quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O Papai-Noel foi criado pela Coca-Cola? Saiba origens do Natal

ESPREMENDO A LARANJA: Esse texto é antigo, mas serve de curiosidade para quem quer conhecer as origens da mitologia natalina que entope os festejos desta semana que precede o final do ano.

E o Papai Noel, quem diria? Surgiu como garoto propaganda da Coca-Cola! Vocês sabiam?

O Papai-Noel foi criado pela Coca-Cola? Saiba origens do Natal

24/12/2011 - Portal Terra

Papai-Noel, árvore, ceia e presentes. Chega a época do Natal e começamos a ver tudo isso em todo o lugar (e de vez em quando ouvimos falar de um tal de Cristo). Mas qual é a origem de todos esses símbolos? E da festa - quando e por que surgiu a comemoração do Natal? Segundo Pedro Paulo Funari, professor de história e arqueologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a origem da comemoração e seus símbolos são muito mais pagãos que cristãos.

Por que 25 de dezembro?

Conforme Funari, o Natal é derivado de uma festa muito anterior ao cristianismo e ao calendário do ciclo solar. De acordo com o pesquisador, os pagãos comemoravam na época do solstício de inverno (o dia mais curto do ano e que, no hemisfério norte, ocorre no final de dezembro) porque os dias iriam começar a ficar mais longos. "É uma celebração que tem a ver com o calendário agrícola, originalmente. E, como todo calendário agrícola, ele está preocupado com a fertilidade do solo e a manutenção do ciclo da natureza", diz o professor.

Em Roma, essa data era associada ao deus Sol Invictus, já que após o dia mais curto do ano o sol volta a aparecer mais. Quanto ao cristianismo, a comemoração do nascimento de Jesus Cristo só começou a ocorrer no século IV, quando o imperador Constantino deu fim à perseguição contra essa religião. Os religiosos então usam a comemoração pagã e a revestem com simbolismo cristão. Curiosamente, afirma o pesquisador, no final do mesmo século, como a Igreja ganha poder, ela passa a perseguir os pagãos que comemoravam a festa da forma original.

Troca de presentes

Segundo Funari, a troca de presentes é um ato comum a todos os povos, independente do capitalismo, por exemplo, ou de religião. Esse ato, desse ponto de vista, é muito mais ligado ao reforço de laços sociais entre as pessoas. No cristianismo, a troca foi associada simbolicamente aos reis magos, que teriam dado presentes de Jesus - em alguns países, como na Espanha, é comum dar presentes apenas no Dia de Reis.

Contudo, durante o século XX, a festa foi perdendo muitas de suas características religiosas (mas não todas) e hoje se apresenta de forma muito mais comercial. "Desvencilhou-se bastante da imagem original (religiosa) para que pessoas, países e povos não cristãos, como os japoneses, também sejam incentivados a ter troca de presentes nesse período", diz Funari, que lembra que muitas pessoas que não são religiosas e até ateus participam de festas de Natal.

"Na propaganda dos presentes em si, não aparece o Cristo, o Jesus. Aparece lá 'compre uma TV moderna', 'compre um aparelho celular'. Na propaganda desses produtos não aparece essa caracterização religiosa. (...) Sabendo-se que as pessoas têm como princípio o estreitamento de vínculos sociais em geral e dentro da família em especial, o capitalismo explorou isso, digamos assim, ao extremo."

Originalmente, afirma o pesquisador, a troca de presentes não estava ligada à tradição do Natal, pelo menos não à festa original. "A troca de presentes na escala moderna é uma invenção do capitalismo."

Ceia

A comida de Natal, por outro lado, era comum nas primeiras festas. Na ceia natalina era comum a carne assada porque esses pratos eram considerados mais sofisticados, mais caros, e serviam melhor para uma situação especial. O porco, assim como o peixe, era uma das carnes mais comuns.

O peru foi introduzido apenas no século XVI. A ave é originária das Américas e se popularizou rapidamente na elite da Europa quando foi levada ao continente. Por ser mais caro, o peru virou a carne das grandes ocasiões.

Papai-Noel

Funari afirma que o homem chamado Nicolau que viveu na Antiguidade e que virou santo não tem nada a ver com o Papai-Noel, apesar de muitas versões dizerem isso. A figura tem origem em tradições germânicas e nórdicas. O protestantismo, que buscava um simbolismo diferente da comemoração católica - que enfatizava a figura do presépio - utilizou o personagem.

Já a imagem que conhecemos do Papai-Noel tem uma origem muito mais comercial. A figura de um velhinho com roupa vermelha e branca foi criada e difundida pela publicidade da Coca-Cola no século XIX. "A gente pode dizer que o Papai-Noel como a figura que a gente conhece é uma invenção da Coca-Cola e dos meios de comunicação de massa", diz o pesquisador. O papel da mídia, afirma Funari, foi difundir essa imagem. O cinema e outros meios trouxeram a imagem criada pelos publicitários ao Brasil.

"Se você for olhar os jornais brasileiros do início do século XX, no período do Natal, você encontrará referências ao presépio(...) não se fala em Papai-Noel", diz o pesquisador, que lembra que nos dias atuais o presépio praticamente sumiu dos meios de comunicação.

O pinheiro

A origem do pinheiro é bem parecida: era uma figura germânica e nórdica que foi absorvida pelo protestantismo. Aqui, a decoração chegou com influência principalmente do cinema - apesar de não ter tido um patrocínio de peso, como teve Papai-Noel. Para o pesquisador, os símbolos atuais do Natal foram tão importados quanto o Halloween, do qual muita gente reclama.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

De novo, o mundo não acabou. Mas até quando?

ESPREMENDO A LARANJA: É... mais uma profecia não se realiza, ou porque profecias foram mal interpretadas, ou porque profecias foram feitas para não serem cumpridas. De qualquer forma, o mundo acabará, em um futuro muito remoto. 

O que não está acabando são os problemas e injustiças que vemos todos os dias, graças a nossa falta de discernimento, submissão às regras sociais, confiança cega em autoridades e a nossa má vontade em resolver as coisas. Pode ser que o planeta não acabe, mas a humanidade pode acabar se não acabarmos com todos esses erros.

O ano está acabando, e o mundo não acabou. Por enquanto estamos tranquilos. Até quando, não sabemos.

De novo, o mundo não acabou. Mas até quando?

GHX Comunicação - Extraído do Portal Terra

O dia 21 de dezembro passou, e você está sentado na cadeira lendo este texto. Ou seja, o mundo não acabou. Mesmo os mais céticos, que não acreditavam que o planeta seria destruído nessa data, provavelmente passaram a fatídica sexta-feira com os olhos e ouvidos mais apurados. Em segredo, ficaram atentos a ruídos que poderiam anunciar uma chuva de meteoros, um planeta em rota de colisão com a Terra ou um tsunami. Prestaram atenção aos mínimos tremores: "Não, não é um terremoto - apenas o celular vibrando". Olhavam furtivamente para o céu. Claro que nada além do normal aconteceu, como especialistas já previam.

De qualquer maneira, o alarde provocado por interpretações apocalípticas do calendário maia causaram angústia em muita gente que não gostaria de ver encerrada tão repentinamente a vida terrestre. Por ora, você pode ficar mais tranquilo. Mas até quando?

Apocalípticos

O médico e astrólogo erudito Michel de Nostredame nasceu em 1503, na França. Porém a forma latina de seu nome, Nostradamus, ficou conhecida por uma outra ocupação: suas profecias. Ele escreveu inúmeras previsões sobre o futuro, algumas vezes até especificando quando os fatos iriam acontecer. Codificadas, as profecias eram escritas em quatro versos, ou seja, com pouco aprofundamento e descrição. Com isso, seus escritos foram e são interpretados de formas diversas.

Alguns intérpretes garantem que o francês adivinhou o surgimento de Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler. Em uma de suas profecias, Nostradamus fazia menção ao ano de 1999, quando surgiria o rei do terror, que o planeta conheceria no continente asiático. Além disso, escreveu que o "grande fogo", ou seja, o Sol, tombaria do céu e deixaria a Terra em trevas durante alguns dias. A Terra tremeria logo a seguir. O rebuliço todo, naquele ano, aconteceu devido a um eclipse total do Sol no dia 11 de agosto, o último do milênio. Muito se falou, então, que os escritos de Nostradamus previam o fim do mundo naquela data.</p>

Nada aconteceu. Os mais assustados, contudo, mal tiveram tempo para comemorar, pois uma nova neurose apocalíptica surgia com muito mais força: o bug do milênio. Com a virada de 1999 para 2000, a preocupação era com computadores que utilizavam softwares mais antigos, nos quais os dígitos referentes ao ano nas datas passaria de 99 para 00 e a máquina consideraria como 1900. O temor racional é que isso geraria uma grande confusão em alguns sistemas, principalmente do setor bancário - boletos emitidos com 100 anos de atraso, bagunça na lista de credores e devedores, caos nos radares de aeroportos, etc. A insegurança se disseminou e gerou um certo pânico a uma parte da população, que de alguma maneira ligou tudo ao fim do mundo.

Maias

Nada aconteceu. Apesar dos dois temores recentes de um possível fim da vida na Terra - e a consequente invalidação dessas teorias -, nunca se falou tanto no assunto quanto em 2012. E novamente, por interpretações equivocadas. A Estela 6 é um tipo de totem, provavelmente do século 7, encontrado no antigo assentamento de Tortuguero, no México. Nesse e em outros monumentos, há gravações do calendário maia, no qual o último dia seria 21 de dezembro de 2012.

Entretanto, afirmam os especialistas, isso não quer dizer que o mundo acaba aí, mas apenas que se encerra o baktun 13, uma marcação de tempo equivalente a milhares de anos. Para justificar essa ideia, houve teorias sobre uma desordem gravitacional provocada pelo alinhamento dos planetas, tempestades solares, astros em rota de colisão com a Terra.

Novamente nada aconteceu. Mas muitas pessoas continuam preparadas, se preparando e prestes a se preparar. Já teve até gente afirmando que, em 2013, o movimento de rotação do planeta cessará, e quem tiver o azar de permanecer no lado escuro não terá boa sorte. O professor Hernán Mostajo, diretor do Museu Internacional de Ufologia, História e Ciência de Santa Maria, Rio Grande do Sul, está acostumado a ouvir relatos não muito racionais.

"O dia 21 de dezembro é só um ciclo no calendário maia, uma divisão de tempo de longa duração", diz. Para ele, acreditar em catástrofes naturais sem nenhum embasamento científico tem a ver com o desejo de presenciar algo muito inusitado. "Sempre foi assim. As pessoas se entregam a uma falsa realidade. É uma vontade tão fantástica de ver isso que acabam transformando o imaginário em realidade aparente", afirma.

O fim

E pelo lado da ciência? Algum dia a Terra deve, sim, acabar – isso é consenso. Entretanto, de acordo com o professor Adolfo Stotz Neto, presidente do Grupo de Estudos de Astronomia do Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o fim vai demorar muito tempo. "As distâncias e eventos no universo são absolutamente lentos", afirma.

Segundo ele, o fim do mundo vai acontecer em decorrência de uma expansão do sol, antes de sua morte. "Daqui a cinco bilhões de anos, antes que ele arrefeça, perderá força de sustentação e se expandirá. Obviamente a Terra fará parte do sol", revela. "O fim natural da Terra vai acontecer, quando o sol se transformar em um gigante vermelho e seu raio crescer", explica o professor Wagner Marcolino, do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressaltando, assim como Adolfo, que isso só deve acontecer daqui a bilhões de anos.

Outro perigo são as quedas de asteroides. "Existem crateras que comprovam que já caíram asteroides muito grandes", conta Marcolino. “Garanto que não tem como acontecer um grande choque em 50 ou 100 anos. E os cometas são mais perigosos do que asteroides, mas são feitos de água e gelo, então se desmancham antes de cair", pontua Stotz Neto. Conforme o pesquisador, Júpiter, o maior planeta, é o "escudo" do sistema solar, pois absorve a maioria dos cometas. "Os asteroides perigosos são os de níquel e ferro, mas apenas uma vez foi registrado que um atingiu uma pessoa. Noventa e nove por cento cai na água", conclui.

A probabilidade de você acompanhar a destruição da Terra, portanto, é irrisória. Mas, até a hora final, pode ter certeza: muita gente vai se preparar para o apocalipse. E nada vai acontecer. Então vão se preparar para o próximo. E para o próximo.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Eba! O mundo acabou! Pelo menos para vocês!

Se você está lendo esta postagem é porque o mundo não acabou. Ainda bem. Pelo menos o Planeta Terra não acabou. Pois na verdade a cada dia, vemos as coisas acabarem. Todo dia é dia de fim do mundo.Ainda mais no Brasil, com as coisas cada vez mais piorando graças a nossa falta de discernimento e excesso de credulidade, tudo se dilacera.

As notícias do Fim do Mundo na verdade foram resultado de uma má interpretação das previsões do povo Maia (o saudoso Tim estaria metido nisso? Acenda o farol!). Não que os maias estejam errados, mas cálculos mais detalhados podem indicar uma outra data, bem mais longínqua.

Se bem que alguns fatores surgiram para meter medo e reforçar a crença no fim do mundo. Tivemos um calor intenso em várias partes do Brasil. Houve aumento de desastres naturais em várias partes do mundo. Choveu intensamente na cidade onde moro, Niterói e foi até noticiado pelo O Globo que não costuma colocar matérias da cidade na notícia principal de primeira página. Eu tive a oportunidade de ver, pessoalmente, a nuvem mais escura que já vi em toda a minha vida, bem acima de mim. Para os icautos e incultos, é de meter medo facilmente.

Os cientistas haviam anunciado uma chuva de meteoros. Mas eles se dissiparam ao entrar na atmosfera do planeta. Menos motivos para pânico.

Até mesmo as ameaças de aquecimento global e da possível falta de água não me assustam. Sei que autoridades adoram meter medo nas pessoas para fortalecer o domínio. Cientistas sérios garantem que não há motivo para pânico. Estudos mostram que anúncios feitos por autoridades são excessivos. Ainda não é época de desastres e gigantescas carências. O que devemos preocupar é com o desenvolvimento do nosso caráter, sobretudo no aspecto intelectual.

Para espíritas e exotéricos, "fim" seria renovação espiritual. Mas até isso é uma farsa

Para exotéricos e para os que se dizem "espíritas" (no Brasil, ninguém entendeu as discernentes lições de Kardec, preferindo ficar com as ilusões pieguistas de Chico Xavier e de seus discípulos), o fim do mundo seria uma metáfora para transformações onde as pessoas se tornariam mais bondosas e - supostamente - mais inteligentes.

Mas até essa crença de transformações - conhecida como "Era de Aquário" - em que o planeta entraria em uma nova fase de transformação no caráter das pessoas, incluindo a crença em muitos sub fatores, como a risível teoria das "crianças índigo", onde desde os anos 70 só nasceriam no planeta seres desenvolvidos dispostos a alavancar a evolução de toda a humanidade. Observando tudo que está ao meu redor, chego a conclusão que é uma mentira das mais chulas, pois estamos culturalmente e moralmente cada vez piores, mantendo problemas, injustiças e crendices de mil anos atrás. Não evoluímos um só milímetro. Roustaing, pelo menos nisso, estava certo: viramos lesmas. Pior: lesmas inertes.

Nada mudou, nada melhorou, mas também não vai piorar. Catastróficos e exotéricos, mesmo em lados opostos, estão ambos errados. Hoje é um dia comum como os outros e a única diferença é a proximidade do Natal e do fim do ano. Preparação de um ano que promete ser turbulento por conta da realização de vários eventos (Confederações, Rock in Rio, visita do Papa, etc.) e preparação para a copa de 2014, esta sim o principal motivo não do fim do mundo, mas do fim do país, pois depois da copa que irá estimular o fanatismo alienante que aprisiona a população brasileira na inércia, uma grande crise financeira irá pegar todos de surpresa. Aí sim, aquele país que conhecíamos poderá se declarar definitivamente falido. Definitivamente arrasado por um verdadeiro meteoro.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Lá se vai um grande homem

Ontem de noite, estava alimentando meus blogues e tive a tristeza de receber essa notícia. Iria entrar hoje outro texto, mas o desencarne deste grande exemplo de ser humano chamado Oscar Niemeyer, é importante demais para ser esquecido.

Arquiteto famoso em todo o mundo, não era um arquiteto como os outros. Na verdade, era um poeta - nada de pieguice, estou falando literalmente - que utilizava da arquitetura para expressar suas ideias e sentimentos. As belas formas de todas as obras que assinou, sem exceção, provam que se tratavam na verdade de poemas de concreto. Não pormas concretistas (isso é outra coisa), mas poemas românticos "escritos" com concreto.

Muitos pensam que espíritos superiores se encontram nas religiões. Nada disso. nelas é onde menos há almas evoluídas. Na ciência é onde se encontram os verdadeiros mestres espirituais. E Niemeyer era um. Possuía todas as qualidades que uma alma evoluída deveria ter. Equilibrando sensibilidade e razão, era um homem que amava o ser humano. Amava tanto que se tornou socialista por entender ser uma ideologia que prega a igualdade entre os homens. Se considerava triste por viver numa sociedade tão injusta, graças as regras do sempre excludente Capitalismo.

Niemeyer viveu muito. E viveu trabalhando. Recentemente nos deixou muitos projetos a entrar em andamento. Criou vários monumentos na cidade onde eu moro, Niterói, principalmente o Museu de Arte Moderna, que virou símbolo da cidade e ponto de retorno de meu cooper semanal. Graças a isso, se manterá vivo, pois nunca quis se aposentar. Homens nobres gostam de trabalho. Até porque sabem que trabalho desenvolve qualidades e auxiliam muitas pessoas.

Homem de currículo brilhante, de um passado exemplar, Niemeyer se prepara para ir ao plano dos grandes espíritos, que fizeram algo realmente relevante para o desenvolvimento social. Do contrário de bajulados líderes religiosos que se mantiveram inertes diante das grandes transformações.

Niemeyer realizou os sonhos dele e de muita gente através de uma simples ponta de um lápis. Agora prepara para escrever uma nova história, lá na outra dimensão. Quem sabe, arquitetando um futuro melhor para todas as pessoas daqui e do lado de lá.

Niemeyer, já estamos com saudades. Obrigado por tudo. Vá  em paz, bom amigo!