segunda-feira, 23 de julho de 2012

Petição Online sobre o Manifesto de esclarecimento sobre o TDAH

ESPREMENDO A LARANJA: Eu sou portador de TDAH. Isso sempre foi o meu maior problema, pois a minha mente não funciona como na maioria das pessoas. Tenho dificuldade - não é impossibilidade - de focar as coisas e desde a infância sempre fui um pouco agitado, o que me transformou numa vítima de formas horríveis de bullying, o que resultou na fobia social que tenho até hoje. Como veem, um problema leva a outro.

Vamos participar dessa campanha para que toda a sociedade saiba o que é realmente esse distúrbio e, ao invés de humilhar, possa ajudar a quem tem TDAh a ter uma vida normal, mesmo com limitações e que possa atingir todos os objetivos na vida, sobretudo o direito a uma profissão e uma vida social adequadas.


Petição Online sobre o Manifesto de esclarecimento sobre o TDAH


Publicado no Facebook - ABDA Associação Brasileira do Déficit de Atenção

A todos os portadores de TDAH, familiares, profissionais, amigos e parceiros da nossa causa.

Nos últimos tempos vem sendo publicado na mídia uma série de matérias sensacionalistas sobre o TDAH extremamente danosas à nossa causa, verdadeiras campanhas difamatórias em relação ao nosso diagnóstico e ao tratamento que dispensamos, inclusive, aos nossos filhos.

Além da total falta de conhecimento sobre o assunto, tais matérias demonstram nenhum embasamento cientifico sobre o TDAH, contrariando inclusive os protocolos e determinações da OMS (Organização Mundial da Saúde), cujo Brasil é signatário através do Ministério da Saúde.

Infelizmente o conteúdo leviano e tendencioso apresentado nestas publicações é um enorme desserviço à sociedade e, em especial a nós, pacientes e familiares que sofremos diariamente com os impactos do TDAH em nossas vidas e, como se não bastasse, agora, ainda somos expostos a todo tipo de preconceito veiculado na Mídia.

O nome disso é PSICOFOBIA

Convocamos a todos que manifestem o seu repúdio em relação a esta campanha preconceituosa, assinando esta Petição corroborando o Manifesto das 29 Entidades Médicos anexado a esta petição.

Como Portadores de TDAH, exigimos e merecemos RESPEITO!


domingo, 1 de julho de 2012

Cavalheirismo: sim, exploração: não!

ESPREMENDO A LARANJA: O grande amigo Leonardo Ivo, um dos caras com maior afinidade de ideias que e conheci, que é um cara consciente, coerente e sensível, achou este texto e publicou em seu blogue. É uma raridade: uma mulher questionando o hábito secular das mulheres fazerem questão que os homens façam pagamentos e outros tipos de esforços para agradarem as mulheres. Reproduzo aqui o texto dela. O comentário de Ivo, vocês leem no blogue dele, o Fatos Gerais. Aproveitem e leiam também outros textos por lá, prestigiando. Leonardo Ivo escreve bem e sempre coloca coisas bem legais no Fatos Gerais.

O cavalheirismo nasceu de uma ideia boa, agradar as mulheres numa demonstração de altruísmo por parte dos homens. Até aí tudo bem. mas com o tempo, as mulheres foram transformando isso numa obrigação, passando a transformar um gesto de gentileza numa ato de exploração feminina e vingança pelos danos causados pelo machismo (convém lembrar que os que mais pagam pelos erros do machismo são os homens que não são machistas: curiosos...).

Outra coisa: o "cavalheirismo" constante pode estimular uma certa passividade nas mulheres que, acostumadas a receber tudo e não lutar por nada, acabam por não desenvolver qualidades e se tornarem pessoas ruins em caráter e em intelecto. Conheço muitas mulheres assim, principalmente as da minha geração.

Com a - suposta - independência feminina, vamos combinar que cavalheirismo não é obrigação e que ser gentil não significa dar dinheiro e passar por sufoco para agradar a amada. Uma palavra de carinho e um passeio em um lugar lindo, ou até uma conversa inteligente podem muito bem representar um belo e respeitoso ato de cavalheirismo. O carinho fica até mais verdadeiro, com isso.

Direitos iguais, sim! Mas os deveres também devem ser iguais.

Chega de mordomias!

Por Bruna, em Blog Uma vida inquestionada não merece ser vivida 
         
Fico indignada quando vejo casais em que a mulher não paga nada. Desde uma bola de sorvete até a prestação da casa, tudo é responsabilidade do homem em muitos relacionamentos. Todavia, esse protecionismo que a sociedade confere às mulheres não se restringe a isso. Elas usufruem de diversas mordomias aparentemente benéficas para elas mesmas em diversos outros contextos.

Em casas noturnas, as mulheres pagam valor de entrada inferior ao dos homens, sem contar as entradas livres. Ao contrário de ser um privilégio para as mulheres, o é para os homens, já que a intenção é disponibilizar o maior número possível de raparigas no ambiente, para que assim os homens possam escolher à vontade, tal como fazem com frutas em frutarias. A legislação de divórcio permite à mulher usufruir de pensão do ex-marido, mesmo quando têm condições  para sustentar a si mesma. Inúmeros são os exemplos.

E isso é ótimo, não? Claro que não. O que ingenuamente soa como um benefício para as mulheres e algo que as valoriza, só, ao contrário, as minimiza. São instrumentos que as mantêm na condição de inferioridade, que as infantilizam, que as isentam de responsabilidades e deveres, que as impedem de crescer.

O homem ter o dever de pagar a conta do restaurante, consenso ainda irrefutável para muitas pessoas, é o exemplo clássico de um ato paternalista infantilizante visto como um ”ato de gentileza e educação do parceiro” sob os olhares do senso comum. Mas é, na verdade, um ato de manter a mulher – e todas as demais mulheres, consequentemente – na estagnação, na infantilidade, na privação do enfrentamento de deveres e responsabilidades.

Qualquer ser humano só amadurece quando abandona a educação paternalista que o mantém sob os domínios de uma proteção excessiva. É como o ato de educar uma criança: para permitir que nossos filhos cresçam e amadureçam, precisamos incumbí-los de responsabilidades e privá-los de medidas protetoras demasiadas. Eles devem aprender a se vestir sozinhos, fazer a própria comida, arranjar um emprego, enfrentar o mercado de trabalho, sair para o mundo, andar com as próprias pernas. Sair da zona de conforto, enfim.

Acobertado sob uma criação paternalista e superprotetora, ninguém vai a lugar algum. Todavia, é isto que ocorre com as mulheres, porém durante toda a vida, inclusive – e principalmente - na idade adulta. Elas são resguardadas de diversas responsabilidades, sobretudo as financeiras, sob o disfarce de polidez e gentileza. O que se resguarda, na verdade, é a possibilidade da mulher crescer e exercer sua cidadania plena. Direitos iguais também significam deveres iguais. Não há bônus sem ônus.

Mulheres, saiam da zona de conforto. Paguem a conta do restaurante, dividam a prestação da casa, façam a baliza sozinhas sem passar o volante a um homem, vão vocês mesmas até o local onde precisam ir sem esperar que o homem seja seu motorista particular. Queiram direitos e, consequentemente, deveres. Não queiram mordomias.