir. 

Por mais óbvio que seja, ainda tem gente que prefere ignorar o fato de que se drogas fossem boas, não geravam danos e a morte. Será que ninguém parou para aceitar uma ideia tão óbvia? Tão óbvia que não exige muito raciocínio para verificar a sua obviedade?

Quer ser feliz? Seja você mesmo e use os recursos que possui. Não são substâncias estranhas que lhe trarão aquilo que tanto desejamos. Muito menos trarão de volta jovens como Cory Monteith, com um promissor e bem sucedido futuro enterrados embaixo de uma lápide.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Ninguém é santo: os defeitos são mantidos após a morte

Um cacoete que os brasileiros nunca se livram e passam de geração a geração é o de "canonizar" mortos, aumentando as suas qualidades e tratando-os como benfeitores, embora sejam meras celebridades. Divertir os outros não deveria ser considerado caridade, porque tratar como benfeitos aquele que só diverte os outros?

Ontem teve a notícia do falecimento de Alexandre Chorão, líder da banda Charlie Brown Júnior, que eu sempre considerei uma das piores bandas do Brasil. Ele tinha 43, um ano a mais que eu.

Não é preciso dizer que choveram mensagens piegas e até histéricas sobre a morte do cantor, transformado de "santo" para cima (deus?). Eu nem entrei no Facebook com medo de ser bombardeado por homéricas bobagens a respeito.

E alguém que morre vira "santo"? Se nem os santos católicos são realmente santos de caráter, imagine os pagãos? Se esquecem que o nosso planeta é atrasadíssimo em evolução moral e intelectual e que ninguém é 100% bondoso. Nem mesmo eu. A ganância materialista, junto ao orgulho que nos faz pensar que somos melhores que os outros, que quase todos temos nos faz vilões em algumas situações.

A banda Charlie Brown Júnior (cujo nome nada tem a ver com o desenho do Snoopy e sim com o nome de um bar frequentado por Chorão), nunca foi uma grande banda. Seu roquinho era bem fraco, na linha dos Mamonas Assassinas (só que sem humor) e suas letras, do tipo "eu sou assim e me respeite como tal", confundiam narcisismo com conscientização, teimosia com fidelidade ideológica, estimulando a egolatria de muitos jovens. Então como considerar um benfeitor um cara que era inclusive mal exemplo para a juventude?

Será que ao morrer, Chorão, um narcisista arrogante (as fotos do Google mostram o cantor em várias poses típicas de um arrogante) que simbolizava o playboyzinho estereotipado, se livrará de seus defeitos? Nada disso. Ele levará, continuará sendo o mesmo Chorão de sempre, e encontrará na próxima vida uma nova oportunidade de se livrar de seus defeitos, através de situações desafiadoras. É assim que a natureza corrige as nossas tão falíveis almas.

E a sua música permanecerá para sempre? Certamente que não, embora os histéricos repitam incessantemente o bordão "sua obra ficará para sempre". O que fica para sempre é o que tem consistência e que possa ser útil para a humanidade no futuro. E cá pra nós, letrinhas narcisistas são algo que deveria ter sumido do planeta há séculos, não acham?

Até a conclusão desta postagem, não foi divulgada a causa da morte. Acredita-se em overdose de drogas, o que é coerente com a postura do astro. De qualquer forma, a humanidade brasileira mostra que ainda não se evoluiu, não aprendeu com a experiência de muitas mortes de ídolos fajutos, tratados feito gênios só porque morreram. Será que isso é puxa-saquismo para evitar que os ídolos os assombrem? Bu!

Os brasileiros deveriam se amadurecer e para com essa mania de canonizar celebridades mortas. Não existe ninguém perfeito, além do que ser celebridade não é sinônimo de benfeitor. Celebridades são como meros palhaços, servindo só para fazer os outros se divertirem. O máximo que pode acontecer com a morte de um ídolo é o fechamento do picadeiro, com o apagar de suas luzes. As mortes de vários palhaços nunca serviram para mudar o mundo. E nem servirão.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Mulheres, namoro e as mentiras carnavalescas

A mentira é o motor que faz mover o Brasil. A verdade dura exige discernimento e bom senso para que seus problemas pudessem ser resolvidos. Mas ninguém quer ter discernimento e bom senso, já que estimulados pela mídia a não pensar (pensar derruba líderes - que não querem ser derrubados), preferem acreditar em mentiras doces e confortáveis que enganam a todos e pões tudo de ruim para debaixo do tapete, para depois a sujeira se espalhar novamente, repetindo o ciclo.

E boa parte das maiores mentiras se referem à vida afetiva, tão injusta quanto a luta por emprego ou qualidade de vida. Ainda mais numa sociedade machista como a nossa, onde até as mulheres seguem direitinho as regras e convicções machistas. Ruim para quem ficar de fora desse machismo todo.

E para os machistas, é bom acreditar em certas facilidades em torno da vida afetiva, como o suposto excesso de solteiras, sobretudo em tempos de festas ou a facilidade de conquista nestes ambientes ébrios. Facilidades, ma non troppo, já que os machistas gostam de dificuldades na  conquista por: primeiro por se divertirem com esse joguinho de gato-e-rato, segundo para eliminar os tímidos e "incapazes" da concorrência.

Mulher linda e fácil no Carnaval? Desconfie, é cilada...

E muito bonito saber que, durante o Carnaval, as mulheres se tornam misteriosamente "mais amorosas" e muito mais "receptivas" para relacionamentos. Só que são as mesmas mulheres que no resto do ano se mostram carrancudas quando andam na rua e reclamam quando você encosta seu corpo no de cada uma delas, mesmo involuntariamente num ônibus lotado. 

Como achar natural haver nas mulheres um comportamento contraditório ao das mesmas mulheres durante o resto do ano? Será que para elas, somente as festas é que servem para arrumar namorado? E vocês acham, que elas vão conseguir um cavalheiro disposto a um relacionamento sério, fiel e duradouro em um ambiente de irresponsabilidade, descontrole e muita tolice? As mulheres estão sonhando. Aí se enfiam em um casamento fracassado com homens que não as amam e depois vem dizer que "o amor acabou". Como acabou se nem havia começado?

Pode até ser que muitas dessas mulheres nem estejam fazendo questão de amor. A mídia imbecil enfiou na cabeça delas duas ideias idiotas: a de que não existe homem romântico e a de que mulher apaixonada é sinônimo de mulher otária. Dois erros que na prática demonstram bem falsos e estimulam esse comportamento das mulheres de só ser simpáticas nos horários de festas.

Que graça tem para as mulheres de serem só simpáticas e amorosas em horários de festa? Não sabem que elas só perdem com este comportamento? Não sabem que nem todos os tipos de homens vão as festas? Chiam porque falta homem sem saber que o grande contingente masculino está se ocupando com coisas muito mais importantes e produtivas do que rebolar com a cara cheia de álcool, com neurônios morrendo aos poucos. Homens cada vez manos vão às festas. Sabem que não são os ambientes ideais para se conhecer alguém realmente sério.

Não sei se vale a pena pedir uma mudança de atitude para as mulheres. No Brasil, teimosia virou característica típica. Quase todos os brasileiros transformaram convicções em patrimônio e se orgulham disso. Mudar de ideia soa como sinal de derrota. Mudar a mente de um brasileiro é muito mais difícil do que passar em concurso público dos mais concorridos.

Por isso nem vou fazer esse pedido. Elas que continuem assim. O que peço é que a opinião pública e a propaganda midiática pare de mentir. Assumam de uma vez por todas que está cada vez mais difícil amolecer o coração de uma mulher. Pelo menos até haver uma mudança de atitude das mulheres: quando elas perceberem que o comportamento delas afastam os homens mais conscientizados e respeitadores.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Não vá fingir de solteiro no Carnaval se você for comprometido!

ESPREMENDO A LARANJA: Texto interessante. Concordo plenamente. Namoro é responsabilidade. Para os indecisos, sejam homens ou mulheres, que desejam usar os festejos para "arrastar as asas" para quem quer que seja, recomendo encerrar qualquer tipo de relacionamento sério. 

Sejamos coerentes: se você, que tem companheiro, quer dar uma de solteiro no Carnaval e agarrar tudo que encontra pela frente, com absoluta certeza, você não quer nada sério. Vá se divertir e assuma que você ainda não está preparado para um compromisso. namorar só para agradar a sociedade não é bom. Polígamos em potencial tem mais é que viver descompromissados para que estejam sempre disponíveis para qualquer amasso.

Quem quer algo realmente sério deve estar consciente das responsabilidades a que isto se propõe.

Vou namorar depois do carnaval

Por Alexandre Chollet  - Cérebro Masculino

Vocês estão ficando há um tempo, mas ele não quer dar o próximo passo e namorar antes do carnaval. Você prefere “aproveitar” com suas amigas e só depois da festa, pensar em algo sério. Ele pediu um tempo uma semana antes do carnaval, pois o relacionamento está desgastado ou ele está confuso.

São três exemplos muito comuns que ocorrem nessa época do ano. As pessoas priorizam uma festa onde a pegação rola solta para, apenas depois, terem algo sério. Bem, se o seu ficante é um desses, ou se seu namorado pedir um tempo logo antes da semana carnavalesca, caia fora, vaze, dê um pé na bunda. Não adianta perder tempo com quem dá prioridade a uma festa.


E se você está nessa, enrolando o coitado até passar o carnaval, sinceramente, só tem duas opções: ou você não está preparada para namorar ou não gosta dele. De qualquer maneira, o ideal é acabar tudo.

Se há amor, carinho ou ao menos interesse, não há festa que possa adiar o início de algo tão importante quanto um relacionamento. Não há vontade de ir farrear, ficar com outras pessoas ou tomar atitudes de solteiros. Quando você realmente está interessado ou sente algo por alguém, é só aquela pessoa que quer, deseja, pensa. O relacionamento fica mais importante que qualquer evento.

Um amigo meu já havia pago hotel em Salvador (só o hotel foi R$4000) e tudo  mais para o período carnavalesco. Começou a namorar no início desse mês e cancelou tudo, está procurando alguém para comprar a estada no quarto dele, pois preferiu ficar com a namorada. Eu sou DJ e quando toco no carnaval, caso esteja namorando, sempre levo a namorada junto. É uma questão de prioridades. E se acabar depois e você tiver perdido a festa? Lixe-se, todo ano tem diversas festas.

Outro amigo, ano passado, estava ficando com uma menina por um bom tempo, ela queria namorar. Ele estava enrolando até passar a bendita festa. Ela percebeu e deu um belo de um pé na bunda nele. Hoje tem um namorado que o prioriza do mesmo modo que ela o faz.

Caso você tenha um relacionamento e goste da festa, aproveitem em casal. Se não gostar, é o período ideal para viajar, fazer programas lights ou  ficar em paz apenas os dois, em casa mesmo.

E se teu namorado acabar o namoro, e vier te procurar logo após o período, vai treinando seus chutes na bunda, pois é o que ele merece.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Um retorno à Idade Média

ESPREMENDO A LARANJA: os tempos atuais, do contrário que se pensava, não estão representando uma era de avanço e sim de um surpreendente retrocesso intelectual, fortalecido pela mídia, pelas religiões, pelas regras sociais e pela já tradicional aversão a tudo que é intelectual, estimulado pelos meios aqui citados.

Essa aversão à intelectualidade tem feito muitos erros se consagrarem, impedindo a evolução da humanidade - agravada pela glamourização da pobreza, que pode ser traduzida como estímulo a estagnação intelectual, já que as classes mais pobres, por desestimulo educacional, ainda demonstram ter o intelecto, senão ausente, mas evidentemente atrofiado - e mantendo problemas, injustiças e muito preconceito, fazendo com que o bem estar chegue apenas a alguns e que todos tenham medo de questionar e preguiça em raciocinar.

Um cenário como este é perfeito para que a credulidade e o desespero se desenvolvam e resultem nisso tudo que foi visto em 21 de dezembro passado.

Povo sem discernimento é povo manobrável. Este fato garante o poder dos mais favorecidos. Por isso há o cuidado de nunca melhorar de fato o sistema educacional, além de haver a dedicada transformação da mídia em não só uma difusora, mas principalmente, uma reguladora absoluta das regras e costumes sociais.

Igualzinho como era na Idade Média, descontando os avanços tecnológicos.

Um retorno à Idade Média

Ulisses Capozzoli - Scientific American Brasil - Publicado no blog do GEAC

Terminar 2012 sob boataria, prevendo o fim do mundo em 21 de dezembro, certamente merece alguma reflexão.

Na segunda década do século 21, quando a Voyager-2 se encontra a mais de 18 bilhões de km da Terra, uma navegação que convive com temores típicos do passado pré-científico evoca um paradoxo perturbador.

Navegamos rumo a outras estrelas, ao mesmo tempo em que retrocedemos no tempo e vivenciamos temores típicos da Idade Média.

O que levou multidões nas mais diferentes regiões do mundo a dar crédito a uma fabulação sem qualquer sentido racional e temer, uma vez mais, o fim da humanidade?

Várias questões podem ser levadas em conta para uma resposta possível e, em conjunto, é possível que elas forneçam uma idéia satisfatória.

Vivemos uma crise de valores em que, de maneira geral, o que era não é mais e o que deve ser ainda não é.

A sucessão e o ritmo de mudanças a que estamos submetidos dificulta a percepção de uma idéia de processo e o resultado disso é um movimento desencontrado, profundamente desestabilizador do ponto de vista da estabilidade emocional.

Em pleno século 21 é possível que, com a idéia de fim do mundo, tenhamos de volta conceitos típicos de uma época pré-científica, da ciência mágica que antecedeu a ciência moderna.

É como se tudo pudesse ser processado de um único golpe e assim fosse possível retornar àquilo que os mitólogos conhecem como a “idade dourada”, uma época em que, supostamente, habitássemos o paraíso.

É possível que estejamos vivendo um retrocesso orquestrado por certo fundamentalismo de fundo religioso, refratário a princípios de racionalidade que formam a base do pensamento científico e de uma realidade pretensasmente contemporânea.

Como o mundo não acabou, que justificativa fornecerão aos incautos que lhes deram crédito uma diversidade de gurus, embusteiros, oportunistas e desajustados psíquicos de várias ordens?

Seguramente dirão que rituais, entre outras práticas desenvolvidas em diferentes regiões do mundo, tidas como “seguras para enfrentar o fim do mundo”, foram responsáveis pela manutenção da naturalidade das coisas, ou seja, impediram que o mundo viesse abaixo como anunciado.

E assim continuarão explorando um filão rentável que extrai do desconhecimento mínimo de princípios naturais, lucros e outras vantagens indevidas.

Talvez não faça sentido atribuir a uma indústria de entretenimento gananciosa e desprovida de elementares sentidos de ética a responsabilidade por este momentâneo (?) retorno ao obscurantismo.

Mas não se pode dizer que essa versão inescrupulosa da indústria de lazer não tenha dado sua contribuição significativa para que as coisas tenham chegado a esse nível de retrocesso.

Ainda na quinta-feira à noite, pelo menos dois canais de uma rede de TV por assinatura alimentavam um clima de dúvida e insegurança numa programação com a participação de “autores” e “pesquisadores” , gente destituída de qualquer base lógica, para não falar em equívocos elementares, erros grotescos e citações e comparações despudoradamente indevidas.

O mundo de fato não acabou. Mas talvez não esteja muito longe disso.

As trevas do obscurantismo, oportunismos e retrogradação há muito tempo não demonstravam o quanto estão manipulando a história das mentalidades.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

É desta forma que iremos nos evoluir?

Ontem cheguei em casa após fazer uma excelente prova de concurso e recebi esta notícia através de meu irmão que estava vendo pela internet. Uma tragédia ocorrida em uma cidade interiorana do Rio Grande do Sul teve uma imensa quantidade de vítimas mortas.

Não vou ficar como os outros blogues na pieguice de chorar pela morte das vítimas. Todos se esquecem que a morte é a única certeza na vida e as religiões, incompetentes e alucinadas como há séculos, ao invés de educar a sociedade prefere embutir o medo em seus corações, no que resulta nessa pieguice desesperada que vemos neste episódio e que é estimulada pela mídia.

Vão me chamar de insensível, de "mau caráter", mas nestas horas, o equilíbrio emocional é indispensável. Claro que fiquei perplexo com o desastre. Não há como não ficar triste com isso. Mas o que quero dizer é que não é a pieguice desesperada que vai trazer as pessoas de volta. Elas continuam a sua caminhada no outro lado da vida, em outra dimensão. É cruel, mas é real dizer: as vítimas tiveram que passar por isso. Fazia parte do aprendizado de seus espíritos, verdadeiros seres dentro dos corpos finados, meras "roupas".

A tragédia aconteceu por irresponsabilidade. Show pirotécnico? É necessário? Não era um show musical? porque hoje a música tem que ser cada vez mais visual? Poderia ter dispensado muito bem o show pirotécnico. Mas como hoje a música está cada vez pior, os efeitos visuais surgem para compensar isso.

Tá, e a boate? Pelo que se diz, parece que não tinha estrutura para o evento ocorrido. Será que não tinham percebido isso? Porque os seguranças impediram as pessoas de sair, mesmo com o perigo evidente? Será que estes seguranças são um bando de tapados que não conseguiam entender o que estava acontecendo, tendo que esperar por uma ordem para agir numa situação como essa? Sobram perguntas e faltam respostas.

A sociedade não sabe o que é alegria. Cotidianamente incomodada com o excesso de trabalho (a carga de trabalho de 44 horas semanais é muito alta), mas com medo de reagir contra isso (até porque confunde tempo livre com "preguiça"), a sociedade brasileira procura se divertir de forma cada vez mais alienada, colocando uma falsa alegria gerada por bebidas e foguetórios (integrantes dessa tradicional obsessão compulsiva do brasileiro por festas e eventos sociais) no lugar da alegria que não conseguem desenvolver em seus corações. Aí dá nisso e a sociedade chocada fica sem entender aquilo que na verdade é culpa dela mesma.

Vivemos numa sociedade de excessos. Ou é a loucura do álcool e das drogas ou é o moralismo irresponsável das religiões, sempre baseadas na ficção e no medo. Ainda não encontramos o equilíbrio entre os prazeres da vida e a responsabilidade. E damos sinais de que não iremos encontrar tão cedo.

Seria bom que muitas lições pudessem ser aprendidas neste triste episódio. Muita gente acaba servindo de mártir, morrendo para que a sua morte sirva de lição para os que ficam. O brasileiro só aprende apanhando e essa "surra", embora dolorida, tem muito mais eficácia do que as palmadinhas imbecis que os pais dão em seus indefesos filhos para desabafar dos problemas que se recusam a resolver, seja pro preguiça ou por medo. Preguiça e medo bastante estimulados pela mídia e pelas regras sociais de que não conseguimos nos libertar.

E sendo medrosos e preguiçosos como insistimos em ser, é que nos consideramos prontos para "liderar o mundo" neste novo milênio? Ora, amadureçam, brasileiros, amadureçam!