quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O Papai-Noel foi criado pela Coca-Cola? Saiba origens do Natal

ESPREMENDO A LARANJA: Esse texto é antigo, mas serve de curiosidade para quem quer conhecer as origens da mitologia natalina que entope os festejos desta semana que precede o final do ano.

E o Papai Noel, quem diria? Surgiu como garoto propaganda da Coca-Cola! Vocês sabiam?

O Papai-Noel foi criado pela Coca-Cola? Saiba origens do Natal

24/12/2011 - Portal Terra

Papai-Noel, árvore, ceia e presentes. Chega a época do Natal e começamos a ver tudo isso em todo o lugar (e de vez em quando ouvimos falar de um tal de Cristo). Mas qual é a origem de todos esses símbolos? E da festa - quando e por que surgiu a comemoração do Natal? Segundo Pedro Paulo Funari, professor de história e arqueologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a origem da comemoração e seus símbolos são muito mais pagãos que cristãos.

Por que 25 de dezembro?

Conforme Funari, o Natal é derivado de uma festa muito anterior ao cristianismo e ao calendário do ciclo solar. De acordo com o pesquisador, os pagãos comemoravam na época do solstício de inverno (o dia mais curto do ano e que, no hemisfério norte, ocorre no final de dezembro) porque os dias iriam começar a ficar mais longos. "É uma celebração que tem a ver com o calendário agrícola, originalmente. E, como todo calendário agrícola, ele está preocupado com a fertilidade do solo e a manutenção do ciclo da natureza", diz o professor.

Em Roma, essa data era associada ao deus Sol Invictus, já que após o dia mais curto do ano o sol volta a aparecer mais. Quanto ao cristianismo, a comemoração do nascimento de Jesus Cristo só começou a ocorrer no século IV, quando o imperador Constantino deu fim à perseguição contra essa religião. Os religiosos então usam a comemoração pagã e a revestem com simbolismo cristão. Curiosamente, afirma o pesquisador, no final do mesmo século, como a Igreja ganha poder, ela passa a perseguir os pagãos que comemoravam a festa da forma original.

Troca de presentes

Segundo Funari, a troca de presentes é um ato comum a todos os povos, independente do capitalismo, por exemplo, ou de religião. Esse ato, desse ponto de vista, é muito mais ligado ao reforço de laços sociais entre as pessoas. No cristianismo, a troca foi associada simbolicamente aos reis magos, que teriam dado presentes de Jesus - em alguns países, como na Espanha, é comum dar presentes apenas no Dia de Reis.

Contudo, durante o século XX, a festa foi perdendo muitas de suas características religiosas (mas não todas) e hoje se apresenta de forma muito mais comercial. "Desvencilhou-se bastante da imagem original (religiosa) para que pessoas, países e povos não cristãos, como os japoneses, também sejam incentivados a ter troca de presentes nesse período", diz Funari, que lembra que muitas pessoas que não são religiosas e até ateus participam de festas de Natal.

"Na propaganda dos presentes em si, não aparece o Cristo, o Jesus. Aparece lá 'compre uma TV moderna', 'compre um aparelho celular'. Na propaganda desses produtos não aparece essa caracterização religiosa. (...) Sabendo-se que as pessoas têm como princípio o estreitamento de vínculos sociais em geral e dentro da família em especial, o capitalismo explorou isso, digamos assim, ao extremo."

Originalmente, afirma o pesquisador, a troca de presentes não estava ligada à tradição do Natal, pelo menos não à festa original. "A troca de presentes na escala moderna é uma invenção do capitalismo."

Ceia

A comida de Natal, por outro lado, era comum nas primeiras festas. Na ceia natalina era comum a carne assada porque esses pratos eram considerados mais sofisticados, mais caros, e serviam melhor para uma situação especial. O porco, assim como o peixe, era uma das carnes mais comuns.

O peru foi introduzido apenas no século XVI. A ave é originária das Américas e se popularizou rapidamente na elite da Europa quando foi levada ao continente. Por ser mais caro, o peru virou a carne das grandes ocasiões.

Papai-Noel

Funari afirma que o homem chamado Nicolau que viveu na Antiguidade e que virou santo não tem nada a ver com o Papai-Noel, apesar de muitas versões dizerem isso. A figura tem origem em tradições germânicas e nórdicas. O protestantismo, que buscava um simbolismo diferente da comemoração católica - que enfatizava a figura do presépio - utilizou o personagem.

Já a imagem que conhecemos do Papai-Noel tem uma origem muito mais comercial. A figura de um velhinho com roupa vermelha e branca foi criada e difundida pela publicidade da Coca-Cola no século XIX. "A gente pode dizer que o Papai-Noel como a figura que a gente conhece é uma invenção da Coca-Cola e dos meios de comunicação de massa", diz o pesquisador. O papel da mídia, afirma Funari, foi difundir essa imagem. O cinema e outros meios trouxeram a imagem criada pelos publicitários ao Brasil.

"Se você for olhar os jornais brasileiros do início do século XX, no período do Natal, você encontrará referências ao presépio(...) não se fala em Papai-Noel", diz o pesquisador, que lembra que nos dias atuais o presépio praticamente sumiu dos meios de comunicação.

O pinheiro

A origem do pinheiro é bem parecida: era uma figura germânica e nórdica que foi absorvida pelo protestantismo. Aqui, a decoração chegou com influência principalmente do cinema - apesar de não ter tido um patrocínio de peso, como teve Papai-Noel. Para o pesquisador, os símbolos atuais do Natal foram tão importados quanto o Halloween, do qual muita gente reclama.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

De novo, o mundo não acabou. Mas até quando?

ESPREMENDO A LARANJA: É... mais uma profecia não se realiza, ou porque profecias foram mal interpretadas, ou porque profecias foram feitas para não serem cumpridas. De qualquer forma, o mundo acabará, em um futuro muito remoto. 

O que não está acabando são os problemas e injustiças que vemos todos os dias, graças a nossa falta de discernimento, submissão às regras sociais, confiança cega em autoridades e a nossa má vontade em resolver as coisas. Pode ser que o planeta não acabe, mas a humanidade pode acabar se não acabarmos com todos esses erros.

O ano está acabando, e o mundo não acabou. Por enquanto estamos tranquilos. Até quando, não sabemos.

De novo, o mundo não acabou. Mas até quando?

GHX Comunicação - Extraído do Portal Terra

O dia 21 de dezembro passou, e você está sentado na cadeira lendo este texto. Ou seja, o mundo não acabou. Mesmo os mais céticos, que não acreditavam que o planeta seria destruído nessa data, provavelmente passaram a fatídica sexta-feira com os olhos e ouvidos mais apurados. Em segredo, ficaram atentos a ruídos que poderiam anunciar uma chuva de meteoros, um planeta em rota de colisão com a Terra ou um tsunami. Prestaram atenção aos mínimos tremores: "Não, não é um terremoto - apenas o celular vibrando". Olhavam furtivamente para o céu. Claro que nada além do normal aconteceu, como especialistas já previam.

De qualquer maneira, o alarde provocado por interpretações apocalípticas do calendário maia causaram angústia em muita gente que não gostaria de ver encerrada tão repentinamente a vida terrestre. Por ora, você pode ficar mais tranquilo. Mas até quando?

Apocalípticos

O médico e astrólogo erudito Michel de Nostredame nasceu em 1503, na França. Porém a forma latina de seu nome, Nostradamus, ficou conhecida por uma outra ocupação: suas profecias. Ele escreveu inúmeras previsões sobre o futuro, algumas vezes até especificando quando os fatos iriam acontecer. Codificadas, as profecias eram escritas em quatro versos, ou seja, com pouco aprofundamento e descrição. Com isso, seus escritos foram e são interpretados de formas diversas.

Alguns intérpretes garantem que o francês adivinhou o surgimento de Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler. Em uma de suas profecias, Nostradamus fazia menção ao ano de 1999, quando surgiria o rei do terror, que o planeta conheceria no continente asiático. Além disso, escreveu que o "grande fogo", ou seja, o Sol, tombaria do céu e deixaria a Terra em trevas durante alguns dias. A Terra tremeria logo a seguir. O rebuliço todo, naquele ano, aconteceu devido a um eclipse total do Sol no dia 11 de agosto, o último do milênio. Muito se falou, então, que os escritos de Nostradamus previam o fim do mundo naquela data.</p>

Nada aconteceu. Os mais assustados, contudo, mal tiveram tempo para comemorar, pois uma nova neurose apocalíptica surgia com muito mais força: o bug do milênio. Com a virada de 1999 para 2000, a preocupação era com computadores que utilizavam softwares mais antigos, nos quais os dígitos referentes ao ano nas datas passaria de 99 para 00 e a máquina consideraria como 1900. O temor racional é que isso geraria uma grande confusão em alguns sistemas, principalmente do setor bancário - boletos emitidos com 100 anos de atraso, bagunça na lista de credores e devedores, caos nos radares de aeroportos, etc. A insegurança se disseminou e gerou um certo pânico a uma parte da população, que de alguma maneira ligou tudo ao fim do mundo.

Maias

Nada aconteceu. Apesar dos dois temores recentes de um possível fim da vida na Terra - e a consequente invalidação dessas teorias -, nunca se falou tanto no assunto quanto em 2012. E novamente, por interpretações equivocadas. A Estela 6 é um tipo de totem, provavelmente do século 7, encontrado no antigo assentamento de Tortuguero, no México. Nesse e em outros monumentos, há gravações do calendário maia, no qual o último dia seria 21 de dezembro de 2012.

Entretanto, afirmam os especialistas, isso não quer dizer que o mundo acaba aí, mas apenas que se encerra o baktun 13, uma marcação de tempo equivalente a milhares de anos. Para justificar essa ideia, houve teorias sobre uma desordem gravitacional provocada pelo alinhamento dos planetas, tempestades solares, astros em rota de colisão com a Terra.

Novamente nada aconteceu. Mas muitas pessoas continuam preparadas, se preparando e prestes a se preparar. Já teve até gente afirmando que, em 2013, o movimento de rotação do planeta cessará, e quem tiver o azar de permanecer no lado escuro não terá boa sorte. O professor Hernán Mostajo, diretor do Museu Internacional de Ufologia, História e Ciência de Santa Maria, Rio Grande do Sul, está acostumado a ouvir relatos não muito racionais.

"O dia 21 de dezembro é só um ciclo no calendário maia, uma divisão de tempo de longa duração", diz. Para ele, acreditar em catástrofes naturais sem nenhum embasamento científico tem a ver com o desejo de presenciar algo muito inusitado. "Sempre foi assim. As pessoas se entregam a uma falsa realidade. É uma vontade tão fantástica de ver isso que acabam transformando o imaginário em realidade aparente", afirma.

O fim

E pelo lado da ciência? Algum dia a Terra deve, sim, acabar – isso é consenso. Entretanto, de acordo com o professor Adolfo Stotz Neto, presidente do Grupo de Estudos de Astronomia do Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o fim vai demorar muito tempo. "As distâncias e eventos no universo são absolutamente lentos", afirma.

Segundo ele, o fim do mundo vai acontecer em decorrência de uma expansão do sol, antes de sua morte. "Daqui a cinco bilhões de anos, antes que ele arrefeça, perderá força de sustentação e se expandirá. Obviamente a Terra fará parte do sol", revela. "O fim natural da Terra vai acontecer, quando o sol se transformar em um gigante vermelho e seu raio crescer", explica o professor Wagner Marcolino, do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressaltando, assim como Adolfo, que isso só deve acontecer daqui a bilhões de anos.

Outro perigo são as quedas de asteroides. "Existem crateras que comprovam que já caíram asteroides muito grandes", conta Marcolino. “Garanto que não tem como acontecer um grande choque em 50 ou 100 anos. E os cometas são mais perigosos do que asteroides, mas são feitos de água e gelo, então se desmancham antes de cair", pontua Stotz Neto. Conforme o pesquisador, Júpiter, o maior planeta, é o "escudo" do sistema solar, pois absorve a maioria dos cometas. "Os asteroides perigosos são os de níquel e ferro, mas apenas uma vez foi registrado que um atingiu uma pessoa. Noventa e nove por cento cai na água", conclui.

A probabilidade de você acompanhar a destruição da Terra, portanto, é irrisória. Mas, até a hora final, pode ter certeza: muita gente vai se preparar para o apocalipse. E nada vai acontecer. Então vão se preparar para o próximo. E para o próximo.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Eba! O mundo acabou! Pelo menos para vocês!

Se você está lendo esta postagem é porque o mundo não acabou. Ainda bem. Pelo menos o Planeta Terra não acabou. Pois na verdade a cada dia, vemos as coisas acabarem. Todo dia é dia de fim do mundo.Ainda mais no Brasil, com as coisas cada vez mais piorando graças a nossa falta de discernimento e excesso de credulidade, tudo se dilacera.

As notícias do Fim do Mundo na verdade foram resultado de uma má interpretação das previsões do povo Maia (o saudoso Tim estaria metido nisso? Acenda o farol!). Não que os maias estejam errados, mas cálculos mais detalhados podem indicar uma outra data, bem mais longínqua.

Se bem que alguns fatores surgiram para meter medo e reforçar a crença no fim do mundo. Tivemos um calor intenso em várias partes do Brasil. Houve aumento de desastres naturais em várias partes do mundo. Choveu intensamente na cidade onde moro, Niterói e foi até noticiado pelo O Globo que não costuma colocar matérias da cidade na notícia principal de primeira página. Eu tive a oportunidade de ver, pessoalmente, a nuvem mais escura que já vi em toda a minha vida, bem acima de mim. Para os icautos e incultos, é de meter medo facilmente.

Os cientistas haviam anunciado uma chuva de meteoros. Mas eles se dissiparam ao entrar na atmosfera do planeta. Menos motivos para pânico.

Até mesmo as ameaças de aquecimento global e da possível falta de água não me assustam. Sei que autoridades adoram meter medo nas pessoas para fortalecer o domínio. Cientistas sérios garantem que não há motivo para pânico. Estudos mostram que anúncios feitos por autoridades são excessivos. Ainda não é época de desastres e gigantescas carências. O que devemos preocupar é com o desenvolvimento do nosso caráter, sobretudo no aspecto intelectual.

Para espíritas e exotéricos, "fim" seria renovação espiritual. Mas até isso é uma farsa

Para exotéricos e para os que se dizem "espíritas" (no Brasil, ninguém entendeu as discernentes lições de Kardec, preferindo ficar com as ilusões pieguistas de Chico Xavier e de seus discípulos), o fim do mundo seria uma metáfora para transformações onde as pessoas se tornariam mais bondosas e - supostamente - mais inteligentes.

Mas até essa crença de transformações - conhecida como "Era de Aquário" - em que o planeta entraria em uma nova fase de transformação no caráter das pessoas, incluindo a crença em muitos sub fatores, como a risível teoria das "crianças índigo", onde desde os anos 70 só nasceriam no planeta seres desenvolvidos dispostos a alavancar a evolução de toda a humanidade. Observando tudo que está ao meu redor, chego a conclusão que é uma mentira das mais chulas, pois estamos culturalmente e moralmente cada vez piores, mantendo problemas, injustiças e crendices de mil anos atrás. Não evoluímos um só milímetro. Roustaing, pelo menos nisso, estava certo: viramos lesmas. Pior: lesmas inertes.

Nada mudou, nada melhorou, mas também não vai piorar. Catastróficos e exotéricos, mesmo em lados opostos, estão ambos errados. Hoje é um dia comum como os outros e a única diferença é a proximidade do Natal e do fim do ano. Preparação de um ano que promete ser turbulento por conta da realização de vários eventos (Confederações, Rock in Rio, visita do Papa, etc.) e preparação para a copa de 2014, esta sim o principal motivo não do fim do mundo, mas do fim do país, pois depois da copa que irá estimular o fanatismo alienante que aprisiona a população brasileira na inércia, uma grande crise financeira irá pegar todos de surpresa. Aí sim, aquele país que conhecíamos poderá se declarar definitivamente falido. Definitivamente arrasado por um verdadeiro meteoro.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Lá se vai um grande homem

Ontem de noite, estava alimentando meus blogues e tive a tristeza de receber essa notícia. Iria entrar hoje outro texto, mas o desencarne deste grande exemplo de ser humano chamado Oscar Niemeyer, é importante demais para ser esquecido.

Arquiteto famoso em todo o mundo, não era um arquiteto como os outros. Na verdade, era um poeta - nada de pieguice, estou falando literalmente - que utilizava da arquitetura para expressar suas ideias e sentimentos. As belas formas de todas as obras que assinou, sem exceção, provam que se tratavam na verdade de poemas de concreto. Não pormas concretistas (isso é outra coisa), mas poemas românticos "escritos" com concreto.

Muitos pensam que espíritos superiores se encontram nas religiões. Nada disso. nelas é onde menos há almas evoluídas. Na ciência é onde se encontram os verdadeiros mestres espirituais. E Niemeyer era um. Possuía todas as qualidades que uma alma evoluída deveria ter. Equilibrando sensibilidade e razão, era um homem que amava o ser humano. Amava tanto que se tornou socialista por entender ser uma ideologia que prega a igualdade entre os homens. Se considerava triste por viver numa sociedade tão injusta, graças as regras do sempre excludente Capitalismo.

Niemeyer viveu muito. E viveu trabalhando. Recentemente nos deixou muitos projetos a entrar em andamento. Criou vários monumentos na cidade onde eu moro, Niterói, principalmente o Museu de Arte Moderna, que virou símbolo da cidade e ponto de retorno de meu cooper semanal. Graças a isso, se manterá vivo, pois nunca quis se aposentar. Homens nobres gostam de trabalho. Até porque sabem que trabalho desenvolve qualidades e auxiliam muitas pessoas.

Homem de currículo brilhante, de um passado exemplar, Niemeyer se prepara para ir ao plano dos grandes espíritos, que fizeram algo realmente relevante para o desenvolvimento social. Do contrário de bajulados líderes religiosos que se mantiveram inertes diante das grandes transformações.

Niemeyer realizou os sonhos dele e de muita gente através de uma simples ponta de um lápis. Agora prepara para escrever uma nova história, lá na outra dimensão. Quem sabe, arquitetando um futuro melhor para todas as pessoas daqui e do lado de lá.

Niemeyer, já estamos com saudades. Obrigado por tudo. Vá  em paz, bom amigo!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Mania dos brasileiros em "canonizar" qualquer um que morre

Brasileiro é cheio de manias, todas travando a sua evolução intelectual. Não canso de falar de várias delas em meus blogues. E uma delas certamente é de transformar em "benfeitor da humanidade" qualquer um que morre.

Não se sabe o real motivo disso. Se é pelo desespero em aceitar a morte - que ainda significa um "fim" para a maioria das pessoas - de uma pessoa admirada ou do medo em ser assombrada pela mesma se reconhecer seus defeitos, os brasileiro tratam imediatamente de entupir qualquer sepultura de elogios e mais elogios, a maioria falsos, exaltando muitas vezes qualidades que o falecido nem tinha ou hiperbolizando as que ele realmente tinha.

Quem morre é imediatamente "canonizado" pela sociedade que o transforma em algo sobre-humano, como se a morte, o livrando da carne e dos prazeres mundanos pudesse garantir a eliminação de seus defeitos. Nada disso. O espírito é o ser humano sem o seu corpo e do contrário com o que acontece com títulos e patrimônios, a nossa personalidade nos acompanha no além túmulo, com direito a toda as qualidades e também todos os defeitos que insistimos em manter.

Por melhor que seja a celebridade morta, se trata de uma pessoa comum que, muitas vezes em sua vida particular, mais errou do que acertou e ainda tem muita coisa a aprender, tanto na erraticidade quanto em próximas vidas, seja lá em que situação vai estar. Se for materialista, vai ficar por aqui mesmo, se alimentando da energia podre que o planeta, ainda muito atrasado, insiste em oferecer.

Não vejo santidade nenhuma em qualquer celebridade que morra. Fez algo importante, ótimo. Só que o que me espanta é que no entretenimento (música, TV, esporte) e na religião, é que encontramos mais comoção aos que morrem. Justamente nos setores onde as tais celebridades em nada contribuem para a evolução do planeta. Quanto a intelectuais e cientistas, que mereciam muito mais os pêsames, por realmente contribuírem para a melhoria de toda a humanidade, morrem abandonados e ignorados. Isso confirma o fascínio do brasileiro por tudo que seja fútil e inútil.

A vida não acaba. E os espíritos continuarão como estão, com toda a sua personalidade intacta. Sem os corpos, poderão aflorar ainda mais qualidades e defeitos, ampliando-os e fazendo o uso de acordo com o seu interesse, já que mesmo depois da morte, ainda mantém o seus desejos e vícios, dependendo deles e apenas deles, se livrar do que está errado em suas personalidades.

Não choremos por nenhum. Ninguém foi extinto. Ninguém é finado. Ninguém é perfeito. Tudo continuará na mesma do outro lado, como acontece quando qualquer um se despede para alguma viagem. 

Ninguém melhora com a morte. A não ser que cada um, de maneira responsável, reflita sobre seus atos e analise se o que está fazendo é útil ou não para a evolução própria e de todos. Pois ninguém vira "santo" quando morre. Viraremos "santos" quando aprendermos a utilizar esse imenso patrimônio colocado em nossas cabeças quando estamos encarnados, que é o cérebro. Se continuarmos presos na viciosa ignorância que nos dá o falso prazer, continuaremos como estamos, seja lá, como aqui. Tão pagãos como estamos sendo em nossa vida cotidiana.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Hebe e Hobsbawn: duas maneiras de encarar a morte de alguém

Como todos sabem, a apresentadora Hebe Camargo deu seu último suspiro no último sábado. A despedida teve direito a muita comoção, além da cobertura intensa de toda a imprensa. Foi uma coisa realmente linda de se ver, numa homenagem aquela que fez parte dos pioneiros da TV brasileira.

Na segunda, recebi a notícia da morte de um intelectual, o historiador egípcio Eric Hobsbawn, importante pensador que tentava mostrar uma visão real do mundo, favorecendo o seu entendimento e contribuindo com a melhoria social através da compreensão melhor dos fatos históricos. Pouco se falou sobre isso.

A reação às duas mortes é bem sintomática sobre o desprezo que os intelectuais recebem hoje em dia. Se há quase 50 anos atrás, no auge da cultura sessentista, intelectuais como Sartre e Macluhan eram tratados como "pop stars", hoje isso soa absurdo.

Claro que nos anos 60 isso soaria normal pois na época ser intelectualizado era moda. Hoje, no extremo oposto, onde ser intelectual é sinônimo de chato e que legal é ser ignorante (mas sem assumir o rótulo), é quase impossível ver multidões cultuando intelectuais.O legal mesmo é cultuar gente do entretenimento ou da religião, mais capazes de comover a população que gosta de botar o cérebro para descansar.

A interessante diferença de reação nas duas mortes próximas indica esta tendência. Entretenimento está relacionado a alegria, ao lazer, sendo algo que agrada às pessoas. Intelectualidade traz uma aura de seriedade que as pessoas preferem ter apenas na hora do trabalho e de pagar as contas. É algo que as pessoas preferem evitar no tempo em que se sentem livres.

Por isso mesmo que a morte de uma entertainer como Hebe Camargo foi tão comovente, enquanto a de Hobsbawn passou despercebido pela maioria que, sequer conhecia o historiador, apesar de seus livros terem sido lançados no Brasil e encontrados facilmente em qualquer livraria ou biblioteca. Recentemente, o meu irmão havia lido um livro dele, A Era dos Estremos, que ele gostou muito.

Não que Hebe não merecesse essa homenagem. Merecia. Mas ficou a impressão que ela e outros mestres do divertimento foram mais importantes para a sociedade do que aqueles que estudam para encontrar saídas para os infindáveis problemas de qualquer sociedade. Para a sociedade, diversão é mais importante do que resolver os problemas que, justamente por isso continuam se arrastando há séculos, esperando a iniciativa dos responsáveis capazes de mudar as coisas.

Interessante que o entretenimento é apenas uma diversão. É algo feito para passar o tempo. Enquanto a intelectualidade é beeem mais útil, pois nos ajuda a pensar e a enxergar as coisas como são, nos prevenindo de enganação e prejuízos. 

Mas o desprezo pela intelectualidade começou a fazer seus estragos, fazendo da sociedade um verdadeiro coletivo de idiotas sem discernimento e que além de aceitarem as coisas como estão, vivem de despejar bobagens para fingirem que sabem das coisas. Só um exemplo: fãs da Hebe já fazem a campanha para a criação do dia do selinho em homenagem a finada apresentadora. Tenha dó. Chaga a ser uma ofensa a apresentadora. Não seria melhor comemorar o já existente Dia da Televisão e dedicar a ela?

Esse é o país que quer se desenvolver. Desenvolver, desta forma? É por isso que muitos se irritam quando se diz que "é por isso que o país não vai para frente". Ir pra frente conduzido por burros? Burros conduzem charretes, não países.

Fiquemos como está, aguardando algum amadurecimento.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Petição Online sobre o Manifesto de esclarecimento sobre o TDAH

ESPREMENDO A LARANJA: Eu sou portador de TDAH. Isso sempre foi o meu maior problema, pois a minha mente não funciona como na maioria das pessoas. Tenho dificuldade - não é impossibilidade - de focar as coisas e desde a infância sempre fui um pouco agitado, o que me transformou numa vítima de formas horríveis de bullying, o que resultou na fobia social que tenho até hoje. Como veem, um problema leva a outro.

Vamos participar dessa campanha para que toda a sociedade saiba o que é realmente esse distúrbio e, ao invés de humilhar, possa ajudar a quem tem TDAh a ter uma vida normal, mesmo com limitações e que possa atingir todos os objetivos na vida, sobretudo o direito a uma profissão e uma vida social adequadas.


Petição Online sobre o Manifesto de esclarecimento sobre o TDAH


Publicado no Facebook - ABDA Associação Brasileira do Déficit de Atenção

A todos os portadores de TDAH, familiares, profissionais, amigos e parceiros da nossa causa.

Nos últimos tempos vem sendo publicado na mídia uma série de matérias sensacionalistas sobre o TDAH extremamente danosas à nossa causa, verdadeiras campanhas difamatórias em relação ao nosso diagnóstico e ao tratamento que dispensamos, inclusive, aos nossos filhos.

Além da total falta de conhecimento sobre o assunto, tais matérias demonstram nenhum embasamento cientifico sobre o TDAH, contrariando inclusive os protocolos e determinações da OMS (Organização Mundial da Saúde), cujo Brasil é signatário através do Ministério da Saúde.

Infelizmente o conteúdo leviano e tendencioso apresentado nestas publicações é um enorme desserviço à sociedade e, em especial a nós, pacientes e familiares que sofremos diariamente com os impactos do TDAH em nossas vidas e, como se não bastasse, agora, ainda somos expostos a todo tipo de preconceito veiculado na Mídia.

O nome disso é PSICOFOBIA

Convocamos a todos que manifestem o seu repúdio em relação a esta campanha preconceituosa, assinando esta Petição corroborando o Manifesto das 29 Entidades Médicos anexado a esta petição.

Como Portadores de TDAH, exigimos e merecemos RESPEITO!


domingo, 1 de julho de 2012

Cavalheirismo: sim, exploração: não!

ESPREMENDO A LARANJA: O grande amigo Leonardo Ivo, um dos caras com maior afinidade de ideias que e conheci, que é um cara consciente, coerente e sensível, achou este texto e publicou em seu blogue. É uma raridade: uma mulher questionando o hábito secular das mulheres fazerem questão que os homens façam pagamentos e outros tipos de esforços para agradarem as mulheres. Reproduzo aqui o texto dela. O comentário de Ivo, vocês leem no blogue dele, o Fatos Gerais. Aproveitem e leiam também outros textos por lá, prestigiando. Leonardo Ivo escreve bem e sempre coloca coisas bem legais no Fatos Gerais.

O cavalheirismo nasceu de uma ideia boa, agradar as mulheres numa demonstração de altruísmo por parte dos homens. Até aí tudo bem. mas com o tempo, as mulheres foram transformando isso numa obrigação, passando a transformar um gesto de gentileza numa ato de exploração feminina e vingança pelos danos causados pelo machismo (convém lembrar que os que mais pagam pelos erros do machismo são os homens que não são machistas: curiosos...).

Outra coisa: o "cavalheirismo" constante pode estimular uma certa passividade nas mulheres que, acostumadas a receber tudo e não lutar por nada, acabam por não desenvolver qualidades e se tornarem pessoas ruins em caráter e em intelecto. Conheço muitas mulheres assim, principalmente as da minha geração.

Com a - suposta - independência feminina, vamos combinar que cavalheirismo não é obrigação e que ser gentil não significa dar dinheiro e passar por sufoco para agradar a amada. Uma palavra de carinho e um passeio em um lugar lindo, ou até uma conversa inteligente podem muito bem representar um belo e respeitoso ato de cavalheirismo. O carinho fica até mais verdadeiro, com isso.

Direitos iguais, sim! Mas os deveres também devem ser iguais.

Chega de mordomias!

Por Bruna, em Blog Uma vida inquestionada não merece ser vivida 
         
Fico indignada quando vejo casais em que a mulher não paga nada. Desde uma bola de sorvete até a prestação da casa, tudo é responsabilidade do homem em muitos relacionamentos. Todavia, esse protecionismo que a sociedade confere às mulheres não se restringe a isso. Elas usufruem de diversas mordomias aparentemente benéficas para elas mesmas em diversos outros contextos.

Em casas noturnas, as mulheres pagam valor de entrada inferior ao dos homens, sem contar as entradas livres. Ao contrário de ser um privilégio para as mulheres, o é para os homens, já que a intenção é disponibilizar o maior número possível de raparigas no ambiente, para que assim os homens possam escolher à vontade, tal como fazem com frutas em frutarias. A legislação de divórcio permite à mulher usufruir de pensão do ex-marido, mesmo quando têm condições  para sustentar a si mesma. Inúmeros são os exemplos.

E isso é ótimo, não? Claro que não. O que ingenuamente soa como um benefício para as mulheres e algo que as valoriza, só, ao contrário, as minimiza. São instrumentos que as mantêm na condição de inferioridade, que as infantilizam, que as isentam de responsabilidades e deveres, que as impedem de crescer.

O homem ter o dever de pagar a conta do restaurante, consenso ainda irrefutável para muitas pessoas, é o exemplo clássico de um ato paternalista infantilizante visto como um ”ato de gentileza e educação do parceiro” sob os olhares do senso comum. Mas é, na verdade, um ato de manter a mulher – e todas as demais mulheres, consequentemente – na estagnação, na infantilidade, na privação do enfrentamento de deveres e responsabilidades.

Qualquer ser humano só amadurece quando abandona a educação paternalista que o mantém sob os domínios de uma proteção excessiva. É como o ato de educar uma criança: para permitir que nossos filhos cresçam e amadureçam, precisamos incumbí-los de responsabilidades e privá-los de medidas protetoras demasiadas. Eles devem aprender a se vestir sozinhos, fazer a própria comida, arranjar um emprego, enfrentar o mercado de trabalho, sair para o mundo, andar com as próprias pernas. Sair da zona de conforto, enfim.

Acobertado sob uma criação paternalista e superprotetora, ninguém vai a lugar algum. Todavia, é isto que ocorre com as mulheres, porém durante toda a vida, inclusive – e principalmente - na idade adulta. Elas são resguardadas de diversas responsabilidades, sobretudo as financeiras, sob o disfarce de polidez e gentileza. O que se resguarda, na verdade, é a possibilidade da mulher crescer e exercer sua cidadania plena. Direitos iguais também significam deveres iguais. Não há bônus sem ônus.

Mulheres, saiam da zona de conforto. Paguem a conta do restaurante, dividam a prestação da casa, façam a baliza sozinhas sem passar o volante a um homem, vão vocês mesmas até o local onde precisam ir sem esperar que o homem seja seu motorista particular. Queiram direitos e, consequentemente, deveres. Não queiram mordomias.

sábado, 2 de junho de 2012

Site cria manual para homens conquistarem mulheres

Um site fez um manual para ensinar os homens a conquistarem as mulheres. Um manual excludente, que sugere que apenas um tipo de homem tem realmente a capacidade de conquistar uma mulher. Além disso, se baseia no instinto feminino, ignorando que a mulher é um ser pensante, com capacidade de criar seus critérios, sem se prender a "padrões". pelo manual o processo de conquista é totalmente padronizado. Quem quiser ler o manual ele está aqui neste link.

Muita gente acha que o processo de conquista sempre deve ser padronizado por acreditar que isso deve a fatores biológicos. Pura desculpa. O processo de conquista humano é acima de tudo cultural, já que o ser humano, apesar de ser um animal (estranho muita gente demonstrar ter orgulho dessa condição ultimamente) é racional.

Por usar o raciocínio, o homem não tem a necessidade de se prender a padrões fixos. Cada homem e cada mulher tem a sua personalidade, sua aparência, suas preferências e suas condições. O processo de conquista deve levar em conta essas diferenças, até mesmo para que cada um possa encontrar seu par ideal, já que a afinidade, do contrário que muitos pensam, é indispensável para o sucesso de um relacionamento.

Conquistar usando fórmulas prontas e tendo como critério apenas fatores instintivos é um grande sinal de atraso, coisa de bicho mesmo. Querem que o homem conquiste a mulher pensando como um animal, mesmo agindo com a típica elegância burguesa (humor como o James Bond... essa é boa... - não reparei que os filmes de 007 eram comédia...).

Querem que a mulher apenas tenha um protetor do seu lado, como se vivêssemos no meio de uma guerra. Tudo bem que o mundo está perigoso, mas forçar a barra para quererem uma espécie de "gladiador elegante", não é demais, não? Além disso, eu acredito que o que realmente protege a mulher é a personalidade e o amor que o homem sente pela companheira. Até porque um monte de músculos não são nada se o homem não for firme de caráter e não amar a sua mulher.

Creio que com a variação das características dos indivíduos e de suas condições de conquista, o processo para arrumar um companheiro deveria ser bem democrático: cada um faz a sua regra, de acordo com seus interesses e limites. O ser humano tem raciocínio o suficiente para não se submeter a fórmulas prontas.

Terei o maior prazer de pegar esse manual e incinerá-lo, já que pelo que eu li nada me serve e o pior, pelas características citadas ainda me ofende, já que segundo suas regras, eu não sirvo para conquistar mulheres.

Vou usar as armas que tenho, por mais fracas que elas sejam. Sei que existem mulheres a procura de alguém como eu, apesar de ser raridade (a mulher é mais vulnerável à influência dos outros e da mídia, que detestam homens com as minhas características).

Vou continuar lutando. Mas não com um manualzinho vagabundo e preconceituoso. O autor e todos que defendem o ponto de vista defendido pelo manual que enfiem suas regras no rabo (uma linguagem que os "gentlemans" citados no manual bem entendem).

Quem gostar de mim vai gostar do que eu sou e do que sou capaz de fazer. Não de robôs seguidores de regras como os "homens ideais" do manual.

Com vocês, uma homenagem bem sincera aos homens "ideais" sugeridos pelo manual:

domingo, 20 de maio de 2012

Retrato da Mulher Moderna Brasileira

ESPREMENDO A LARANJA: Eu não sou machista e por isso me decepciono com a atitude da maioria das mulheres, tanto as cultas como as vulgares, de se verem como objetos, como produtos que possuem um preço a ser pago por aqueles que se candidatam a "marido".

As cultas só se casam com homens profissionalmente bem sucedidos para torrarem os cartões de crédito deles com um monte de bobagens.

As vulgares vivem esfregando os seus traseiros nos brucutus de plantão para se sentirem valorizadas apenas pelos seus corpos artificialmente moldados.

Mas ambas, de um modo ou de outro, se vendem como objetos a serem consumidos pelos homens idiotas e otários.

E um bando de homens trouxas dando bola tanto para umas quanto para outras, fazendo as vontades delas e indo a falência financeira irreversível, apesar de posarem para os outros machos que "se deram bem". Se deram bem mesmo... bem mal.

Assim caminha a humanidade e é desta forma que muitos casamentos vão fracassando.

RETRATO DA MULHER MODERNA BRASILEIRA

Extraído do portal Terra - postado: 17/10/2010 - 16h06 - Autor identificado como "Retrato da Mulher Moderna Brasileira"



A mulher brasileira atualmente se resume em 'Bunda'. Basta ter uma bem salientada que a menina já é mulher.

Quando a mulher passou a ser independente, percebeu o quanto é dificil ganhar dinheiro com inteligência e persistência, mas dai vieram os silicones e elas descobriram um meio mais facil de vencer na vida.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Nem todo mundo pode ser artista

Pelo jeito a maioria das pessoas perdeu a noção do que é qualidade artística e sobretudo do que significa a palavra arte. A era da mediocridade e o baixíssimo nível intelectual de nossa sociedade, caracterizado pelo analfabetismo funcional (não sabe pensar, processar ideias) contribuem muito para que todos os conceitos se embolem e resultem em mal entendimento, que infelizmente se consagra.

Quando criticamos "artistas" de má qualidade, não fazemos por questão de gosto ou por razões pessoais. Fizemos porque notamos a falta de vocação e talento para a atividade artística, algo que poderia ser descoberto em outra área profissional. Mas parece que hoje em dia, ser artista não é uma função que exige vocação, preparo e competência e sim um direito, como comer e dormir.

Sobretudo quando falamos em entretenimento, em que o talento artístico é dispensado. Entreter alguém não exige grandes qualidades. Mas com a falta de acesso da maioria da população (somado ao desinteresse dos mesmos) a verdadeiras manifestações artísticas, convencionou a classificar como "arte" as atividades de puro entretenimento. É que a população conhece a palavra "arte", mas não conhece seus exemplos legítimos. na hora de definir, coloca aquilo que chega mais próximo (nem tanto, mestre, nem tanto) daquilo que acredita ser "artístico".

"Arte", antigamente, significava algo que alguém pudesse fazer e que a maioria não poderia. Era um vocação exclusiva, um talento pessoal, acompanhada de intensa atividade intelectual, somada a permuta de conhecimento. Com o fortalecimento da indústria do entretenimento, isso acabou. Do mesmo modo que os produtos que são postos a venda nos supermercados, as atividades artísticas forma se padronizando, como se fizessem parte de uma linha de montagem. Daí nasceu o hit parade, as paradas de sucesso, o mainstream e no Brasil, o brega-popularesco (axé, pagode, "funk", "sertanejo", brega, lambada, etc.), que insiste em se disfarçar de arte para conseguir alguma perenidade. No cinema, TV, livros também acontece a mesma coisa.

Se as atividades de entretenimento se assumissem como tal, nenhum problema. Mas ao insistir em se definir como arte, cria-se um compromisso com a qualidade que o entretenimento não necessita. Aí é que aparecem, as críticas, pois o entertainer puro não tem a competência para fazer algo superior ao papel que lhe pertence.

E não adianta dizer que o cara é bom porque aparece na mídia, porque lota estádios. A função da mídia não é servir de "cartório artístico" e sim de divulgar entretenimento. E não adianta aliciar políticos para registrar em lei uma atividade de pura diversão como "movimento cultural". Se uma atividade precisa de registro para se definir como cultura é porque não é, não faz parte de suas características. Se valorizar desta maneira é forçar barra.

Arte é coisa séria e exige vocação e não um direito básico como comer e dormir. Quem não tem competência para a arte, ou assume como entertainer, ou vai fazer outra coisa.. É bom que as pessoas saibam separar as coisas e reconhecer a hegemonia do entretenimento puro. Levar algo muito a sério não faz parte do entretenimento. Arte é arte, diversão é diversão. cada um no seu canto.

domingo, 6 de maio de 2012

Lojas Americanas usa sósia de Saoirse em campanha do Dia das Mães

Perto de onde eu moro tem uma filial das Lojas Americanas. Na vitrine aparece um cartaz da promoção do Dia das Mães onde aparece uma mulher fazendo papel de mãe que é bem parecida com a Saoirse Ronan. E não é que é mesmo? Comparem.


terça-feira, 10 de abril de 2012

A diferença entre fato e opinião

Descobri que a maior parte das brigas entre as pessoas resulta da confusão entre fatos e opiniões. Apesar das pessoas conhecerem os significados das palavras, não sabem utilizá-las para classificar algo que eles ouvem sair da boca dos outros.

Aí, gera uma discordância que pode se tornar violenta, se não houver um diálogo frio e analítico. Mas como a maioria das pessoas, na atualidade não sabe - ou não quer - pensar, toma-se a primeira impressão como definitiva.

A saber, o conceito das palavras:

Fato - Algo que realmente aconteceu, que existe e pode ser provado.

Opinião - É o ponto de vista que uma pessoa tem a respeito de algo, que pode ser verdadeiro ou não.

O que as pessoas têm que aprender é verificar se algo é fato ou opinião, ao invés de ficar em intermináveis - e violentas - discussões. Pessoas podem errar e muitas vezes aquilo que as pessoas acreditam como fato, não passa de mera opinião, possivelmente equivocada.

Vamos pensar antes de brigar. Quem usa o cérebro não precisa de armas.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Linda por fora... e por dentro também!



Depois de dar declarações bem inteligentes e sensíveis sobre cultura e romantismo em várias entrevistas, a querida atriz Leighton Meester, que aniversaria hoje, mostra que também é linda por dentro, participando de Share The Love, Join The Fight Again, uma campanha contra o câncer linfático (o mesmo que atacou o ator Reinaldo Gianechini, que pelo jeito está a caminho da cura).

É Leighton mostrando mais uma vez que mulher maravilhosa que é, feita para um relacionamento bastante duradouro.

Parabéns, querida Leighton, pelo aniversário e pelo exemplo de ser humano que você mostra cada vez mais.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Chico Anysio era muito maior que o Professor Raimundo

Os mais jovens ou aqueles que não estão interessados em se aprofundar sobre os mais de 200 personagens do mestre do humor recém falecido Chico Anysio, preferem se lembrar do personagem Professor Raimundo, protagonista de um seriado que passava nos finais de tarde diariamente e que era baseado no seu programa de rádio do início de sua carreira, como se fosse o único ou o melhor personagem de sua longa carreira. Não era. Pois Chico, o maior humorista de nosso país, era muito mais que o Professor Raimundo.

O programa da Escolinha do Professor Raimundo não era o melhor "cartão de visitas" de Anysio e nem dos excelentes comediantes que atuaram no programa. De características bem simplórias, o programa se resumia a uma pergunta feita pelo professor, cuja a resposta vinha através de um pequeno causo acompanhado de algum bordão. Até mesmo comediantes medíocres se dariam bem num humorístico desse tipo, o que muitas vezes deu a entender que os excelentes comediantes estavam mal aproveitados, inclusive o próprio Chico.

Chico era muito mais do que seu personagem mais famoso. Em toda a sua carreira, além de atuar majestosamente em todos os seus personagens - que pareciam outras pessoas -, participava do processo de criação deles, além de dirigir e escrever os roteiros. Fora outros talentos de Chico, mostrados em outras áreas da arte (como a excelente música do Baiano e os Novos Caetanos, provando que dá para ser ao mesmo tempo engraçado, inteligente e criativo fazendo música).

Não que o programa fosse ruim. Era uma forma de entretenimento simples, feito mais para quem estava a toa sem algo importante para ver ou fazer. Era até engraçado em muitos momentos. Mas não serve para mostrar o melhor dos grandes comediantes que atuavam no programa (muitos contratados por piedade, por incrível que pareça).

Mas na era da mediocridade em que vivemos, onde as pessoas se acostumaram a se contentar com o pouco, pensando que é muito, pensam que a escolinha (que teve várias versões em outras emissoras, seguindo exatamente a mesma fórmula e com alguns comediantes reaproveitados, mas com outros comediantes no papel de professor) é o "supra sumo" do humor de qualidade.

Mas não é. Recomendo que vasculhem outros programas, tanto os com Chico como os com outros comediantes e saberá do que eles eram capazes. E aí sim, podemos confirmar o grande talento de Anysio e de outros, subestimado em um inocente programa que pretendia preencher as tardes com piadas engraçadas, mas que qualquer um poderia contar na rua.

Chico Anysio era muito maior e mais importante que o Professor Raimundo. Quem pesquisar vai perceber isto. Vai ganhar um dez.

sábado, 24 de março de 2012

O Rock Africano da orquestra de poli-ritmo de Benin

No último dia 21 de dezembro (2010), estava com meu melhor amigo, Márcio, que eu conheci em Salvador (em 1992), que estava me fazendo uma visita, no Barra Shopping, na maravilhosa Livraria da Travessa (esta filial se parece com a parte interna da Biliblioteca Nacional, da Cinelândia) e fomos ver nossa sessão favorita, de CDs. Na sessão de world music, dois álbuns nos chamaram a atenção pelas capas. Ficamos curiosos. Anotei o nome: Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou.

Ao chegarmos na minha casa, depois de passearmos bastante pelo belo shopping, liguei o mesmo computador em que escrevo as coisas deste blog e procurei pelo grupo no YouTube. Cara, foi uma porrada! Depois da Laura Nyro (que se tornou minha cantora favorita), outra coisa bastante impactuante vinda da melhor década cultural de todos os tempos (os anos 60). Rock psicodélico mesclado com música tribal africana. Cara foi demais. E o grupo demonstra uma vastíssima informação musical (jazz rock, blues, soul, Hendrix e até ritmos latinos!). Não é a toa que se chamam de "orquestra de poli-ritmo".

Há pouca informação sobre o grupo na internet. Sabe-se que é de Benin, oeste da África. A posição do país , que fica diante do Oceâno Atlântico, pode ter favorecido o recebimento das influências culturais que engrossam o genial caldo de ritmos da orquestra, cujo estilo predominante, pasmem, é o rock psicodélico, sobretudo o de Jimi Hendrix. Eu já tinha falado sobre outra banda sessentista da África, a Square Set, também com poucas informações. Pelo menos a Orchestre Poly Rythmo do Cotonou possui vídeos com apresentações da banda no YouTube. Este é um.

Cara, estou cada vez mais curioso sobre o que acontece na Africa. Só a ignorância (e o nefasto racismo) pode chamar a África de país. É mais fácil considerar cada país da África como um continente, de tão vasta é a cultura de cada país do famoso e atraente (poli)continente.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Morreu um dos melhores atores do Brasil

Depois de acompanhar uma longa batalha, recebi a notícia da morte do grande humorista Chico Anysio, que para mim não era apenas um humorista, mas um dos melhores - quiça o maior até então vivo - ator de nosso país.

Anysio tinha o que eu considero uma das maiores qualidades que um ator deveria ter, a capacidade de fazer com que cada personagem fosse completamente diferente um do outro, feito raro até mesmo em muitos atores de qualidade pelo mundo todo. Além disso, apesar de ainda incluir os bordões, seus programas não ficavam limitados a estes, sempre colocando algo a mais além das frases de efeito que os brasileiros - um povo que costuma se contentar com pouco - tanto gostam.

Infelizmente perdemos um grande humorista, que nos últimos anos estava completamente desvalorizado pela TV que o consagrou, embora ainda mantivesse a capacidade e o talento ainda intactos, como foi mostrado em um especial de fim de ano em tempos atrás.

Anysio ainda era consagrado por lançar outros humosirtas, incluindo os seus fihos, em destaque o Bruno Mazzeo, criador do Cilada e de quem eu sou fã. Ele que vai estrear em nova novela, deve esatr bem triste, embora os prognósticos indicavam que Anysio ia acabar assim.

Resta dizer que Chico Anysio, o multi-homem, será eterno pelo seu vasto e excelente trabalho não só de humor, mas de atuação e que vai ficar na memória seus zilhões de tipos.

Aliás, pensando bem, Chico Anysio não morreu. Ele se dividiu nos inúmeros personagens que continuarão vivos, perambulando por aí, como retratos fiéis das melhores pessoas que vivem em nosso país.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Leighton Meester: "não vou casar sem amor"

A atriz que faz a Blaire no seriado Gossip Girl é uma das minhas musas favoritas. Ela sempre foi admirada por mim, não só pela beleza física mas também pela sua personalidade que une simpatia, charme e inteligência. Meester, que também é cantora e de bom gosto musical, acaba de dar uma declaração que prima pela coerência. Mais um motivo para dar mérito à admiração dessa bela atriz.

Entrevistada pela Marie Claire, revista da qual ela é capa neste mês, Meester disse que não se casaria com alguém só por gostar um pouquinho e que casamento para ela, só com o amor real e verdadeiro. Sem esse sentimento, nada feito.

Adorei essa declaração, pois Meester mostrou ser uma mulher decidida, que sabe o que quer e que não é submissa nem a modismos nem a instintos.

Comparando a declaração de Meester com o comportamento das brasileiras

A declaração de Meester se torna ainda mais interessante se levarmos em conta que no Brasil, as mulheres, tradicionalmente, desde meninas, são educadas para casar. Casar apenas, seja lá com quem for. Além da questão de (pseudo) moral, há o status social, já que "é feio" a mulher amadurecer sem marido.

E aí, na ânsia de agradar a sociedade, as mulheres idealizam um casamento que possa satisfazer as exigências dessa sociedade. Usam como critérios valores defendidos pela sociedade, escolhendo como pretendente alguém que possam apresentar à sociedade como "meu marido". Isso quando não se casam com o primeiro cretino que tiver estabilidade financeira, mesmo que não ganhe muito. Isso tudo sem o amor verdadeiro, quando muito através de uma leve paixão material.

Mas isso está mudando e já se observa em garotas nascidas a partir da segunda metade dos anos 80 uma menor preocupação com o casamento como afirmação social. Estas jovens, já começam a entender o verdadeiro valor de um relacionamento.

Talvez isso ocorra baseado na observação do fracasso nos relacionamentos das mulheres de gerações anteriores, estas ainda fiéis ao "dogma" do casamento obrigatório.

Esperamos que a declaração de Meester (nascida em 1986), influência para as jovens que assistem ao seriado que a consagrou, possa ajudar estas jovens em processo de esclarecimento, a refletir ainda mais sobre a importância de um casamento bem escolhido. A boa vontade delas em negar antigas crenças sobre o casamento já é um ânimo para a evolução mental dessas meninas.

Casamento, só com amor

Como forma de dar o nosso apoio a bela declaração da bela e sensata Leighton Meester, citamos o que Allan Kardec comentou, baseado nas orientações dos espíritos, em suas pesquisas de codificação da doutrina:

"Mas nem a lei civil, nem os compromissos que ela determina, podem suprir a lei do amor, se esta não presidir à união. Disso resulta freqüentemente, que aquilo que se uniu à força, por si mesmo se separa, e que o juramento pronunciado ao pé do altar se torna um prejuízo, se foi dito como simples fórmula. São assim as uniões infelizes, que se tornam criminosas. Dupla desgraça, que se evitaria se, nas condições do matrimônio, não se esquecesse à única lei que o sanciona aos olhos de Deus: a lei do amor. "

É isso, aí Leighton Meester. Por essa e outras que nós te amamos cada vez mais.